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Agronegócio

Produção de açúcar em Minas deve subir quase 50% nesta safra

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Maior rentabilidade do açúcar frente ao etanol tem favorecido opção de usinas pelo adoçante | Crédito: Emmanuel Foudrot/Reuters

Na safra 2020/21 de cana-de-açúcar, em Minas Gerais, devem ser moídas 72,1 milhões de toneladas, um aumento de 5% frente à safra anterior. Com a queda da demanda pelo etanol, principalmente, em função do Covid-19 e das medidas implantadas para conter o avanço da doença, a produção mineira será mais açucareira que a anterior, uma vez que a demanda internacional e o câmbio estão favorecendo a rentabilidade do produto.

Segundo os dados do 2º Levantamento da Safra 2020/21 de Cana-de-açúcar, divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção mineira de açúcar será 47,8% maior e a de etanol total 18,2% inferior.

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Em Minas Gerais, a área em produção de cana-de-açúcar está 5,1% superior, somando 862,4 mil hectares. A produtividade esperada para o Estado é de 83,6 toneladas de cana por hectare, volume que está praticamente estável, com pequena variação positiva de 0,5% frente ao rendimento observado na safra anterior.

Em relação ao açúcar, a demanda maior no mercado mundial e a desvalorização do real frente ao dólar, o que favorece as exportações, tornaram a rentabilidade melhor para o produto quando comparado com o etanol. Desta forma, a produção mineira deve atingir 4,7 milhões de toneladas, volume 47,8% superior as 3,19 milhões de toneladas produzidas na safra passada. Neste ano, a estimativa é destinar 35,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar para a produção do adoçante, o que está 47,6% maior que o destinado anteriormente.

Já no etanol total, é esperada retração de 18,2% na produção, que foi estimada em 2,93 bilhões de litros. Para a produção do biocombustível, serão esmagadas 36,3 milhões de toneladas de cana, queda de 18,3%.

A produção de etanol anidro deve alcançar 887,3 milhões de litros, 13,2% menor. Queda também é esperada na produção de etanol hidratado. A previsão é de um recuo de 20,2%, com a fabricação de 2,05 bilhões de litros.




Clima seco – De acordo com o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, o levantamento da Conab está condizente às expectativas do setor, porém, devido ao clima seco, existe a chance de a produção ficar entre 69,5 milhões e 70 milhões de toneladas de cana.

“Ressalvo que é possível alcançar as 72,1 milhões de toneladas de cana na safra atual, mas nós estamos enfrentando algumas dificuldades, como o clima seco em muitas regiões. Ainda não temos muita certeza de como a safra irá caminhar, mas trabalhamos com um volume de 69,5 milhões a 70 milhões de toneladas”, disse Campos.

Ainda segundo o representante da Siamig, a colheita da safra mineira já ultrapassou a metade. No acumulado da safra até 1º de agosto, o processamento da cana chegou a 38,7 milhões de toneladas, equivalente a 55,7% da estimativa, um crescimento de 7% sobre o mesmo período da safra 2019/2020.

A produção de açúcar, em Minas Gerais, apresentou aumento de 54% quando comparado com o mesmo período do ano passado, com um volume de 2,47 milhões de toneladas.

A produção de etanol está caindo 12%, totalizando 1,5 bilhão de litros, frente a 1,7 bilhão da safra passada. No acumulado, o mix de produção está mais açucareiro que na safra passada, atingindo 50%, acima dos 36% de 2019. A qualidade da matéria-prima está 4% acima do ano passado, totalizando 133,1 quilos de açúcar por tonelada de cana (ATR/tc).

De acordo com Campos, a queda na produção de etanol está condizente com a demanda, que recuou cerca de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. A redução se deve à crise provocada pela pandemia e ao isolamento social. A expectativa é de uma retomada gradual do mercado do etanol, que será puxada pela elevação dos preços da gasolina, o que vai deixar os preços do biocombustível mais acessíveis até o final da safra.




Além disso, com a retomada das atividades econômicas, o uso dos veículos está maior. Outra tendência é a redução do uso do transporte público, devido ao receio de contaminação pelo Covid-19, o que vai estimular o transporte individual.

Cota de importação – Com a queda da demanda, os estoques de etanol estão elevados e a recuperação do mercado é considerada essencial para a saúde financeira do setor. Diante do cenário, o setor sucroalcooleiro de Minas Gerais é contrário à renovação da cota de importação de etanol dos Estados Unidos sem taxação. A cota de 750 milhões de litros anuais isenta de tributos será encerrada dia 31 de agosto. Para Campos, a renovação poderia prejudicar a indústria nacional. Ele defende a cobrança da taxa de 20% sobre o biocombustível importado.

“Os EUA podem utilizar o etanol excedente ampliando a porcentagem do biocombustível na gasolina utilizada. Estamos com os estoques elevados e a importação sem tributos seria prejudicial. Acredito que o governo brasileiro tomará a melhor decisão, esperamos que valorize a indústria nacional”, disse Campos.

Adoçante pode atingir volume recorde no País

São Paulo – A produção de açúcar do Brasil na temporada 2020/21 deve registrar um recorde de 39,33 milhões de toneladas, com crescimento de 32% frente à safra anterior, projetou ontem a estatal Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).

A previsão foi fortemente elevada frente à primeira estimativa da Conab para o ciclo, em maio, quando a produção de açúcar foi vista em 35,3 milhões de toneladas, diante de uma expectativa de maior moagem e de uma revisão no mix de cana direcionado à commodity para cerca de 46%.

A safra de cana foi projetada pela Conab agora em 642 milhões de toneladas, com redução de 0,1% frente à temporada anterior, mas superior à estimativa de 630,7 milhões em maio.

A produção total de etanol do Brasil em 2020/21 foi projetada pela Conab em 30,56 bilhões de litros, queda de 14,3% ante a safra anterior, com 27,8 bilhões de litros em etanol de cana e 2,7 bilhões de litros produzidos a partir do milho.

A estatal destacou ainda que a produção extra “já tem mercado garantido”, uma vez que a exportação brasileira de açúcar saltou 70% nos primeiros quatro meses da safra (abril-julho) ante mesmo período de 2019.

“E a expectativa é de que continue em alta”, disse a Conab sobre as exportações, citando dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

“O impulso vem da oferta mundial limitada por adversidades climáticas em importantes produtores da Ásia e também da taxa de câmbio elevada”, acrescentou a Conab.

Os preços de exportação em dólar na média de abril a julho foram 63% maiores, enquanto mais que dobraram em reais no período, com aumento médio de 127%, apontou a Conab, novamente citando dados da Secex.

A redução no consumo de etanol no mercado doméstico no primeiro semestre devido a restrições de mobilidade associadas a medidas adotadas contra o coronavírus também ajudou na oferta de açúcar do Brasil, ao levar usinas a destinarem fatia maior da cana para produção de açúcar, acrescentou a estatal. (Reuters)

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