COTAÇÃO DE 26/02/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6050

VENDA: R$5,6055

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,5730

VENDA: R$5,7530

EURO

COMPRA: R$6,7113

VENDA: R$6,7142

OURO NY

U$1.732,60

OURO BM&F (g)

R$307,54 (g)

BOVESPA

-1,98

POUPANÇA

0,1159%%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Agronegócio zCapa

Preço da arroba do boi gordo sobe 50%

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Apesar da alta nas exportações, os custos com a alimentação do rebanho reduzem o lucro | Crédito: L.ADOLFO

A demanda chinesa pela carne bovina brasileira está contribuindo para a manutenção dos preços da arroba do boi gordo em patamares elevados. No ano, em Minas Gerais, a valorização está próxima a 50%, com a arroba variando de R$ 270 a R$ 280, dependendo da região do Estado.

Mesmo com a alta significativa, produtores precisam ficar atentos, uma vez que os custos de produção também ficaram bem mais elevados, tanto em relação aos preços do milho e da soja, como os valores do bezerro. A tendência é de que as exportações sigam em alta, uma vez que a China segue demandando grandes volumes.

PUBLICIDADE

Segundo o analista de Agronegócios da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Wallisson Lara Fonseca, a China ainda não recompôs o rebanho de suínos, que foi dizimado em função da Peste Suína Africana (PSA). Com o descarte de mais ou menos 50% do rebanho chinês, o país tem importado grandes volumes de proteína, inclusive de carne bovina.

Lara ressalta que, no acumulado do ano, as exportações de carne bovina do Brasil para a China atingiram 1,85 milhão de toneladas, ante 1,7 milhão no mesmo período de 2019. A receita alcançou US$ 7,7 bilhões até novembro de 2020, contra US$ 6,8 bilhões no mesmo período de 2019. Com essa movimentação, o mercado chinês importou até agora 58% da exportação total brasileira de carne bovina, contra 43,2% em 2019. O resultado estadual ainda não foi divulgado.

“O apetite da China interfere na valorização da arroba para o produtor. Mesmo em momento de pandemia, a China precisa importar carnes para alimentar a população. Isso alavancou o preço do boi. O rebanho suíno chinês está cerca de 50% menor e, por isso, grande parte do consumo migrou para a carne bovina”, explicou Lara.

Mesmo com o aumento da demanda e dos preços da arroba do boi gordo, os pecuaristas precisam ficar atentos à gestão dos negócios. Isso porque os custos com a alimentação do rebanho aumentaram substancialmente. A soja e o milho, por exemplo, estão com os preços cerca de 80% superiores aos registrados no ano anterior.

Já em relação ao bezerro, a arroba que, no ano passado, estava em torno de R$ 200, este ano passou para R$ 400.

“Os preços da arroba subiram e dos custos também. Por isso, o produtor precisa de uma gestão eficiente e também de se informar sobre o mercado mundial. Isso é importante para ele planejar a produção, ser mais eficiente e se manter na atividade”.

Para o próximo ano, a tendência ainda é de oferta ajustada à demanda. Mesmo com a China investindo na recuperação do rebanho suíno, ainda demandará tempo para uma recomposição efetiva. Além disso, com o aumento da produção chinesa de suínos, a tendência é de que o país importe mais milho, o que também pode afetar a cotação do cereal no Brasil.

No mercado futuro, para maio de 2021, o mercado do boi gordo está estabilizado, com a arroba cotada a R$ 270. 

Mercado interno – No mercado interno, o consumo também está aquecido, principalmente, devido ao pagamento do auxílio emergencial. Com a aproximação das festas de final de ano, a tendência é de consumo firme, que será estimulado também pelo pagamento do 13º salário.

Para o próximo ano, existe o receio da descontinuidade do pagamento do auxílio emergencial. Caso seja suspenso, a tendência é de que o consumo de carne bovina recue, com a população migrando para opções mais em conta, como a carne de suíno, frango e ovos.

Alta investe R$ 2 milhões em aberdeen

A Alta, empresa de melhoramento genético bovino, divulgou na segunda-feira (7) que realizou recentemente um investimento em touros de genética superior de aproximadamente R$ 2 milhões. A empresa importou 10 reprodutores aberdeen  angus dos Estados Unidos, entre eles: Powell Peyton Place, Teasdale Spector, Powell Colt, 44 General Election, War Full Throttle, Rb Stout, Rb Dually, Hoover Entice, War Charged UP e Byergo Undeniable – animais direcionados às demandas internas.

De acordo com o gerente de produto da Alta Miguel Abdalla, os jovens reprodutores são “verdadeiras máquinas de produzir carne, animais que aliam pedigree consagrado, excepcional conjunto fenotípico e destacada avaliação genética para desempenho, promovendo maior rentabilidade dentro dos sistemas produtivos”. A aberdeen angus é a raça que mais comercializa sêmen no Brasil, além de ser uma das maiores raças de corte em nível mundial, possuindo mais de 200 anos de seleção.

Com o investimento realizado, a companhia informou que consegue atender ao mercado com maior agilidade, tendo esses produtos altamente demandados no país, sem correr riscos de imprevistos decorrentes de importação. Segundo a técnica de corte da Alta, Luiza Rocha Mangucci, são reprodutores que passaram por um intenso crivo de seleção para otimizar a lucratividade do pecuarista.

“O processo de importação desses touros levou aproximadamente 100 dias. É importante ressaltar que o procedimento sanitário é extremamente meticuloso, visando a garantir maior segurança na utilização desses animais. Os 10 reprodutores já estão na área de coleta, sendo que de alguns já temos sêmen disponível e todos nacionalizados pela Associação Brasileira de Angus”, finalizou Luiza.

Embarques do produto cresceram 10%

São Paulo – As exportações de carne bovina do Brasil cresceram 10% em volume em novembro, com as compras chinesas voltando a aumentar em relação ao mês anterior, apontou a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).A exportação em novembro atingiu o recorde no ano com uma movimentação de 197.852 toneladas (in natura e processada) e receita deUS$ 844,8 milhões, praticamente estável ante o mesmo mês do ano passado.

Com isso, a Abrafrigo mantém previsão de um crescimento de embarques em 2020 próximo de 10%, e de aproximadamente 15% nas receitas.A China aumentou suas compras de 109 mil toneladas em outubro para 123 mil toneladas em novembro, disse a Abrafrigo, citando dados do governo.

No acumulado do ano, as exportações atingiram a 1,85 milhão de toneladas, versus 1,7 milhão no mesmo período de 2019.

Já as receitas alcançaramUS$ 7,7 bilhões até novembro de 2020, contra US$ 6,8 bilhões no mesmo período de 2019. “Com essa movimentação, o mercado chinês importou até agora 57,9% da exportação total brasileira de carne bovina, contra 43,2% em 2019, somando-se as operações realizadas pelo continente e pela cidade-estado de Hong Kong”, afirmou a entidade.

Depois da China o maior comprador do produto foi o Egito, com 122.753 toneladas até novembro (queda de 23,7% em relação a 2019). Na terceira posição veio o Chile com 56.373 toneladas (-21,1%); em quarto lugar ficou a Rússia, com 56.373 toneladas (-14,8%), segundo a Abrafrigo. Os Estados Unidos aparecem em quinto lugar, com compras de 54.384 toneladas (+52,6%). (Reuters)

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

VEJA TAMBÉM

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!

FIQUE POR DENTRO DE TUDO !

Não saia antes de se cadastrar e receber nosso conteúdo por e-mail diariamente