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Crédito: Aline Xavier e Roberto Bellini

O projeto “Sobre o Rio”, parte integrante da pesquisa “Entre Rios e Ruas”, da artista plástica mineira Isabela Prado, paralisou suas atividades em março, devido à pandemia da Covid-19. Com a reabertura gradual das atividades em Belo Horizonte, seguindo todos os protocolos de segurança, o projeto será retomado e finalizará, na próxima semana, a instalação das placas de sinalização de todos os córregos canalizados dentro do perímetro da avenida do Contorno.

No total, serão aproximadamente 230 placas e, nos próximos dias 19 e 20, serão instaladas as últimas 33 placas, que sinalizam o córrego Mendonça, afluente do córrego Acaba-Mundo. O percurso a ser sinalizado se inicia na rua Levindo Lopes com avenida do Contorno, e segue pelas ruas Antônio de Albuquerque, Alagoas, Santa Rita Durão, e Pernambuco, até chegar na avenida Afonso Pena, próximo ao Palácio das Artes.

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“Essa sinalização permite um mapeamento abrangente de vários pontos de interseção entre rios e ruas na região central da Capital, com o objetivo de dar visibilidade a esses córregos, vistos aqui como patrimônio natural da cidade”, explica Isabela Prado, que além de ser a idealizadora do projeto, também coordena e acompanha a instalação das placas. Nesta etapa, o processo terá o acompanhamento do curador do projeto, o historiador da arte Josué Mattos, que vem a Belo Horizonte especialmente para a ocasião. Todo o processo passa por registro de foto e vídeo e, numa próxima etapa, será publicado em livro.

O projeto “Sobre o Rio”, nº 0118/2017, foi aprovado no Edital 2017 oriundo da Política de Fomento à Cultura Municipal (Lei nº 11.010/2016). Conta com o patrocínio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e da UNI-BH. As placas de sinalização dos córregos serão instaladas permanentemente nas mesmas balizas que carregam a sinalização de ruas e avenidas, tendo as mesmas especificações das placas de rua já existentes. Trata-se, assim, de uma intervenção permanente na cidade, tendo obtido autorização da Subsecretaria de Planejamento Urbano para sua execução.

Inicialmente, o projeto mapeia três sub-bacias principais, córrego da Serra, córrego do Leitão e córrego Acaba-Mundo, afluentes do ribeirão Arrudas e que estão dentro do perímetro da avenida do Contorno. “Belo Horizonte possui inúmeros córregos em todo seu território. O desejo é sinalizar toda a cidade, mas por uma limitação orçamentária esta primeira fase do projeto identifica os córregos dentro do perímetro da Contorno, núcleo do planejamento original da cidade. A ideia é continuar enviando projetos para aprovação em leis de incentivo ou buscar outras fontes de recursos para ampliarmos as ações”, ressalta Isabela Prado.  

Memória – A intervenção da artista na cidade faz emergir o que resta da memória a respeito dos córregos de Belo Horizonte. A ação busca, sobretudo, trazer visibilidade para os córregos da capital mineira que, uma vez canalizados e cobertos, foram historicamente apagados da paisagem e da memória.

“A proposta é chamar a atenção sobre o que foi oculto e, de maneira poética e crítica, tentar desvelá-los, para repensar as formas de convívio do espaço urbano com o meio ambiente, a memória e o processo de urbanização da cidade. Assim, o projeto ganha uma dimensão social, pois passa a ter o papel de suscitar reflexões, de trazer à tona as relações que todos nós estabelecemos com a cidade, seus habitantes, sua dinâmica de ocupação e apropriação do espaço”, revela.

“Sobre o Rio” é um trabalho autoral da artista Isabela Prado, um dos frutos de sua reflexão poética de mais de dez anos sobre a relação de Belo Horizonte com seus córregos, a presença hidrográfica na cidade e seus desdobramentos cotidianos, afetivos e históricos sobre os cidadãos. A ideia surgiu em 2006, após ter finalizado o mestrado em Artes na Indiana University nos Estados Unidos.

“A pesquisa traz questões de alteridade e território, considerando território em um sentido mais amplo das relações geográficas, culturais e afetivas. Quando voltei a Belo Horizonte após cinco anos de ausência, me deparei o ribeirão Arrudas sendo coberto. O incômodo que senti frente a esse apagamento da paisagem despertou meu interesse em tratar poeticamente do tema. ‘Entre Rios e Ruas’ nasce dessa motivação”, lembra Isabela Prado.

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