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Agronegócio

Safra mineira de grãos baterá novo recorde

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Crédito: Clverson Beje/FAEP Usada em 11-06-19 Usada em 08-08-19 Usada em 05-11-19 Usada em 24-01-20

A safra mineira de grãos 2020/2021 será recorde. A previsão é colher 17,5 milhões de toneladas, 14% a mais que as 15,3 milhões de toneladas registradas no ano anterior – até então, o maior volume produzido no Estado. O principal destaque será a soja, produto que teve o plantio estimulado pela forte demanda e pela valorização dos preços.

A expectativa é colher o maior volume da história de Minas Gerais, chegando a 7 milhões de toneladas da oleaginosa e superando em 13,8% a safra anterior. A produção de milho também ficará 17,2% maior e pode alcançar 8,8 milhões de toneladas.

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Os dados são do sétimo Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e mostram ainda que com os preços remuneradores no mercado de grãos, a área plantada em Minas Gerais foi expandida em 14,9% e somou 4 milhões de hectares. Com o clima mais seco e chuvas menos abundantes, é esperada queda de 0,8% na produtividade, que pode chegar a 4,36 toneladas por hectare.  

Dentre os produtos, o destaque da safra de grãos é a soja, cuja produção pode alcançar 7 milhões de toneladas, 13,8% de crescimento frente às 6,17 milhões colhidas na safra anterior e que foi recorde. Com preços valorizados, demanda aquecida e alta liquidez, os produtores mineiros investiram no cultivo.

A área dedicada ao plantio da soja cresceu 15,3%, somando a maior área já utilizada pela cultura de 1,8 milhão de hectares. Mas, o atraso no plantio, devido às chuvas tardias, interferiu na produtividade, que tende a recuar 1,3% com rendimento médio por hectare estimado em 3,69 toneladas por hectare de soja. 

De acordo com o superintendente de Inteligência e Gestão da Oferta da Companhia, Allan Silveira, com a previsão de uma safra de soja menor que a planejada nos Estados Unidos, os preços da oleaginosa apresentaram nova valorização

“Sabemos que os EUA estão na segunda posição entre os maiores produtores de soja (atrás do Brasil). Este quadro de uma produção menor que a esperada, somada aos estoques muito baixos no mundo e a forte demanda, faz com que os preços continuem reagindo tanto no mercado externo como interno. Além disso, o dólar valorizado eleva os preços no Brasil”, comentou.  

Destaque também para a produção mineira de milho. Ao todo, é esperado incremento de 17,2% na produção, que pode chegar a 8,8 milhões de toneladas. Assim como na soja, os preços rentáveis e a demanda alta pelo cereal estimularam a expansão da área produtiva. Em Minas, o incremento é de 21,7% e soma 1,4 milhão de hectares. A produtividade média, 6,1 toneladas por hectares, está 3,7% menor.

Segundo Silveira, o cereal, no mercado internacional, continua com cotação elevada devido aos estoques finais mundiais baixos, o que também eleva o valor no mercado nacional.

“Além dos estoques mundiais do milho estarem em queda, o aumento da produção do cereal no mundo ficou menor que o esperado provocando uma nova rodada de aumento dos preços no mercado futuro internacional. Com a alta lá fora, os preços no mercado interno também subiram diante de uma disponibilidade de safra já limitada em função do clima na primeira safra”, explicou Silveira.

Vale destacar que o incremento mais significativo na produção de milho ocorrerá na segunda safra, já que na primeira existe concorrência com a soja. Conforme os dados da Conab, somente na segunda safra do cereal foi estimada uma alta de 32,1% na produção, que pode chegar a 3,7 milhões de toneladas. A área de plantio cresceu 34,6% e somou 606 mil hectares. 

“A valorização dos preços do milho também está ligada às incertezas em relação à segunda safra, que dependerá do clima. Temos uma boa perspectiva, mas, com o atraso do plantio, o clima será um fator decisivo. O cenário para os próximos meses é de insegurança, volatilidade dos preços e de certa retenção da oferta à espera da segunda safra”, detalhou.

Na primeira safra de milho, o aumento na produção ficou em 8,2% com a colheita estimada em 5 milhões de toneladas. A área ficou 13,7% superior, com o plantio ocupando 819,1 mil hectares. A produtividade média caiu 4,9% e somou 6,1 toneladas por hectare. 

Feijão e algodão serão destaques na safra de grãos

Para o feijão é esperada uma safra 5,9% maior, com a colheita total de 588 mil toneladas. A área em produção é de 355,1 mil hectares, 2,7% maior. Já a produtividade cresceu 1,7%, somando 1,6 tonelada por hectare. Somente na primeira safra, a expansão na produção ficou em 15,6% e 224,4 mil toneladas colhidas. No período, foi verificada alta de 11,1% na produtividade e de 4,1% na área. Ao todo foram 151,5 mil hectares plantados com feijão e uma produtividade média de 1,4 toneladas por hectare. 

Na segunda safra de feijão, o volume estimado está praticamente igual ao do ano anterior, com pequena variação positiva de 0,7% e colheita de 176 mil toneladas. Já para a terceira safra, é esperado aumento de apenas 0,6% na produção, que pode chegar a 187,6 mil toneladas.

Dentre os principais grãos produzidos em Minas Gerais, apenas o algodão apresentou queda. A previsão é colher 131,9 mil toneladas de algodão em caroço, 18,2% a menos que na safra passada. 

A área de produção ficou 18,1% inferior, com o plantio ocupando 31,2 mil hectares. A produtividade média, 4,2 toneladas por hectare, está estável, com variação negativa de apenas 0,1%.

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