Aportes em tratos culturais, tecnologia e monitoramento da lavoura aumentam a produtividade | Crédito: Divulgação

Obter uma alta produtividade é importante para gerar melhor retorno financeiro ao produtor rural e para se ter uma produção mais sustentável, ampliando o volume colhido sem a necessidade de expansão da área.

Com investimentos em tratos culturais, em tecnologia e no monitoramento da lavoura, o produtor de soja Antônio Guedes de Oliveira Neto, da Fazenda Segredo, em Patrocínio, na região do Alto Paranaíba, conquistou o segundo maior patamar de produtividade no Brasil na safra 2019/20, com o índice de 118,63 sacas de soja por hectare.

O volume alcançado por Guedes está muito acima da produtividade média nacional no mesmo período, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 55,5 sacas por hectare.

Com o volume, Guedes foi o campeão da região Sudeste na 12ª edição do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, realizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb). Desde 2008, o Cesb revela os resultados alcançados pelos sojicultores brasileiros, demonstrando que é possível aumentar a produtividade sem expandir a área seguindo os preceitos de sustentabilidade e rentabilidade.

De acordo com Guedes, a alta produtividade foi alcançada após anos de cuidados com o solo, com a implementação de tecnologia na lavoura de soja, conhecimentos adquiridos, consultorias e agricultura de precisão. O espaço hoje ocupado pela oleaginosa antes era dedicado à produção de café.

“Meu pai, há algum tempo, trocou o café pela soja. Desde então, estruturamos a terra, mudamos o manejo e fizemos o sistema de rotação de culturas. Tudo isso foi importante para alcançarmos o alto índice de produtividade”, conta.

Esta foi a primeira vez que o produtor participou do certame e os planos são de continuidade nos investimentos e cuidados para aumentar a produtividade da lavoura.

Outra ação que foi fundamental para o melhor resultado é o uso da agricultura de precisão. Devido ao fato de as máquinas da fazenda possuírem piloto automático, a perda é quase zero no plantio. Já no sistema de pulverização, com piloto automático, a máquina passa pela mesma linha, preservando as plantas e evitando perdas.

“Tivemos um trabalho muito forte na agricultura de precisão, chegando a uma excelente estrutura de solo para plantar, o que fez a diferença”, ressalta.

 

Futuro – As expectativas em relação à safra 2020/21 são positivas. No período produtivo de 2019/20, a rentabilidade da cultura foi boa, com a saca de soja sendo negociada, em média, a R$ 100. Diante das estimativas de demanda aquecida pelo grão, Guedes tem a intenção de ampliar a produção.

“Na safra 2019/20, o mercado da soja foi recorde para a gente, os valores foram surpreendentes e a expectativa para a próxima safra é positiva. Vamos continuar investindo na soja”, afirma.

Ao todo, a área ocupada pela soja na Fazenda Segredo é de 400 hectares e o rendimento médio da cultura é elevado. Nos últimos quatro anos, o rendimento médio ficou acima de 80 sacas por hectare. Na safra 2019/20, o volume foi de 83 sacas por hectare. A área plantada para a participação no concurso foi de 30 hectares e a área auditada ficou em 3,3 hectares. Para a safra que vem, o espaço para ser auditado deve ser ampliado.

“Já começamos a desenvolver o projeto e vamos participar novamente do concurso. Nosso objetivo é aumentar a produção através do ganho em produtividade. É importante ter elevada eficiência em um espaço menor, o que é mais sustentável”, diz Guedes.