Rigon: estes (eixos) serão pontos essenciais para a recuperação das vulgaçãempresas e da economia | Crédito: Divulgação

O planejamento e a estrutura por parte dos municípios poderão fazer toda a diferença quando passar a crise do Covid-19 e as empresas precisarem se reerguer. Em Minas Gerais, pelo menos as 13 cidades que figuram entre as 100 mais desenvolvidas sob os pontos de vista inteligente, sustentável e humano, segundo o Ranking Connected Smart Cities produzido pela Urban Systems em 2019, oferecerão melhores condições para a retomada da economia.

São elas: Belo Horizonte, que ocupa a 13ª posição, Uberaba, no Triângulo (28ª), Juiz de Fora, na Zona da Mata (32ª), Uberlândia, no Triângulo (57ª), Nova Lima, na RMBH (64ª), Betim, na RMBH (66ª), Pouso Alegre, no Sul (67ª), Ipatinga, no Vale do Aço (77ª), Viçosa, na Zona da Mata (86ª), Montes Claros, Sul (90ª) e Ouro Preto, na região Central (92ª).

De acordo com o Diretor de Marketing da Urban Systems, Willian Rigon, os 11 eixos temáticos discutidos pela pesquisa, como empreendedorismo, educação, tecnologia e inovação, meio ambiente, urbanismo, mobilidade, economia, governança, saúde, segurança e energia, representam a estrutura das cidades para o ambiente de negócios privados. Isso porque compreendem questões de infraestrutura, serviços públicos, instrumentos de planejamento, transparência, capital humano, espaços de geração de conhecimento e comunicação.

No entanto, os cinco primeiros eixos merecem destaque. “Estes serão pontos essenciais para a recuperação das empresas e da economia. Logo, as cidades que estiverem mais bem preparadas nestes quesitos, encontrarão melhores condições e poderão sair na frente. Já as que não figurarem nos rankings, poderão se espelhar nas citadas e adotar medidas e estratégias para melhorar”, avaliou.

A começar pelo quesito empreendedorismo. Conforme Rigon, o município que oferece condições e políticas públicas para que seus agentes privados se estruturem e se fortaleçam, contribuirá de forma sistemática para a recuperação. Ele pontuou que o empreendedorismo tem funcionado, inclusive, já no período da crise.

“As consequências impostas pelas medidas de distanciamento social e como cada local e empresa têm se comportado neste momento, por exemplo, passam pelo empreendedorismo. As buscas por soluções começam individualmente. Depois passam para a escala municipal, estadual, nacional, e assim, sucessivamente”, explicou.

Algo semelhante ocorre com a educação e a tecnologia e inovação, já que ambos também ancoram a base empreendedora de qualquer ambiente. “O município que provê uma boa educação permite que haja empreendedores em todos os níveis da cidade, uma vez que o cidadão passa a ter condições plenas de empreender. Da mesma maneira a tecnologia e inovação. Uma vez que o ambiente ofereça o suporte, o desenvolvimento acontece”, completou.

No caso do meio ambiente, o diretor de Marketing da Urban Systems destacou a importância de as cidades corrigirem suas necessidades básicas, passando pela questão da reinvenção em busca de uma maior eficiência na oferta dos serviços públicos.

E, por fim, ele destacou o urbanismo como o eixo do futuro. “Em tempos de quarentena, estamos confirmando que não precisamos do deslocamento para alcançar resultados. Muitos estão trabalhando em home office e isso prova que a maneira de explorar as cidades também deverá mudar”, comentou.

O Ranking Connected Smart Cities 2019 mapeou todas as cidades com mais de 50 mil habitantes (666 municípios) em todo o País, definindo as com maior potencial de desenvolvimento. A primeira colocada foi Campinas, no interior de São Paulo.

Entre os eixos citados por Rigon como os que terão melhores condições de recuperação após as turbulências impostas pela crise do coronavírus, destacaram-se especificamente Juiz de Fora em urbanismo, Belo Horizonte em meio ambiente e tecnologia e inovação, Viçosa em educação e Uberaba em empreendedorismo.

A cidade do Triângulo Mineiro apareceu entre as 20 melhores do País, em 14º lugar, no quesito empreendedorismo. Conforme a Urban Systems, a categoria é composta por sete indicadores, contemplando economia criativa, tecnologia, microempresa individual, espaços de inovação e incubação de conhecimento. Para isso, foram analisados a presença de parques tecnológicos, crescimento de empresas de tecnologia, entre outros aspectos.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação de Uberaba, José Renato Gomes, disse que a cidade construiu avanços importantes nos indicadores avaliados, nos últimos anos, e que a preocupação com o empreendedorismo é prioridade da gestão municipal.

“Sabemos da importância de apoiar os micro e pequenos empreendedores locais, que são quem mais oferece empregos e movimenta nossa economia. Não medimos esforços para desburocratizar e oferecer os incentivos possíveis este crescimento”, concluiu.