Aeroporto de Montes Claros passa por expansão com investimentos de mais de R$ 200 milhões

Obras ampliam terminal de passageiros e pátio de aeronaves, com capacidade prevista para chegar a 500 mil passageiros por ano
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Aeroporto de Montes Claros passa por expansão com investimentos de mais de R$ 200 milhões
Foto: Divulgação Aena

O Aeroporto de Montes Claros, no Norte de Minas, vai receber mais de R$ 200 milhões em investimentos do governo federal para ampliar a capacidade e melhorar a infraestrutura. As intervenções abrangem o terminal de passageiros e a área operacional do aeroporto.

As obras são realizadas sem interrupção das operações no aeroporto e têm conclusão prevista para o fim deste ano. O pátio está sendo ampliado de 20 mil metros quadrados (m²) para 45 mil m², mais que dobrando a área disponível para as aeronaves.

O terminal de passageiros mais que dobrou de tamanho, passando de 2,3 mil m² para 5,46 mil m². A capacidade anual também aumentou, de cerca de 300 mil para 500 mil passageiros. Já a área comercial passou de aproximadamente 80 m² para mais de 660 m².

O Aeroporto de Montes Claros também está entre os terminais contemplados por um pacote de investimentos de R$ 5,7 bilhões anunciado no início deste ano. Do total, R$ 4,7 bilhões são provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 1 bilhão do Banco Santander. Os recursos contemplam diferentes aeroportos do País.

Em junho deste ano, foram concluídas melhorias nas áreas de check-in, inspeção, sala de embarque e restituição de bagagens, além de intervenções na infraestrutura destinada às operações das aeronaves no terminal de Montes Claros.

Durante visita ao aeroporto, nessa terça-feira (29), o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou os efeitos das melhorias para os passageiros e a economia da região.

“É um conjunto de investimentos com foco na infraestrutura do aeroporto, no conforto do passageiro, mas também na geração de emprego, renda e oportunidades para o povo de Minas Gerais”, afirmou.

Já o diretor-geral da Aena Brasil, concessionária responsável pela administração do aeroporto, Joaquín Rodríguez, afirmou que a nova estrutura amplia as possibilidades de operação do terminal. “O aeroporto vai ficar pronto para receber novas companhias e novas operações, com mais capacidade e mais qualidade”, garantiu.

As obras ocorrem em um momento de crescimento da movimentação no terminal. Em 2025, mais de 340 mil passageiros passaram pelo aeroporto, volume mais de 40% superior ao registrado em 2022, no início da concessão.

Segundo Franca, a oferta de voos tem acompanhado o aumento da demanda, em uma trajetória de crescimento nos últimos anos. “Esse movimento vai transbordando para os aeroportos regionais. O que estamos fazendo é preparar a infraestrutura para receber essa demanda nos próximos anos”, destacou.

Atualmente, o Aeroporto de Montes Claros opera dez voos por dia, sendo cinco chegadas e cinco partidas, com ligações para Belo Horizonte e para os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo.

Macaúba para combustível de aviação

Mudas de macaúba
Foto: Diário do Comércio / Michelle Valverde

Ainda em Montes Claros, o ministro visitou o Acelen Agripark, centro de tecnologia e inovação dedicado à macaúba. A unidade, instalada em uma área de 138 hectares, atua no melhoramento genético e na produção de mudas, com capacidade para germinar 1,7 milhão de sementes por mês e produzir 10,5 milhões de mudas por ano.

O ministro destacou a importância da unidade para a produção de combustíveis sustentáveis voltados à aviação. “A partir da macaúba, vamos produzir um combustível que vai contribuir para a transição energética da aviação civil”, disse.

A macaúba é a principal matéria-prima prevista no projeto da Acelen Renováveis para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e diesel renovável (HVO, na sigla em inglês). O projeto prevê o cultivo em áreas degradadas e a participação de agricultores familiares e pequenos produtores.

A futura biorrefinaria, prevista para São Francisco do Conde, na Bahia, terá capacidade para produzir 1 bilhão de litros de combustíveis renováveis por ano. O início das operações está previsto para 2029.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.


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