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Aluguel de roupas de luxo é tendência

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Foto: Pxhere

Apaixonada por moda, mas inconformada com o nível desperdício ao longo da cadeia produtiva e pelo consumo irresponsável, especialmente no segmento de luxo e festas, a empresária mineira Graziela Bicalho, inspirada em uma experiência norte-americana, abriu no Belvedere, na região Centro-Sul, a primeira unidade da Dress and Fun.

A loja trabalha com aluguel de roupas de festas, moda casual e acessórios de marcas de luxo como Roberto Cavalli, Herve Leger, Agilittá e Printting. “Sempre gostei de moda, mas também sempre achei esse tipo de consumo, em que uma peça é usada uma única vez, algo frívolo. Não há justificativa para pagar alguns milhares de reais por um vestido que vai envelhecer no fundo do armário. No Brasil ainda resistimos à ideia do aluguel, mas essa é uma tendência no mundo todo. Hoje, o valor está no uso das coisas e não na posse”, explica Graziela Bicalho.

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Segundo dados da Ellen MacArthur Foundation, publicados em novembro de 2017, o correspondente à carga de um caminhão de roupas é perdido a cada segundo no mundo e menos de 1% dos materiais utilizados na produção são reciclados.

A empresária já conta com uma equipe de quatro pessoas treinadas não apenas para alugar as roupas, como a prestar uma verdadeira consultoria de imagem. “Tive o apoio de uma consultoria paulista – onde já existem serviços parecidos com o da Dress and Fun – e treino a equipe. Procuramos explicar o sentido da nossa proposta e como isso pode ajudar a cada um e ao planeta. Muitas clientes chegam desconfiadas e acabam voltando para novos aluguéis. Além disso, falamos sobre estilo, ajudamos a compor os ‘looks’ de acordo com as ocasiões”, afirma a empresária.

O acervo é composto por mais de 200 peças que vão da numeração 34 à 46. O preço do aluguel corresponde a 30% do valor de compra do modelo novo no varejo. Cada roupa pode ser alugada até 20 vezes, chegando ao seu ciclo máximo de utilidade. “No Brasil as pessoas ainda têm vergonha de passar uma peça pra frente ou repetir uma produção e acabam ficando com roupas que não gostam e não vão usar nunca mais entulhando o armário. Isso é um erro. A economia circular chegou para ficar, para nos fazer ter uma vida mais sustentável e amigável com a natureza. Não é a toa que nos acostumamos tão rapidamente como iniciativas como o Uber e o AirBnb, por exemplo. E isso vale também para as roupas”, conclui.

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