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Soja e milho devem puxar safra recorde de grãos em MG

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Crédito: Camila Domingues/Palácio Piratini
Crédito: Camila Domingues/Palácio Piratini

A safra de grãos 2020/21, em Minas Gerais, caminha para um novo recorde. De acordo com o 4º Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, divulgado, ontem, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado deve produzir 16,03 milhões de toneladas, volume 4,63% superior ao registrado na safra passada, que até então era o recorde.  O impulso veio, principalmente, das produções de soja e de milho, que tendem a crescer 8,7% e 2,4% respectivamente. 

Segundo o levantamento, a área plantada em Minas Gerais será de 3,68 milhões de hectares, um aumento de 5,5%. Com o clima desfavorável registrado entre setembro e novembro, a tendência é de uma queda de 1,1% na produtividade. Com a seca, o rendimento médio esperado por hectare está em 4,35 toneladas. 

Dentre os produtos, a soja é destaque. A produção da oleaginosa está estimada em 6,7 milhões de toneladas, aumento de 8,7% frente as 6,1 milhões de toneladas colhidas no período de 2019/20.  Com alta rentabilidade e demanda aquecida, houve um aumento de 10,6% na área cultivada, que alcançou 1,82 milhão de hectares. O atraso das chuvas impactou o plantio e o desenvolvimento da cultura, por isso, é esperada uma queda  de 1,8% na produtividade, que deve atingir 3,68 toneladas por hectare. 

Segundo o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Cleverton Santana, o plantio da soja em Minas Gerais já terminou. Assim como em outras regiões do País, houve atraso nessa fase, por isso, os estágios da cultura estão muito heterogêneos, com lavouras em desenvolvimento, parte em floração e parte em enchimento. 

“Entre os principais estados produtores de soja, Minas Gerais é o que tem o maior incremento de área. Isso graças à rentabilidade da cultura. A produção aumentou, ocupando locais antes dedicados à cana-de-açúcar, ao milho e à pastagem, sobretudo as degradadas. O produtor usa o plantio de grãos como opção para promover a recuperação da pastagem. Então, tivemos esse incremento relevante na produção de soja”, disse.

Chuvas – Em relação ao regime de chuvas, Santana avalia que as condições, neste momento, têm sido favorecidas. “A expectativa é de continuidade de chuvas relevantes, principalmente no Triângulo e Noroeste, onde está concentrada a produção de soja mineira, e isso tende a favorecer a produtividade. Em Minas, está havendo um aumento expressivo nas cultivares de ciclo precoce, principalmente, para se ter janelas suficientes para o plantio do milho segunda safra, o que é importante”, explicou.   

Resultados positivos também são esperados nas safras de milho. No primeiro plantio, a expectativa é de colher 4,7 milhões de toneladas, alta de 2,1%. Com os preços também valorizados, a área em produção foi ampliada em 1,6%, somando 731,9 mil hectares. Mesmo com a seca registrada no início do plantio, a estimativa aponta para um aumento de 0,5% na produtividade e colheita de 6,5 toneladas por hectare. Na segunda safra, os dados preliminares apontam a tendência de uma safra 2,8% maior, colhendo cerca de 2,9 milhões de toneladas. Caso os resultados sejam alcançados, em 2020/21, Minas irá colher 7,7 milhões de toneladas de milho, avanço de 2,4%.

“O milho também disputa espaço com a soja e, nessa primeira safra, ele também ganhou área. Estamos em um ano com preços favoráveis tanto para o milho como para a soja, então, teve produtor que optou por plantar o cereal em áreas antes dedicadas à soja e à cana, principalmente”, contou Santana. 

Em Minas Gerais, na safra 2020/21, a produção de feijão primeira safra deve alcançar 203,4 mil toneladas, volume 4,8% superior. Devido ao atraso nas chuvas, a produtividade tende a recuar 0,5%, com rendimento médio de 1,32 tonelada por hectare. A área cultivada ficou 5,3% maior e somou 153,2 mil hectares. 

Para a segunda safra de feijão, é esperado recuo de 1,5% em volume, chegando a 172,1 mil toneladas. A terceira foi estimada em 187,6 mil toneladas, 0,6% a mais. Conforme os dados, a estimativa é de que a produção de feijão em Minas Gerais totalize 563,1 mil toneladas, volume 1,4% maior que o total colhido na safra anterior. 

“O plantio da primeira safra de feijão foi totalmente finalizado e a expectativa é de produtividade melhor; agora, é importante conseguir colher nos intervalos de chuvas para ter um produto final de maior qualidade”, disse Santana.   

Algodão – Ao contrário das culturas já citadas, a produção mineira de algodão deve recuar no atual período produtivo. A estimativa aponta para um volume 11,1% menor, com a colheita de 143,3 mil toneladas de algodão em caroço. A concorrência com outros grãos, como a soja e milho, fez com que a área em produção recuasse 8,1%, com o plantio ocupando 35 mil hectares. A produtividade esperada é de 4 toneladas por hectare, 3,2% menor. A produção de algodão em pluma será de 57,3 mil toneladas, redução de 11,2%.

Produção nacional pode ultrapassar 260 milhões de t em 2021

Rio de Janeiro – A safra nacional de grãos deve atingir mais um recorde, o terceiro consecutivo, neste ano, com 260,5 milhões de toneladas, um crescimento de 2,5% em relação a 2020. As informações estão no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, a estimativa final para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2020 totalizou 254,1 milhões de toneladas.

