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Agronegócio

Vazio sanitário em Minas será menor a partir deste ano

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Vazio foi reduzido para que o plantio da safra da oleaginosa fosse antecipado no Estado - Crédito: Jonas Oliveira

A ferrugem da soja é uma das doenças que mais causam prejuízos às lavouras da oleaginosa. Para reduzir a incidência e as perdas, começou ontem e vai até 15 de setembro o vazio sanitário da soja em Minas Gerais.

No período, devem ser eliminadas todas as plantas de soja do campo. O objetivo é promover o controle da ferrugem, o que contribui para a menor incidência da praga e, consequentemente, menor uso de agrotóxicos no campo.

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A ferrugem da soja, também conhecida como ferrugem asiática, é uma doença causada por fungos. Os primeiros sintomas se manifestam nas folhas com o aparecimento de minúsculos pontos escuros. Após o surgimento das lesões, ocorre a desfolha da planta, que evita a completa formação dos grãos com consequente redução de produtividade. O desenvolvimento da doença é extremamente rápido e se espalha com facilidade pelo vento, causando grandes prejuízos à produção.

De acordo com o fiscal agropecuário da gerência de Defesa Sanitária Vegetal do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Wagner Aquino Machado, o vazio sanitário é essencial para o desenvolvimento da nova safra, que deve ser plantada logo após o encerramento do período.

Período reduzido – Este ano, por 77 dias, os produtores não poderão manter plantas vivas de soja nas propriedades e as plantas remanescentes da última safra devem ser erradicadas. Até o ano passado, o vazio era de 90 dias.

A pedido do setor produtivo, o vazio foi reduzido para que o plantio da safra seja antecipado. A modificação não causará prejuízos e é permitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em Minas Gerais, a mudança no calendário foi oficializada pela portaria nº 1916 do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), publicada em 6 de maio deste ano.

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“A justificativa técnica para a alteração do prazo do vazio sanitário foi para aproveitar melhor a condição climática, podendo antecipar o plantio da soja”, explicou Machado. Ainda segundo ele, a adesão ao vazio é grande em Minas Gerais. Os produtores já estão bem conscientizados.

“O produtor sabe que o vazio é uma forma de controlar a incidência da ferrugem, doença que pode causar a perda de até 80% das lavouras. Com o vazio, as condições de sobrevivência do fungo são reduzidas e, em casos de infestação, as mesmas acontecem em um período mais desenvolvido das plantas. Além da maior tolerância da soja, ao ocorrer em um período mais tardio, o controle com o uso de produtos químicos é mais eficiente e feito em menos aplicações, contribuindo para o meio ambiente e sendo menos oneroso para os produtores”, explicou.

Fiscalização – Ao longo do vazio, haverá fiscalizações do IMA. Quem não cumprir as regras estabelecidas para o período estará sujeito a multa. Segundo Machado, a multa gira em torno de R$ 4,5 mil a R$ 5 mil.

“Em uma primeira visita, caso seja identificada a soja viva, o produtor é notificado. Ele terá, no máximo, dez dias para erradicar as plantas. O fiscal volta à propriedade e, caso não tenha feito a eliminação, o produtor recebe um auto de infração. Será aberto processo e, se condenado, é multado em cerca de R$ 4,5 mil a R$ 5 mil”.

Ainda segundo Machado, o índice de notificação pelo não cumprimento do vazio sanitário em Minas Gerais é muito pequeno.

“A porcentagem de notificação é muito baixa e gira em torno de 5%. No caso do auto, não chega a 1%. Isso ocorre devido à seriedade do projeto que está em vigor desde 2007. O IMA trabalha mantendo a fiscalização e divulgando para o produtor a importância do controle da praga”, explicou.

Na safra 2018/19, a produção de soja, em Minas Gerais, somou 5 milhões de toneladas. A área destinada ao cultivo foi de 1,5 milhão de hectares. As principais regiões produtoras do Estado são o Noroeste, Triângulo e Alto Paranaíba.

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