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Agronegócio

Queijo do Serro busca o aval do Selo Arte

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A Anglo American desenvolve um projeto de apoio aos produtores do queijo do Serro | Crédito: Divulgação

A pandemia de Covid-19 e as medidas para conter o seu avanço impactaram as atividades econômicas, e um dos setores afetados foi o do queijo. Na região produtora do Queijo Minas Artesanal (QMA) do Serro, a demanda caiu e os custos de produção ficaram mais elevados.

Há mais de 300 anos, a família da produtora Estela Simões, da Fazenda São Jorge, em Conceição do Mato Dentro, produz queijo na região e, diante dos desafios, está investindo na melhoria dos processos, na busca por certificações e ampliação do mercado para o queijo Dona Iaiá.

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A expectativa de Estela é adaptar os processos e conseguir o Selo Arte, que permite a comercialização dos produtos artesanais em todo o País. Além disso, a produção será aumentada, o que é importante para diluir os custos. 

Uma das formas encontradas para que os desafios impostos pela pandemia sejam superados foi participar de projeto da Anglo American. A mineradora criou um auxílio emergencial para os produtores de queijo minas da região do Serro e irá investir R$ 1 milhão nas unidades produtoras.

Os recursos serão distribuídos entre 54 produtores do queijo minas artesanal que foram selecionados pela empresa. O objetivo é financiar a atividade que foi afetada pela crise gerada pela pandemia de Covid-19 e contribuir para a melhoria social e econômica da região.

Em média, cada produtor deverá receber cerca de R$ 20 mil, que poderão ser usados na manutenção da produção e também em melhorias dos processos, inclusive para a busca de certificação. Os recursos deverão ser utilizados em até 12 meses. 

Queijo Dona Iaiá busca certificação para poder comercializar produto por todo o País | Crédito: Divulgação

Expansão

Estela explica que as verbas que serão disponibilizadas pela Anglo serão fundamentais para que os planos de expansão da produção e de adaptação da propriedade sejam concluídos. 

“Nós já temos a certificação do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que nos ajudou a melhorar a qualidade e a divulgação do nosso queijo. Agora, com os recursos da Anglo e parte nossa, vamos mudar as instalações para conseguir o Selo Arte. A certificação será importante para que nosso queijo, o Dona Iaiá, possa ser comercializado no País todo. Também queremos aumentar nossa produção, de dez peças por dia, para 30 ao dia”.  

O recurso financeiro será utilizado para compra de maquinário, como ordenhas, e na estrutura física. O objetivo é automatizar a produção e atender a requisitos sanitários. 

“Quando se consegue ter queijos de melhor qualidade, conseguimos agregar valor e cobrir os custos de produção, que são muitos e ficaram mais caros com a pandemia. Ao aumentar a produção, também conseguimos diluir. A pandemia afetou de forma negativa nossas vendas, que, devido às restrições de funcionamento, ainda não se recuperaram totalmente. Mas estamos nos preparando e buscando alternativas. Quando as vendas caem, por exemplo, deixamos os queijos maturando por mais tempo”, explicou.

Fundo surge como opção para crise

O auxílio que a produtora do queijo minas Dona Iaiá, Estela Simões, irá receber virá de um fundo criado pela Anglo American. Segundo a coordenadora de performance social da Anglo, Sarah Corrêa, a criação do fundo aconteceu em meados de 2020 devido à pandemia.

“Percebemos que o faturamento e as vendas dos produtores rurais de queijos minas tinham caído, enquanto as despesas operacionais estavam se mantendo. Alinhado ao propósito da Anglo American de reimaginar a vida
das pessoas e a política de gestão social, a gente promoveu a divulgação e a implementação do fundo”, conta Sarah.

Ainda segundo Sarah, o fundo está alinhado ao Programa Crescer, que está em execução desde 2013 e tem o propósito de promover o desenvolvimento socioeconômico. Neste projeto, a empresa apoia as cadeias de vocação local nos territórios de atuação da Anglo.

Ao todo, a Anglo recebeu a inscrição de 110 projetos voltados para o queijo minas, sendo 54 selecionados. Sarah explica que a seleção levou em consideração critérios como número de beneficiários por projeto, se o projeto prioriza igualdade de gênero, se tem viabilidade técnica e econômica, entre outros.

A assinatura dos contratos para o repasse financeiro começou agora em abril. Além dos valores, os produtores também terão acesso à assistência técnica. Os recursos poderão ser utilizados para despesas operacionais, como a alimentação do rebanho, salários, pagamento de água, luz, compra e manutenção de equipamentos, entre outros.

Além disso, os produtores poderão direcionar os valores para despesas de capital, que incluem a compra de máquinas, equipamentos, investimentos na estrutura produtiva, e custos para obtenção ou renovação de certificados, como os emitidos pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

A expectativa é de que os queijeiros também invistam nas adaptações necessárias para buscar o Selo Arte, que permite a comercialização dos queijos certificados em todo território nacional.

“O fundo, além do foco de permitir que o produtor sobreviva nesse período de pandemia, é também para que ele recupere seu negócio e possa olhar para um futuro pós-pandemia”, explica.

Foram contemplados produtores de queijo dos municípios de Alvorada de Minas, Conceição do Mato Dentro, Congonhas do Norte, Dom Joaquim e Serro, todos localizados no entorno das operações da Minas-Rio, operação
de minério de ferro da companhia. (MV)

Programa Crescer

Pelo Programa Crescer, após um novo diagnóstico em 2017, foram identificadas as cadeias de maior vocação e potencial local. No período, foram identificadas as cadeias de leite e queijo, apicultura, horticultura e turismo. O programa abrange quatro municípios: Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas, Dom Joaquim e Serro.

Para cada cadeia, foi desenvolvido um plano de trabalho, que vem sendo executado desde 2017. Pelo programa, são atendidos produtores, os jovens e entidades representativas dessas cadeias.

“Desde 2017, temos acompanhado 121 produtores rurais com um trabalho de assessoria. Neste período, percebemos um incremento médio do faturamento de 31% até 2020. Nosso propósito é reimaginar a mineração para melhorar a vida das pessoas”, disse a coordenadora de performance social da Anglo American, Sarah Corrêa. (MV)

 

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