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Coronavírus Direto da Redação

Cedro investe na saúde de colaboradores e dependentes na pandemia

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Crédito: Divulgação/Cedro Têxtil

A pandemia escancarou a fragilidade humana e os ambientes corporativos também precisaram se reinventar. Além das medidas sanitárias mínimas, como aferição da temperatura, uso da máscara, álcool em gel, distanciamento e home office uma série de outras necessidades foram surgindo. E a saúde mental ganhou atenção ainda mais especial.

Pesquisa publicado no periódico Psychological Medicine, avaliou 25 estudos com mais de 72 mil pessoas que compararam saúde mental dos participantes antes e durante períodos de lockdown ou quarentena. Em geral, houve um aumento na intensidade de sintomas ansiosos ou depressivos.

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A psicóloga Ana Paula Sete, analista de desenvolvimento humano da Cedro Têxtil, viu isso acontecer em sua rotina de trabalho.

“Comecei a receber ligações ou mensagens de colaboradores e até mesmo dos colegas de trabalho que eram pedidos de ajuda, necessidade de conversa ou até mesmo desabafo de sentimentos quase sempre acompanhados de sintomas de desgaste emocional. Passamos a disponibilizar informações, fazer lives abordando o tema e oferecendo técnicas de relaxamento, meditação e respiração para que as pessoas pudessem lidar com os medos. Foi assim que nasceu o programa Tecendo Cuidados, um atendimento em saúde mental que abre espaço para os sentimentos tão aflorados nesta época. Não é uma terapia. É um acolhimento psicoemocional com objetivo de resolver questões pontuais e não necessariamente relativas ao trabalho. Casos que demandam o processo terapêutico ou psiquiátrico são indicados para profissionais externos e monitorados por nós” explica Ana Paula.

Logo no começo da pandemia, a empresa implantou todos os protocolos de segurança. Criou o Painel Saúde, um formulário a ser preenchido virtualmente e diariamente para monitorar o estado geral dos funcionários antes do começo de suas atividades em home office ou nas fábricas.

Os casos suspeitos de Covid-19 ou qualquer alteração relevante e/ou urgente é passada para o médico do trabalho responsável pela unidade onde está lotada a pessoa. Foi feita uma campanha de conscientização para esclarecer a necessidade de cada mudança. A adesão foi grande e a demanda, ampliada.

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O programa inclui acolhimento psicológico por fone, vídeo ou presencial e é desenvolvido pela equipe de quatro psicólogas e uma assistente social. A solicitação é feita virtualmente e o funcionário escolhe com quem ele deseja se abrir. A duração e a recorrência variam caso a caso e todas as informações ficam arquivadas em uma espécie de boletim.

Há sugestão de terapias alternativas, discussões em grupos de temas comuns, lives e ações virtuais para fomentar o tratamento e a prevenção de quadros de ansiedade, depressão, angústia e frustração tão comuns nessa desafiadora fase de isolamento social e morte iminente.

“Cumprir os protocolos sanitários é apenas parte da responsabilidade de toda a área de gestão de pessoas durante a pandemia. Como profissionais de desenvolvimento humano organizacional estamos sendo desafiados a aprimorar o olhar das empresas para as pessoas que a compõe. Nós também sentimos medo e sofremos com as mortes e temos angústias. Essa empatia nos encorajou a querer ampliar ainda mais a cultura do cuidado com as emoções” revela a gerente de desenvolvimento humano organizacional, Paula Pizzani.

Desde a implantação em maio de 2020, foram 75 pessoas acolhidas pelo Tecendo Cuidados e parte delas ainda segue em acompanhamento. A ideia é ampliar ainda mais o programa e também incluir os familiares em todo o processo.

“Eu estava muito vulnerável, com um mix de sentimento de medo, preocupação com meu emprego, com o emprego dos colegas e muito angustiada com a doença. Fora as questões de rotina, mudança no jeito de trabalhar e muita incerteza em tudo. Eu estava sofrendo quando eu soube do projeto. Inicialmente, eu fiquei com o pé atrás porque não sabia se o que eu dissesse ali estaria em sigilo e não acreditava que aquilo serviria para mim. E mais, tinha ainda muito medo de mostrar minhas fragilidades em um ambiente corporativo. Aos poucos fui aprendendo a me abrir, passei a me sentir melhor e ainda continuo em acolhimento porque eu encontrei um lugar de confiança e apoio para me reerguer” conta Anny Karoline, uma das funcionárias da Cedro que está se cuidando emocionalmente com o suporte da empresa.

Apesar de todo sucesso, não é fácil o caminho. Resistência aos novos protocolos, compartilhamento de notícias falsas, medo de falar sobre o estado emocional e perder o emprego e até mesmo a negativa em informar verdadeiramente seu estado físico e mental foram constantes no começo do processo.

Com cerca de 3.500 funcionários, quase 9 mil pessoas estão envolvidas com a Cedro entre contratados, prestadores de serviços e familiares. Além disso, o grupo é heterogêneo, o que trouxe alguma resistência a princípio.

“Criamos grupos de informação, ampliamos o acesso às informações corretas acerca do coronavírus e seus impactos econômicos e afetivos para combater as notícias falsas que circulavam dentro da empresa. Vamos vacinar todo mundo contra a gripe comum, demos máscaras para todo esse grupo e estamos em permanente aprendizado juntos. Está sendo muito bom perceber como nossos canais internos e externos de comunicação como as redes sociais tem servido para veículo dessa prestação de serviço pelo enfretamento da Covid-19. Trabalhamos para que cada um desses impactos pela consciência sejam multiplicadores das formas mais seguras de enfrentar a doença fora dos muros da Cedro” explica o assistente de comunicação da empresa, Eduardo Vaz.

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