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Agronegócio

Senar ajuda produtores rurais de Brumadinho

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Os produtores rurais recebem assistência do Senar | Crédito: Divulgação

O rompimento da barragem da Vale na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, causou prejuízos enormes aos produtores rurais da região. Além das perdas produtivas, o preconceito em relação à qualidade dos alimentos fez com os agricultores perdessem mercado.

Dois anos após o crime ambiental, os produtores estão recebendo assistência técnica gratuita e superando os desafios. O Programa SuperAção Brumadinho, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizado Rural (Senar), está atendendo 480 produtores e 70% já voltaram a registrar melhora nos negócios. Ao todo, serão investidos R$ 1,5 milhão.

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De acordo com a coordenadora nacional do projeto Senar SuperAção Brumadinho, Luana Frossard, o programa foi iniciado em 2019 com a mobilização e identificação dos produtores atingidos de forma direta e indireta pelo rompimento da barragem.

Já em março de 2020, o projeto foi levado aos produtores que passaram a receber visitas e capacitação. Desde então, foram feitos diagnósticos das propriedades, identificados gargalos e desenvolvido um trabalho em busca das soluções. Ao longo de dois anos, os agricultores serão atendidos pelos técnicos do Senar e a expectativa é promover o desenvolvimento, a capacitação técnica e gerencial e contribuir para que os negócios voltem a ser lucrativos.

Nesse primeiro ano do projeto desenvolvido em campo, com as visitas e a assistência, 70% dos produtores já voltaram a apurar lucro nas atividades.   

“Estamos completando um ano de atendimento aos produtores rurais de Brumadinho. Os resultados são bastante satisfatórios. Dos atendimentos que prestamos 51% é para a área de olericultura, que é o maior potencial da região. Estamos atendendo agricultores de Sarzedo e Mário Campos, que também foram afetados pelo rompimento da barragem de Brumadinho. Com a assistência técnica os produtores estão superando gargalos e os estigmas e voltando ao mercado”.

Luana Frossard explica ainda que uma das principais linhas de trabalho desenvolvidas pelos técnicos do Senar junto ao produtor é a necessidade de um gerenciamento eficaz das propriedades. “A questão gerencial é fundamental. Ajudamos o produtor a equilibrar a receita com as despesas. Eles já estão voltando a lucrar com a atividade e isso é muito importante para que permaneçam na atividade”.

Com a orientação técnica, os produtores também foram estimulados a buscarem por novos mercados, feiras livres e entregas para os comércios locais. Um dos principais mercados para os produtos de Brumadinho, antes do rompimento da barragem, era o atendimento às pousadas, hotéis e ao Museu de Inhotim. Com a pandemia, a demanda que já estava pequena, recuou ainda mais.

Diversificação para os produtores

Através do SuperAção, além da forte tradição na produção de olerícolas, há também incentivo para a diversificação das atividades, com a introdução e desenvolvimento, por exemplo, da produção de ovos.

“Em Brumadinho estamos trabalhando de uma forma diferente. Estamos conseguindo diversificar a produção e identificando aquela que gera mais receita para que receba mais investimentos. Isso é muito importante para que o produtor tenha um equilíbrio financeiro”, disse a coordenadora nacional do projeto Senar SuperAção Brumadinho, Luana Frossard.

Com as ações do Programa SuperAção, muitos produtores estão conseguindo superar os desafios e obter bons resultados nas atividades desenvolvidas. Um dos participantes, o produtor rural, Márcio José da Silva, diversificou a produção e além das hortaliças que já produzia antes do rompimento da barragem, hoje intensificou a produção de ovos de galinha.

Desde o colapso da barragem, Márcio vinha enfrentando dificuldades na comercialização de alimentos porque as pessoas tinham receio de comprar os produtos de Brumadinho. Conforme as informações do Senar, com adaptações no manejo nutricional e melhoria das instalações, houve aumento na produção de ovos, saindo de 360 ovos por mês, para cerca de 4.000 ovos mensais.

“Estamos recebendo visitas e orientações dos técnicos do Senar. Com isso, conseguimos ajustar as contas e desenvolver a produção de ovos, que ficou maior e está gerando retorno. O mercado para as hortaliças ainda está enfraquecido. Além do rompimento da barragem, a pandemia também prejudicou a demanda”, explicou Márcio.

Ainda segundo os dados do Senar, existe a perspectiva futura de se alcançar 10.500 ovos por mês. Além do aumento no número de aves de postura, o produtor diversificou a produção e passou a vender frangos de corte, o que também ajudou a aumentar a renda.  

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