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Agronegócio

Produtores de café ampliam ganhos com uso de plataforma para vendas ao exterior

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café
Crédito: Divulgação/Emater Usada em 05-04-19

Quando se fala de Agricultura 4.0, termo que remete à ideia de crescimento das tecnologias nos processos de produção da chamada 4ª Revolução Industrial ou Indústria 4.0, uma experiência vivida por cafeicultores familiares de São Gonçalo de Sapucaí, no Sul de Minas, chama atenção. Estamos em uma era em que, a cada hora, surgem inovações tecnológicas, mas, no meio rural, elas vão além da mera mecanização. Exigem curiosidade, ousadia, desburocratização e até coragem, mas os frutos podem ser surpreendentes e compensadores.

É o caso dos produtores de cafés especiais Adenilson Noimar Borgei, Alessandro Alvez Hervaz e Augusto Ferreira Borges. Todos atendidos pelo escritório local da Emater-MG. A história é exemplar, porque revela como é possível pequenos produtores, e não apenas os médios e grandes, alcançarem bons resultados na comercialização, se estiverem dispostos a se abrirem ao novo. Foi o que fizeram esses três jovens cafeicultores da Associação de Produtores do Alto da Serra (Apas), em 2014, após assistirem à apresentação de uma plataforma para venda on-line de café, por uma startup suíça de nome Algrano.

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“Fomos convidados para conhecer a plataforma, em Varginha. A apresentação era feita por um grupo de jovens da Suíça. Havia uma plateia de 60 pessoas, mas, à medida que os apresentadores falavam, as pessoas iam saindo”, relembra o coordenador-técnico estadual de Culturas da Emater-MG, Sérgio Brás Regina, que, na ocasião, atuava no escritório local da empresa, em São Gonçalo de Sapucaí. Segundo Sérgio, ao final da reunião, somente ele e os jovens da Apas estavam presentes. “Os olhos desses cafeicultores brilhavam com a ideia. Assim, no dia seguinte, os rapazes da Suíça estavam no escritório da Emater e a gente topou entrar na plataforma como piloto”, conta.

De acordo o coordenador, já naquele ano, o grupo postou “três ou quatro” lotes de café, na plataforma, dando início a uma nova maneira de comercializar o produto fora do País, diretamente com os torrefadores. E o melhor, a saca superou três vezes o preço de mercado. “Normalmente quem põe preço no café é o mercado, a Bolsa de Nova York. No caso da plataforma, não. O produtor estipula o preço que ele quer no seu café”, explica Sérgio.

Sérgio Brás Regina acrescenta que o aplicativo abriga torrefadores de todo o porte. “Do pequeno ao grande”, pontua. Ele enfatiza, ainda, a importância do contato direto do produtor com o torrefador, um vínculo comercial que beneficia a ambos. Para o coordenador, essa é uma iniciativa tipicamente 4.0. “O 4.0 prega que a gente deve ter atitudes, ser direto, ou seja, evitar atravessadores. E essa iniciativa pulou três ou quatro atravessadores, colocando o produtor em contato direto com o torrefador”, argumenta.

Cafeicultores 4.0 – Na época da adesão dos três cafeicultores à plataforma suíça, a Apas tinha 24 associados e todos eles também encararam a digitalização das vendas. Hoje, segundo o coordenador Sérgio Brás, a associação tem cerca de 60 filiados e os cafés Fair Trade (certificação de grupo ou comércio justo) da Apas são vendidos pela plataforma. A maior parte para a Europa.

Um dos protagonistas do piloto de São Gonçalo de Sapucaí, o cafeicultor Alessandro Alves Hervaz fala com orgulho da experiência. “Nós começamos juntos com a Algrano. Os primeiros cafés que foram colocados na plataforma, no Brasil, foram os da Apas. Desde 2015, a gente tem feito vendas com eles. Tenho clientes que conquistei naquele ano e vendo até hoje. Para mim, eles são os braços da gente na Europa”.

Segundo Alessandro, o vínculo comercial entre produtores e compradores só tem fortalecido ao longo desses anos e, por isso, prevalece o interesse de trabalhar com eles por muito tempo. “Vários compradores nos visitaram e eu também tive a oportunidade de conhecer e visitar a sede deles na Suíça. A gente quer trabalhar com eles por muitos anos e aumentando o volume a cada ano”, afirma.

O também cafeicultor Ademilson Noiman Borgei reforça as palavras do parceiro de atividade. “A Algrano facilitou muito esse contato do produtor com o torrefador. Através de um link da plataforma podemos conversar em tempo real com o torrefador. Saber da demanda dele e ele também pode entender um pouco da produção, do que a gente está fazendo aqui. Isso é importante, porque, quando a gente vende, por meio do exportador, que faz a intermediação, a maior fatia fica com eles; quando vende direto, o produtor ganha mais”, explica. (Com informações da Emater-MG)

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