Construção da adutora no rio Pará é uma compensação pelos danos do rompimento da barragem em Brumadinho | Crédito: Divulgação/Vale

Está previsto, para 10 de julho, o início das operações da nova adutora no rio Pará, que vai garantir o abastecimento do município de Pará de Minas, na região Centro-Oeste de Estado.

A construção de um novo ponto de captação de água é uma compensação da Vale após a interrupção da adutora do rio Paraopeba, que foi afetado pelo rompimento da barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Com a nova adutora e a garantia de abastecimento, a expectativa é atrair empresas e indústrias, principalmente do setor de alimentos, para o município, que tem logística privilegiada.

De acordo com o prefeito de Pará de Minas, Elias Diniz, quando as obras estiverem concluídas e houver a recuperação do rio Paraopeba, o que permitirá o retorno da captação, o município se tornará ainda mais atrativo para novos investimentos.

“A partir do momento que for concluída a adutora do rio Pará, que está sendo executada e tem 47 quilômetros, vamos ter uma captação de 1milhão de litros de água por hora de uma nova bacia. E quando for recuperada a condição de utilizar água do rio Paraopeba – o que ainda não tem data – teremos mais 1 milhão de litros de água por hora, dobrando a nossa captação. Desta forma, teremos melhores oportunidade de atrair novas indústrias, principalmente, do setor alimentícios. Isso é importante para criar oportunidades de gerar empregos e renda e um novo parque industrial com a maior disponibilidade do recurso hídrico”.

Ainda segundo Diniz, a conclusão das obras é considerada fundamental para que as empresas e indústrias voltem a ser atraídas para o município.

“Neste período que houve a interrupção da captação de água do rio Paraopeba, já poderíamos ter atraído investimentos de novas empresas para a cidade. Estamos em um eixo totalmente favorável em relação à logística. Tínhamos algumas empresas no radar na área alimentícia. Mas, protelaram os investimentos porque houve o rompimento da barragem e o comprometimento do rio Paraopeba”.

No que diz respeito ao fornecimento de água, o início das operações é fundamental para garantir o abastecimento da cidade, principalmente, no atual período, de clima seco e menor volume de chuvas.

“Hoje, não podemos captar uma gota do rio Paraopeba, onde já existia uma adutora, que está parada. O início das operações da nova adutora nos dará segurança em relação ao fornecimento de água”.

Ainda segundo Diniz, as obras para a construção da nova adutora trouxeram alguns impactos negativos, como a danificação de calçamentos, asfaltos e da área rural de Meireles. O prefeito já solicitou a recuperação para a empresa, que ainda não se posicionou.

De acordo com a Vale, a empresa negociando as melhorias solicitadas pelo prefeito.

Termo – A construção da adutora do rio Pará integra as medidas previstas no termo de compromisso assinado pela Vale, Prefeitura de Pará de Minas e pela Concessionária Águas de Pará de Minas (Capam), com participação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Quando concluído, o empreendimento será entregue à Prefeitura e poderá ser operado remotamente pela Capam por meio de um sistema completo de automação instalado.