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Agronegócio

PIB do agronegócio nacional cresce 9% e alcança R$ 1,75 tri em 2020

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Foto: Ivan Bueno/APPA

Mesmo com a pandemia de Covid-19, que afetou a economia mundial, o agronegócio brasileiro venceu os desafios e vai encerrar o ano com crescimento de 9% no Produto Interno Bruto (PIB), frente a 2019, somando R$ 1,75 trilhão. A maior demanda interna e externa pelos vários produtos agrícolas e pecuários, a valorização dos preços e aumento de produção são fatores que contribuíram para o incremento significativo.

O crescimento do setor deve ocorrer também em 2021, respaldado em uma recuperação da economia mundial e maior produção de alimentos. A projeção é de um aumento de 3% sobre o PIB de 2020. Os dados foram divulgados, ontem, pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

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Segundo o presidente da CNA, João Martins da Silva Junior, mesmo com todos os desafios impostos pela pandemia de Covid-19, o agronegócio brasileiro conseguiu superar e atender a demanda tanto no mercado interno como do externo, o que foi importante para o resultado positivo visto no setor em 2020.

“Este ano, a pandemia, infelizmente, isolou toda a humanidade e nós, rapidamente, procuramos, na medida do possível, corrigir as deficiências e ajudar o produtor no que fosse necessário. Nós, da CNA e entidades ligadas, trabalhamos com agilidade para amenizar os impactos da pandemia. No primeiro momento, fizemos de tudo para que a população não ficasse desabastecida, e também para conseguirmos cumprir os contratos de exportação”.

Ainda segundo Martins, hoje, o Brasil tem uma grande responsabilidade de abastecer diversos países, são mais de 167 países para os quais os produtos agrícolas e pecuários são enviados.

“Estamos vivendo momento anormal em todo o mundo e a recuperação da economia do Brasil vem acontecendo, puxada, principalmente, pelo nosso setor”.

VBP – Em 2020, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) também tende a ficar maior. A projeção é de um incremento de 17,4% frente a 2019, com o faturamento estimado em R$ 903, bilhões.

O setor agropecuário também foi destaque na geração e empregos, com 102.911 vagas criadas entre janeiro e outubro. As exportações cresceram 5,7% em receita, que encerrou os 10 primeiros meses de 2020 em US$ 85,8 bilhões. Em volume a alta foi de 12%. Os cinco principais destinos foram: China, União Europeia, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, que juntos representaram 63% do total das exportações brasileiras em 2020.

“Encerramos 2020 com o setor mostrando a sua importância, não só nos números positivos de exportação, PIB e VBP, mas, principalmente, no ponto de vista social. As políticas públicas feitas na década de 70, com os pilares da tecnologia, crédito rural da assistência técnica apresentaram resultados neste momento de crise. O País conseguiu passar o momento de pandemia abastecido e garantir todos os acordos comerciais, fazendo com que o setor continuasse produzindo”, explicou superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi.

Preços mais equilibrados no próximo ano

Após registrarem altos preços em 2020, gerados pela demanda maior que a esperada, oferta de alimentos menor e custos elevados, a tendência é que os preços dos alimentos fiquem mais equilibrados em 2021, na avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo a entidade, o aumento dos preços foi impulsionado por vários fatores que impactaram em toda a cadeia produtiva. A alta no custo de produção é um deles, já que muitos insumos, como fertilizantes e herbicidas, são importados. Além disso, com o aumento da exportação de soja, o custo da ração também ficou maior. Outro impacto veio da desvalorização da taxa de câmbio (46,5%).

Além disso, o auxílio emergencial pago pelo governo federal injetou R$ 322 milhões na economia, o que estimulou o consumo e a inflação dos alimentos.

No mundo, houve um aumento de 10,9% nos preços internacionais de alimentos, já que a pandemia provocou dificuldades de abastecimento em vários países.

De acordo com o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, para o próximo ano, a tendência é de uma oferta maior, consumo mais equilibrado, já que o comércio foi reaberto e há uma tendência de aumentar o consumo fora dos lares. Além disso, haverá uma maior produção, o que pode equilibrar o mercado. Outro fator será a manutenção ou não do auxílio emergencial.

“Não enxergamos para 2021, uma alta tão expressiva como a vista esse ano. O câmbio vai continuar na casa dos R$ 5,20, o que favorece as exportações, mas haverá uma equalização da produção e um ajuste entre o que a população irá consumir e o que vamos exportar. É claro que será um ano de incertezas. Não sabemos como ficará a pandemia, mas, no cenário de normalidade, a tendência é que não haverá aumentos significativos”, disse.

Confederação vê avanço menor em 2021

No agronegócio, para o próximo ano, a previsão é de um Produto Interno Bruto (PIB) 3% superior ao registrado em 2020, alcançando R$ 1,8 trilhão.  De acordo com os dados divulgados ontem pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) tende a crescer 4,2% somando R$ 941 bilhões. A previsão de uma retomada econômica mundial é num dos fatores que promoverão os resultados positivos.

Em relação aos desafios para 2021, além dos econômicos, ainda existe o sanitário provocado pela pandemia que ainda não foi superado e não se sabe como irá se acomodar. Os avanços na formulação de uma vacina são positivos, mas não se sabe como será a imunização no Brasil. Além disso, há o risco de uma nova onda de Covid-19 e os possíveis impactos.

Outro fator que gera insegurança para o próximo ano é o endividamento do País, intensificado pelo pagamento do auxílio emergencial, e  que exigirá medidas por parte do governo. Também serão necessárias as reformas administrativa e tributária, mudanças apoiadas pela CNA desde que ocorra simplificação e não onere o setor.

“Essas são dúvidas que temos em relação à situação econômica, mas, de qualquer forma, as expectativas são positivas. Esperamos um aumento de 3,45% no PIB do Brasil, com inflação um pouco menor, próxima a 3,47%, Selic em 3% e o câmbio menor em cerca de R$ 5,20”, disse o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi.

Clima e câmbio – No agronegócio, o clima é outro fator de preocupação, com possíveis efeitos negativos da La Niña na produção, podendo gerar perdas. Um dos impactos causados foi no plantio da safra de soja, que atrasou e o que pode comprometer a segunda safra de milho.

O câmbio e o custo preocupam, principalmente, as atividades que não são grandes exportadores, como a pecuária leiteira, avicultura de postura, frutas e hortaliças. Que absorvem a alta do dólar, mas não têm o equilíbrio das vendas externas para compensar.

Em relação à demanda, é esperada para 2021 uma retomada da economia no Brasil e no mundo, principalmente, no setor de proteína animal, já que a China não se recuperou da Peste Suína Africana (PSA).

Meio ambiente – Questionado sobre a preocupação com fatores relacionados à preservação de meio ambiente e avanço da agropecuária, e seus impactos nos mercados globais para o Brasil, o presidente da CNA, João Martins, afirmou na coletiva de ontem que o país “não está de braços cruzados” e tem trabalhando junto com o governo em programas de rastreabilidade, como é o caso do setor da pecuária.

Ele disse ainda que o governo brasileiro tem que determinar “claramente quais são as obrigações ambientais que serão cobradas dos produtores rurais”, tendo em vista que o país já tem uma “lei ambiental rigorosa”, e pode cumprir as exigências internacionais.

O superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, explicou que o Brasil precisa terminar de implementar temas do Código Florestal, como os pagamentos por serviços ambientais, e realizar a regularização fundiária, para que seja possível saber quem faz desmatamento ilegal e aquele que abre áreas com o consentimento da lei.  (MV com Reuters)

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