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Taxa de prenhez tem espaço para crescer em MG

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Em Minas Gerais, a média geral da taxa de prenhez é de 15,7%, enquanto o Top 10% apresenta um indicador de 23% - Crédito Jadir Bison

A taxa de prenhez, importante indicador que pode prever o intervalo de parto das vacas, tem espaço para avançar em Minas Gerais e no País. O indicador foi o objeto de análise da 4ª edição do Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB), que avaliou informações em quase mil fazendas brasileiras, entre outubro de 2018 e setembro de 2019.

Uma taxa de prenhez elevada significa mais rentabilidade nas fazendas.

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De acordo com a CEO da Ideagri, Heloise Duarte, a taxa de prenhez é responsável por medir o percentual de vacas que ficam prenhes em relação ao número de vacas aptas a cada 21 dias. O indicador engloba a Taxa de Concepção e a Taxa de Serviço.

Com o indicador, o pecuarista também consegue prever o Intervalo Entre Partos (IEP), uma vez que boas taxas de prenhez correspondem a baixos intervalos entre partos e maior produção de leite, por exemplo. A taxa, que pode ser obtida em um curto espaço de tempo, permite a implementação de ações corretivas em tempo hábil.

No País, a média geral da taxa de prenhez – que engloba todas as fazendas pesquisadas – ficou em 16,14%, sendo que na parcela das 10% melhores fazendas nacionais, o índice foi de 22,84%. Em Minas Gerais, a média geral alcançou 15,7%, enquanto no Top 10% o indicador ficou em 23%.

Heloise destaca que o índice merece atenção dos produtores pelo impacto econômico que gera. A taxa indica a velocidade na qual as vacas emprenham após o parto. Quanto mais elevada for a taxa, maior o número de vacas gestantes no terço inicial da lactação, menor o número de dias improdutivos e menor a chance de descarte de vacas vazias e secas.

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“A taxa de prenhez, nas unidades mais produtivas, está muito boa e muito próxima ao valor de referência dos norte-americanos, que serve de base para o produtor brasileiro, uma vez que não se tinha um índice calculado no Brasil”, explicou.

Taxa de serviços – No Estado, dentre os índices que compõem a taxa de prenhez, a taxa de serviços ficou em 45,2% na média geral, enquanto nas fazendas mais eficientes, o índice foi de 59,2%. Já a taxa geral de concepção ficou em 35,6% e em 39,3% nas unidades mais eficientes.

Em Minas Gerais, a taxa que tem mais espaço para avançar e contribuir para o aumento do índice de prenhez é a de serviço, que consiste na capacidade de identificar corretamente o momento no qual a matriz deve ser inseminada. Quando se avalia as fazendas mais eficientes e a média de todas, a diferença é de 14 pontos percentuais na taxa de serviços. Já na taxa de concepção, a diferença não é tão grande, ficando em 3,7 pontos percentuais das unidades mais eficientes para a média.

“A taxa de serviço é mais fácil e mais barata para ser corrigida. A taxa pode ser melhorada com a melhor observação do cio das vacas, por exemplo. Já a taxa de concepção é um problema inerente do animal e mais difícil de resolver. É importante acompanhar a taxa de prenhez porque ela tem um impacto direto na rentabilidade das fazendas e evita vacas vazias e sem produzir. Isso é importante uma vez que os custos com nutrição e sanitários ocorrerão com o animal em produção ou não”.

A baixa taxa de prenhez pode impactar de forma negativa no intervalo entre partos e na produtividade dos animais. De acordo com as informações do levantamento, considerando a diminuição da produtividade de leite no final da lactação com o prolongamento do IEP, estima-se uma queda de 70 ml de leite por dia por matriz (considerando uma produção de 6 mil litros por lactação).

Em termos de rebanho, um aumento no IEP de 1,9 meses (valor identificado na média geral das fazendas quando comparado ao Top 10%), por exemplo, eleva os dias em lactação médio do rebanho em 29 dias, o que se traduz em 2 litros de leite a menos por vaca por dia.

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