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Agronegócio

Safra de grãos em Minas tende a crescer 10,5% e bater recorde

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máquina recolhe grãos de milho e despeja em caminhão
Crédito: Divulgação

Minas Gerais caminha para colher uma nova safra recorde de grãos.   Conforme os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é produzir 16,99 milhões de toneladas na safra 2020/21, volume que se alcançado será 10,5% maior que o registrado no ano anterior e, até então, recorde produtivo.

Neste ano, com os preços valorizados e grande liquidez, a produção de soja é o destaque e pode ficar 14,6% superior, somando 7 milhões de toneladas, maior volume já produzido no Estado.

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Os dados constam do 6º levantamento da Safra de Grãos 2020/21 e indicam ainda que a área plantada no Estado soma 3,89 milhões de hectares, incremento de 11,5%. Já a produtividade média por hectare tende a cair 0,8% ficando em 4,3 toneladas por hectare. A queda é resultado da falta de chuvas.

No Brasil, a Safra de Grãos 2020/21 terá um crescimento total na produção de 6%, chegando a 272,3 milhões de toneladas ou 15,4 milhões de toneladas superior ao obtido em 2019/20.

Para o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sérgio De Zen, a tendência de se alcançar uma nova safra recorde se deve aos preços valorizados e à demanda aquecida pelos produtos.

“Caminhamos para uma nova safra recorde. Esse volume recorde é resultado de condições e expectativas de mercado amplamente favoráveis. Isso é um momento vivido não só em função da economia brasileira, mas pela economia mundial, em que a demanda por alimentos está bastante acentuada. Fruto das medidas de proteção social que vêm sendo implantadas mundo afora. Todos esses programas tendem a afetar diretamente o consumo”.

Entre os produtos, o destaque em Minas Gerais é a soja. Após colher uma safra recorde em 2019/20, o Estado caminha para um novo marco produtivo que pode chegar a 7 milhões de toneladas e superar em 14,6% a produção anterior, que foi de 6,1 milhões de toneladas.

Com os preços remuneradores e demanda aquecida, o espaço de cultivo da soja foi ampliado em 16,4%, somando uma área produtiva de 1,91 milhão de hectares. A produtividade foi afetada pelo clima seco e deve cair 1,6% com o rendimento estimado em 3,68 toneladas por hectare.

Milho

No caso do milho, cujo mercado também segue aquecido e os preços elevados, houve uma expansão de 6,6% na área plantada da primeira safra, somando 767,9 mil hectares.

A produção também será maior e está estimada em 4,8 milhões de toneladas, variação positiva de 3,9%. O clima também afetou a produtividade, que deve cair 2,6% frente à alcançada na safra passada. Neste caso, o rendimento médio esperado é de 6,3 toneladas por hectare.

Para a segunda safra do cereal, as expectativas também são positivas. A previsão é de uma colheita 19,7% maior e alcançando 4,8 milhões de toneladas. A tendência também é de aumento da área de produção (16,4%), que pode chegar a 524,7 mil hectares. É esperado aumento de 2,8% na produtividade, com rendimento em torno de 6,5 toneladas por hectare.

No total, a estimativa é que Minas Gerais colha 8,26 milhões de toneladas de milho na safra 2020/21, volume 9,9% maior que os 7,5 milhões da safra passada.

Feijão

Outra produção que deve crescer é a de feijão. Na primeira safra, Minas Gerais vai produzir 228,6 mil toneladas, superando em 17,8% a anterior. A produtividade média das lavouras, 1,4 tonelada por hectare, avançou 11,2%.

Para a segunda safra, a tendência é de estabilidade, com pequena variação positiva de 0,7% na produção, que pode somar 176 mil toneladas. Na terceira, a Conab aponta para 187,6 mil toneladas, variação positiva de apenas 0,6%.

No total, a produção mineira de feijão ficará em torno de 592,2 mil toneladas, volume 6,6% superior às 555,3 mil toneladas registradas em 2019/20.

Dentre os principais grãos cultivados no Estado, a algodão em caroço apresentou uma queda de 20,4% na produção, que pode ficar em 128,3 mil toneladas. A área destinada ao cultivo, 31,1 mil hectares, está 18,4% menor. Devido ao clima, a produtividade média, 4,1 tonelada por hectare, reduziu 2,4%.

País estima supersafra com 272,3 mi toneladas

Impulsionada pela produção da soja e do milho, a Safra de Grãos 2020/2021 já está sendo considerada uma supersafra, com um volume recorde estimado de 272,3 milhões de toneladas. O número é 15,4 milhões de toneladas superior ao obtido em 2019/2020, crescimento total de 6%, segundo o 6º levantamento da Safra de Grãos 2020/21, divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“O agronegócio não poupou esforços para manter esses números de produção, o que é mais um recorde, mesmo diante das dificuldades da pandemia. É um trabalho junto a todos os produtores, que têm grande capacidade técnica e preocupação com seus negócios cada vez mais visível”, salientou o diretor de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Silvio Farnese.

Em relação à estimativa realizada no mês passado, houve um aumento de 4 milhões de toneladas, graças principalmente ao crescimento de 6,7% na área de plantio do milho segunda safra. A pesquisa de campo foi realizada na última semana de fevereiro.

A previsão para o cereal é de uma produção total recorde, com a possibilidade de superar em 5,4% a safra 2019/20 e atingir mais de 108 milhões de toneladas. O volume histórico deve-se à participação assim distribuída: 23,5 milhões de toneladas na primeira safra, 82,8 milhões na segunda e 1,8 milhão na terceira safra.

No caso da soja, a cultura vem mantendo a tendência de crescimento na área cultivada. Nesta safra, há possibilidade de crescer 4,1% em relação ao ciclo passado, com uma área de 38,5 milhões de hectares e produção de 135,1 milhões de toneladas.

O feijão também marca presença evolutiva e crescimento estimado de 1,6% na produção das três safras, totalizando 3,3 milhões de toneladas. A primeira está em fase final de colheita, já a segunda, em fase final de plantio. A terceira começa o plantio a partir da segunda quinzena de abril.

Já para o arroz, há uma redução de 1,9% na produção frente à safra anterior, com uma produção prevista de 11 milhões de toneladas. E o algodão segue na mesma linha, com redução de 14,5% na área cultivada e produção de 6,16 milhões de toneladas de algodão caroço, correspondendo a 2,5 milhões de toneladas de pluma. (Com informações do Mapa)

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