A Região Vulcânica é composta por 12 municípios produtores, sendo que oito deles estão localizados em Minas Gerais | Foto: José Gomercindo / AENotícias

Com uma formação rochosa advinda de um vulcão há muito tempo extinto, que resultou em cadeias de montanhas com altitudes que chegam a 1.500 metros, solo rico em minerais, clima ameno e um trabalho tradicional e cuidadoso dos produtores, a região que divide os estados de Minas Gerais e São Paulo, e que tem o município de Poços de Caldas como referência, mostrou-se um terreno fértil para a produção de cafés de qualidade.

Diante deste potencial, o Sebrae desenvolveu uma plataforma estratégica para a Região Vulcânica, com o objetivo de posicionar o território de forma relevante e sustentável, por meio de uma expressão de marca única e verdadeira, que será lançada hoje, às 19h, no estande virtual da instituição na Semana Internacional do Café (SIC).

O novo mundo do café diferencia claramente os mercados de commodities e de especiais. Assim, os cafés de origem têm se destacado como principal demanda dos compradores sofisticados e de todo o público que vem exigindo produtos diferenciados.

“Por suas características privilegiadas, a Região Vulcânica consegue ofertar um café de qualidade superior com sabores e aromas únicos. Tal cenário e a tendência de mercado de valorização das origens produtoras justificam a implementação de ações orientadas para o fortalecimento dos pequenos negócios para a diferenciação deste território, por meio do posicionamento de marca”, explica o analista do Sebrae Minas Ivan Figueiredo.

O território da Região Vulcânica é composto por 12 municípios: Andradas, Bandeira do Sul, Botelhos, Cabo Verde, Caldas, Campestre, Ibitiúra de Minas e Poços de Caldas, no Estado de Minas Gerais, e Águas da Prata, Caconde, Divinolândia e São Sebastião da Grama, no estado de São Paulo.

História – O projeto para a criação da Marca Território Cafés da Região Vulcânica começou em 2018, com o desenvolvimento de ações com foco nos produtores e lideranças locais para os trabalhos de reconhecimento da região, conscientizando sobre a importância e o potencial de crescimento do setor cafeeiro local.

“Como resultado deste trabalho, espera-se o posicionamento da Região Vulcânica como uma origem produtora de café que, além da qualidade do produto, possui particularidades inerentes ao território, ao produto e às pessoas nela inseridas que a tornam única, sendo reconhecida e valorizada pelos mercados nacional e internacional de café”, complementa Figueiredo.

Diante dessa importância, a SIC foi o momento escolhido para o lançamento da nova marca, já que esse é o maior evento do setor do Brasil. A ideia é apresentar as características desse território e sensibilizar toda a cadeia produtiva do café, parceiros e comunidade em geral a fim de promover o engajamento dos players na utilização da referida estratégia, visando à valorização da Região Vulcânica, seus produtores e produtos. (Com Sebrae Minas)

Repasses do Funcafé atingem 61% da meta

São Paulo – O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) repassou a agentes financeiros cerca de R$ 3,5 bilhões para linhas de crédito ao setor até este momento da safra 2020/21, o que representa 61% do volume programado no início da temporada, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ontem.

Do montante, R$ 1,18 bilhão foi destinado a linhas de custeio, R$ 1,4 bilhão para comercialização, R$ 535 milhões para aquisição e R$ 417 milhões para capital de giro para indústrias de café solúvel, disse a pasta.

“O volume de recurso já liberado e disponível aos cafeicultores neste início de safra é importante nessa fase de tratos culturais nos cafezais para garantia de boa produtividade”, disse em nota o diretor de Comercialização e Abastecimento da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Silvio Farnese.

De acordo com dados do ministério, o volume total contratado pelas instituições financeiras soma R$ 5,2 bilhões até o momento, ante programação de R$ 5,7 bilhões para a safra.

Entre os 30 agentes financeiros com contrato assinado com o ministério para o Funcafé, o Rabobank encabeça as listas de volumes liberados, com cerca de R$ 422,1 milhões, e de montantes contratados, com R$ 624,7 milhões.

Para a safra atual, os juros foram definidos em até 5,25% para custeio, comercialização e Aquisição – FAC (quando o beneficiário for cooperativa de cafeicultor) e de 6,75% para capital de giro e para FAC (demais beneficiários). (Reuters)