Crédito: Eduardo Seidl/Palácio Piratini

Produtores de leite e de queijo Minas Artesanal da agricultura familiar de Medeiros, no Centro-Oeste mineiro, estão cada vez mais satisfeitos com os resultados das ações do Programa de Gestão e Administração de Fazendas Leiteiras e de Produção do Queijo Minas Artesanal.

Entre eles, o clima é de motivação e agradecimento pela oportunidade e benefícios da empreitada. O trabalho consiste principalmente no acompanhamento e controle dos custos na produção do leite, usado na fabricação da iguaria da região produtora da Canastra.

Mas não para por aí. O programa vai além da gestão financeira propriamente dita. O produtor ainda recebe orientações na gestão reprodutiva e produtiva do rebanho, no manejo de pastagens, manejo alimentar e sanitário das vacas leiteiras, além dos cuidados com as questões social e do meio ambiente, entre outros elementos que estão diretamente relacionados com a boa saúde financeira do empreendimento.

O que permeia o trabalho é a certeza de que, se todos estes itens estiverem com seus índices dentro dos padrões recomendados ou próximos deles, a gestão financeira no final será positiva.

A iniciativa é da Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). São usadas ferramentas de gestão para munir o produtor de argumentos no momento de negociar o preço da venda do queijo com os compradores. A meta é obter mais rentabilidade nos negócios. No momento, 13 propriedades rurais do município, fabricantes de queijo, são acompanhadas pelo programa.

Acompanhamento – Segundo o zootecnista do escritório local da Emater-MG, Alberto Schwaiger Paciulli, que idealizou o projeto, em parceria com os próprios produtores, os participantes recebem uma caderneta de campo para anotar mensalmente todas as despesas.

Alguns, que dominam melhor a informática, utilizam diretamente as planilhas particulares, mas todos são monitorados pela empresa de extensão rural.

Nada escapa nas anotações dos itens que entram e saem da propriedade. São considerados gastos com ordenha, inseminação artificial, mão de obra, alimentação, vacinas e medicamentos do gado e impostos, entre outros. As receitas provenientes da atividade leiteira como a venda de queijo, leite, bezerros, novilhas e esterco também são contabilizadas.

“Uma vez a cada dois meses, ou até mesmo uma vez por mês, dependendo do caso, o técnico da Emater vai nas propriedades e se reúne com os produtores e seus familiares para conferir os dados da caderneta de campo ou planilhas e ajudar os produtores a anotar outros que, eventualmente, ficaram de fora”, explica o zootecnista.

De acordo com Adalberto, em alguns casos, os dados são digitalizados no computador do técnico, onde um programa de cálculo de custos já dá o resultado de quanto ficou a produção do leite e do queijo no mês, trimestre, semestre ou no ano.

O extensionista chama a atenção para o fato de que muitos produtores gastam para produzir, mas nem sempre conseguem agregar um valor rentável que possa cobrir os seus custos e ter um lucro em cima do produto. Então, segundo Schwaiger, o objetivo da planilha do programa é mostrar ao produtor quanto fica produzir o leite ou o queijo e por quanto terá de vender seu produto para ter lucro.

“Na maioria das vezes, ele desconhece estes custos e acha que está tendo lucro, mas na verdade está tendo é prejuízo. E não sabe porque não faz o controle deles”, constata. (Com informações da Emater-MG)