A soja continua em alta: as estimativas iniciais de 129,7 milhões de toneladas indicam um aumento de produção de 6,8% (8,2 milhões de toneladas) em relação ao que foi colhido no ano passado e de 1,5% em relação ao segundo prognóstico, divulgado em dezembro.

Já para o milho é esperada uma queda de 1,5% (menos 1,5 milhão de toneladas) em relação a 2020, embora tenha havido um aumento de 1,6% frente à estimativa anterior.

“Em função dos preços mais compensadores da soja, em relação ao milho, os produtores são estimulados a ampliar suas áreas de cultivo da oleaginosa, que em 2021 deve representar mais de 57% da área total utilizada para o plantio de grãos do País”, disse, em nota, o analista de Agropecuária do IBGE, Carlos Barradas.

De acordo com o levantamento, a produção de algodão herbáceo, após três anos de recordes, deve chegar a 6,1 milhões de toneladas, com redução de 0,6% em relação ao segundo prognóstico e de 14% em relação ao que foi colhido em 2020.

“A safra de algodão herbáceo vinha crescendo para atender à demanda internacional. Mas o algodão é usado principalmente para a confecção de roupas e, com a pandemia da Covid-19, essa demanda caiu, influenciando na decisão de plantio da próxima safra”, afirmou Barradas.

Para o arroz, esta terceira estimativa de 11 milhões de toneladas aponta aumento de 0,8% na produção em relação ao prognóstico anterior, mas ainda há declínio, também de 0,8%, em relação a 2020.“Nos últimos meses, os preços do arroz atingiram patamares elevados, levando o governo a zerar as tarifas de importação para contê-los. O Rio Grande do Sul é responsável por quase 70% da produção nacional e suas lavouras são irrigadas e associadas a alta tecnologia e manejo adequado, permitindo alcançar altas produtividades”, disse o analista. (ABr)

Algodão | Crédito: Divulgação/Seapa
Algodão | Crédito: Divulgação/Seapa

Conab reduz projeção para oleaginosa no País

São Paulo – O Brasil, maior produtor e exportador global de soja, deve colher um recorde de 133,69 milhões de toneladas da oleaginosa na safra 2020/21, projetou ontem a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), ao reduzir sua expectativa ante a projeção de 134,45 milhões de toneladas divulgada em dezembro.

Em relação à temporada anterior, o volume estimado representa alta de 7,1%. A perspectiva para a área plantada é de 38,19 milhões de hectares, avanço de 3,4% ante 2019/20.

Segundo a estatal, a colheita já teve início em Mato Grosso, principal estado produtor de soja, onde a produção poderá chegar a 35,43 milhões de toneladas, “uma ligeira queda ante o estimado na safra anterior, mesmo com a expectativa de aumento na área plantada”.

“O resultado (em Mato Grosso) é reflexo da estimativa de menor produtividade, uma vez que as condições climáticas de 2019 não se repetiram até então”, afirmou a Conab.

A companhia alertou que, durante o levantamento, havia relatos de agricultores que apontavam para heterogeneidade na avaliação fitossanitária das lavouras de Mato Grosso, entre regular, boa e excelente. Isso acarretou uma incerteza ao mercado sobre o fechamento de novas vendas antecipadas.

“Os relatos são de que tanto as tradings quanto os produtores rurais apresentam-se cautelosos ao negociar os contratos a termo, tendo em vista a escassez de chuvas, que traz à tona o risco climático, podendo limitar a capacidade de produção e o cumprimento de compromissos contratuais”.

Na ponta da demanda, a expectativa é de que as exportações de soja do Brasil atinjam um número acima de 85,7 milhões de toneladas nesta safra, motivadas pela firme demanda chinesa e pelo forte percentual já comercializado, que alcança mais de 60% da safra, segundo a estatal.

Milho – A Conab fez um leve ajuste na estimativa de produção de milho, de 102,6 milhões de toneladas observadas em dezembro para 102,3 milhões.

“As condições climáticas desfavoráveis no momento do cultivo da primeira safra influenciaram a produtividade, principalmente no Sul do País. No Rio Grande do Sul, a diminuição neste índice foi estimada em 11%. Com isso, a produção tende a ser 9,3% menor”, destacou.

Em Santa Catarina, os percentuais de queda na produtividade e na colheita da primeira safra são ainda maiores, chegando a 14% e 12,7% respectivamente.

Em ambos os estados, a área destinada ao plantio do grão deve crescer, o que reduz um pouco a queda no volume de produção, disse a análise.

A Conab elevou suas projeções de importação de milho em 300 mil toneladas, para 1,3 milhão de toneladas referentes à safra 2019/20.

“O ajuste se deve à necessidade de milho para suprir o consumo no início de 2021 diante de uma menor oferta do cereal disponível para comercialização. Para as importações da safra 2020/21, foi mantida em 1 milhão de toneladas”, ressaltou.

A produção de algodão em pluma deve atingir 2,65 milhões de toneladas na temporada, levemente abaixo dos 2,67 milhões previstos anteriormente.Para o trigo, no entanto, a Conab vê uma safra 2021 de 6,23 milhões de toneladas, uma elevação ante as 6,18 milhões de toneladas da estimativa anterior. (Reuters)

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