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Agronegócio

Silagem de soja é alternativa para reduzir custos da pecuária de leite

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A substituição de parte da ração por silagem de soja gera resultados positivos | Crédito: Divulgação

A busca pela maior eficiência e pela redução de gastos têm sido essenciais na pecuária de leite, que é uma atividade com os custos elevados e margem estreita de lucro. E, em Extrema, no Sul de Minas Gerais, o produtor Renato Resende de Souza está testando o uso da silagem de soja em substituição à parte da ração do rebanho.

Os resultados têm sido positivos, com ganhos na qualidade do leite, na nutrição do rebanho e na redução dos custos, uma vez que a ração é o insumo que tem maior peso nas despesas da atividade.

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De acordo com Souza, a técnica consiste no uso da planta inteira de soja como silagem. “A ideia veio do pai de um amigo, quem há muito tempo tentou fazer a silagem com a soja, porém, devido às limitações tecnológicas, não foi possível. Meu amigo me contou sobre a técnica e achei interessante testar. Estamos registrando resultados positivos, como o aumento da qualidade do leite, o que é importante para a produção de queijos e também para a valorização do leite entregue nos laticínios”, explicou.

Souza conta que a silagem de soja substitui parte da ração que é ofertada ao rebanho. É oferecido, por animal, cerca de 3 a 4 quilos de soja ao invés de 1 a 2 quilos de ração, dependendo da produção do animal. A silagem de soja não substitui a de milho, que deve ser mantida.

“Com a substituição, estamos conseguindo reduzir os custos de produção. Para comprar uma tonelada de ração seca gasto cerca de R$ 2,5 mil. Para plantar um alqueire de soja, investi R$ 6 mil e colhi de 20 a 30 toneladas de silagem. Rende muito mais e é um alimento mais rico para o rebanho”, destaca.

Leite de qualidade – Por utilizar a planta inteira, a silagem produzida é mais rica em óleo do que a ração, o que vem ampliando a nutrição do rebanho e a qualidade do leite, o que é importante para um melhor rendimento da produção de queijos e também para a indústria, que paga valores mais elevados devido ao maior volume de sólidos presentes no leite.

No caso do leite, Souza explica que o litro de leite da vaca Girolando costuma ter de 3,5% a 3,8% de gordura. Já no gado Jersey, o índice é naturalmente maior que o do Girolando, ficando entre 4,8% e 5,2%. Com a alimentação diferenciada, o rebanho de Souza alcançou uma média de 4,3% de gordura, o que é muito positivo por gerar maior rentabilidade.

“Como produzimos queijos, é importante que o leite tenha mais gordura. Após darmos ao rebanho a silagem de soja, registramos um aumento na produção de queijo com o mesmo volume de leite. Com um volume de 300 litros de leite, produzíamos cerca de 55 queijos pesando de 500 gramas a 600 gramas e, com o mesmo volume, mas com o rebanho alimentado com silagem de soja, subimos a produção para 65 queijos. A nutrição das vacas melhorou e a qualidade do leite também”, afirma.

Ainda segundo Souza, o segredo para a produção da silagem de soja é o tempo de colheita. A estimativa é de que o corte ocorra entre 90 dias e 100 dias após o plantio, quando a planta estará com menor concentração de líquidos e não tão seca quanto para a produção da soja em grão.

“Para fazer todo o processo, contamos com a ajuda de técnicos da Emater e também de um engenheiro agrônomo. Isso é importante porque o uso da silagem em um tempo errado pode não gerar bons resultados. Tem que se achar o ponto correto. Se colher antes, gera muito líquido no silo, e se colher depois, pode ficar tóxico para o rebanho”, explica.

O produtor ressalta que a unidade produtora está aberta para outros pecuaristas que queiram conhece a técnica e investir na diversificação da alimentação do rebanho.

Agricultura familiar – O extensionista do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) em Extrema, Hélio João de Farias Neto, conta que a silagem de soja é uma alternativa interessante para os pecuaristas, principalmente para a agricultura familiar.

“O custo de produção da cadeia da pecuária do leite vem subindo gradualmente e os preços pagos pelo leite não acompanham. A principal fonte de nutrientes para o rebanho vem do farelo de soja, é um ótimo alimento só que é muito caro. Desta forma, os produtores buscam alternativas. Em Extrema, o plantio de soja tem dado certo e pode ser uma alternativa para a redução dos custos na produção do leite. É importante ressaltar que todo o processo deve ser acompanhando por um técnico, principalmente, para avaliar a maturação correta da planta para a produção da silagem e a substituição de parte da ração”, destaca Farias Neto.

Ainda segundo Farias Neto, o processo desenvolvido pelo produtor rural Renato Souza vem sendo acompanhado para que os resultados sejam contabilizados e seja feita análise do leite. A ideia, caso os resultados sejam positivos, é incorporar a técnica e levar para outros produtores.

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