Agronegócio

Requeijão Moreno Artesanal ganha regulamentação em Minas

Documento estabelece padrões de produção, boas práticas de fabricação e normas de segurança sanitária
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Requeijão Moreno Artesanal ganha regulamentação em Minas
Crédito: Divulgação Seapa

O governo de Minas Gerais oficializou, na segunda-feira (29), o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) do Requeijão Moreno Artesanal, que tem produção amplamente difundida no estado, especialmente no Norte de Minas Gerais. A assinatura do documento ocorreu em Montes Claros, durante a cerimônia de transferência provisória da capital do Estado para a cidade.

O documento, elaborado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e com consulta pública, estabelece padrões de produção, boas práticas de fabricação e normas de segurança sanitária, preservando o modo artesanal e secular de preparo.
A partir de agora, os produtores da tradicional iguaria poderão comercializá-la em todo o País. A medida permite, ainda, que eles saiam da informalidade, além de garantir maior segurança sanitária para os consumidores.

“Celebramos uma conquista histórica: a regulamentação do requeijão moreno da Serra Geral e do Norte de Minas, uma iguaria que carrega tradição, identidade e sabor. Agora, esses produtores têm mais oportunidades para levar esse produto tão especial para todo o Estado e para o Brasil”, afirmou o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG), Thales Fernandes.

O Requeijão Moreno Artesanal está presente há séculos na cultura alimentar do Estado, com um modo de fazer que atravessa gerações. O produto possui consistência firme, coloração que varia do amarelo ao marrom, sabor levemente defumado e massa homogênea, sem olhaduras.

Além da importância cultural, a produção do Requeijão Moreno Artesanal tem grande relevância para a economia regional. Dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) apontam que os maiores volumes de produção estão nas regiões de Montes Claros (285,6 toneladas por ano); Serra Geral do Norte de Minas (283,4 toneladas); Almenara (229 toneladas) e Salinas (186,5 toneladas).

Na região da Serra Geral do Norte de Minas, destacam-se Serranópolis de Minas, com produção anual estimada em 75 toneladas; Porteirinha, com 63,5 toneladas; Riacho dos Machados, com 52 toneladas; e Mato Verde, com 20.520 quilos.

A construção do RTIQ foi reivindicada, em 2023, pela Associação dos Produtores de Queijo da Microrregião da Serra Geral. A partir daí, teve início o processo para regulamentação, que contou com ação conjunta da Seapa), da Emater-MG, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e do IMA.

Mesmo nome e receitas diferentes

Essa ação ocorre pouco mais de um mês após o governo de Minas oficializar, em Teófilo Otoni, o RTIQ do Requeijão Moreno do Vale do Mucuri. Embora possuam nomes semelhantes, os dois requeijões apresentam características próprias. Ambos usam leite cru integral, creme de leite cru e sal, mas têm o modo de fazer e o uso de outros ingredientes, como a manteiga, distintos.
Uma das peculiaridades do Requeijão Moreno Artesanal é o uso de bicarbonato de sódio para neutralizar a acidez e manteiga de garrafa. Diferenças essas que interferem no sabor e consistência.

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