Recentemente, Aneel autorizou reajustes de 10,7% e 6,19% para categorias de clientes rurais | Crédito: Pixabay

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou que os reajustes da tarifa de energia autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o consumidor rural de 10,7% e para o consumidor rural em alta tensão, em média, de 6,19% – considerados extremamente altos pelos representantes do setor do agronegócio de Minas Gerais – se devem ao decreto federal 9.642, publicado em 27 de dezembro de 2018.

O decreto, segundo explicado pela Cemig em nota enviada à imprensa na sexta-feira (3), determina a redução gradual de subsídios nas tarifas rurais em uma proporção de 20% ao ano, com início a partir de 2019.

Em 2018, o subsídio oferecido ao consumidor rural era de 30%. Em 2019, o apoio financeiro foi reduzido para 24%, e, agora, em 2020, para 18%.

A Cemig justifica, ainda na nota, que esta redução de subsídios, determinada pelo decreto, está afetando o reajuste do consumidor rural. “Portanto, a empresa reforça que, por se tratar de um decreto governamental, não tem ação sobre as mudanças nos subsídios, e à Aneel cabe apenas a aplicação da lei”.