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Crédito: Nacho Doce /Reuters
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Os preços do leite, em Minas Gerais, apresentaram queda expressiva em julho, referente à produção entregue em junho. De acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), na média líquida, na comparação com junho, foi verificada retração de 7,37% no Estado, com o litro de leite cotado a R$ 1,51.

A redução nos valores já era esperada e, desde o fechamento de junho, o mercado já mostrava sinais de enfraquecimento, uma vez que no mês foi registrada queda de 0,3% nos valores recebidos pelos produtores. Este foi o segundo recuo mensal apurado no ano.

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Com o preço do leite em R$ 1,51 em julho, na comparação com igual período do ano passado os valores recebidos pelos produtores mineiros está 1,30% inferior, já que, em julho de 2018, o litro era negociado a R$ 1,53.

Vale ressaltar que, há um ano, o preço do leite estava valorizado em função da greve dos caminhoneiros, que fez com que grandes volumes de leite fossem descartados por falta de transporte, promovendo a alta dos preços. No acumulado de janeiro a julho de 2019, o custo de venda do leite em Minas Gerais já valorizou 17,2%.

No caso do valor bruto de julho, a média apresentou queda de 7,29% frente a junho, com o litro de leite avaliado em R$ 1,50.

Na comparação mensal, a queda nos preços do leite também foi verificada no Brasil.

Segundo os pesquisadores do Cepea, em julho, referente à produção entregue em junho, a retração foi de 7,9% ou R$ 0,12 por litro. A média líquida Brasil, que é composta pelos resultados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, fechou a R$ 1,40 por litro em julho, 7,8% menor em relação à do mesmo período de 2018. Apesar do recuo, no acumulado de 2019, a variação se manteve positiva, em 11,5%.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, a redução nos preços verificada tanto em Minas Gerais como no Brasil aconteceu em função da dificuldade de repasse das altas registradas ao longo do primeiro semestre para o mercado final.

A taxa de desemprego elevada e a redução do poder de compra das famílias aliadas aos aumentos nos valores inibiram o consumo. Devido ao cenário, as negociações de derivados lácteos ficaram fracas nos últimos meses e reduziram as margens das indústrias, pressionando os preços do leite no campo.

Para agosto, segundo o Cepea, a tendência é de novas reduções nos valores. Esse movimento de valorização dos preços no primeiro semestre e queda no segundo tem sido verificado nos últimos anos. Isso tem acontecido devido à oferta reduzida de matéria-prima ao longo dos primeiros seis meses do ano, o que eleva os valores, e queda brusca dos preços no segundo semestre, após a recuperação do volume de produção.

Os pesquisadores do Cepea explicam que, em 2019, a produção não deve se elevar tanto como visto em 2017. Isso em função da grande insegurança dos produtores em realizar investimentos de longo prazo frente às incertezas no curto prazo.

Regiões – Em julho, foi verificada retração nos preços do leite em todas as regiões de Minas Gerais. O valor médio líquido pago pelo litro de leite na Zona da Mata encerrou o período em R$ 1,29, variação negativa de 8,3%. No valor bruto, média, a queda ficou em 7,92%, com o litro negociado a R$ 1,38.

No Sul e Sudoeste, o preço chegou a R$ 1,43, na média líquida, queda de 5,73%. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o preço do leite apresentou variação negativa de 10,4% e foi negociado a R$ 1,34, média líquida.

No Vale do Rio Doce, a média líquida do leite também ficou em R$ 1,34, queda de 5,06%. No Triângulo e Alto Paranaíba mais retração, com o litro comercializado a R$ 1,43, preço 7,63% menor.

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