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Após forte retração, as indústrias dão sinais de recuperação em MG

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Utilização da capacidade instalada apresentou uma melhora em maio na comparação com abril, de acordo com a Fiemg | Crédito: Divulgação

Após quedas históricas em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a atividade industrial em Minas Gerais apresentou uma retração menos intensa no mês de maio. De acordo com os dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o índice de evolução da produção avançou 17,5 pontos no quinto mês do ano frente a abril (29,3 pontos), chegando a 46,8 pontos. Os números mostram, inclusive, a recuperação da perda ocorrida nos meses de março e abril.

Apesar de os números estarem um pouco melhores, a analista de estudos econômicos da Fiemg, Daniela Muniz, ressalta que o índice de evolução industrial está abaixo da linha dos 50 pontos, revelando, assim, que ainda há queda na produção. Essa retração tem sido uma realidade desde o início do ano, de acordo com ela.

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Porém, à época, isso já era algo esperado, uma vez que a indústria costuma se mostrar mais forte até o mês de outubro e reduzir as atividades no fim e início do ano. Já são seis meses consecutivos de recuo na produção. “Com a pandemia, não só continuou baixa, como ficou mais baixa ainda”, afirma.

Já quando a comparação é feita entre maio deste ano com o mesmo período de 2019, ocasião em que o índice de evolução da produção marcou 49,6 pontos, a redução apresentada foi de 2,8 pontos.

Assim como ocorreu na produção, o desemprego no setor foi menos acentuado no mês de maio. O crescimento do índice de evolução do número de empregados em relação a abril (38,9 pontos) foi de 3,4 pontos, chegando aos 42,3 pontos no quinto mês. No entanto, na comparação com maio do ano passado (49,4 pontos), o recuo foi de 7,1 pontos. O índice para o mês de maio foi o menor desde o ano de 2015 (38,8 pontos).

Os dados da Fiemg também mostram que a indústria continuou a trabalhar com ociosidade no mês de maio, embora também menos intensa. O índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual apresentou um avanço de 5,8 pontos em relação a abril e marcou 32,1 pontos em maio. Na comparação com o mesmo período do ano passado (43,3 pontos), a queda foi de 11,2 pontos.

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Já os estoques de produtos finais da indústria recuaram e registraram 48,2 pontos em maio. “As empresas encerraram o mês com o nível de estoques inferior ao planejado: o indicador de estoque efetivo em relação ao planejado registrou 48 pontos, apontando que a demanda foi acima da esperada”, diz a Fiemg.

Expectativas – Em relação às perspectivas dos empresários, os dados da Fiemg mostram que a expectativa de demanda aumentou 12,6 pontos em junho (49,2 pontos) na comparação com maio (36,6 pontos) e caiu 9,1 pontos em relação a junho do ano passado (58,3 pontos). O fato de o número estar abaixo da linha dos 50 pontos mostra que o setor entende que haverá queda na demanda nos próximos seis meses.

Apesar de ter avançado 9,6 pontos em junho (46,2 pontos) na comparação com maio (36,6 pontos), o índice de compras de matérias-primas também permanece abaixo dos 50 pontos, revelando que os empresários pretendem reduzir as compras em curto prazo. Em relação a junho do ano passado (55,6 pontos), o índice recuou 9,4 pontos.

Já o índice de expectativa do número de empregados chegou a 47,6 pontos em junho, o que representa um crescimento de 6,7 pontos em relação a maio (40,9 pontos). No entanto, recuou 4 pontos em relação a junho do ano passado (51,6 pontos) e ainda aponta para perspectiva de queda no emprego.

Por fim, o índice de intenção de investimentos apresentou um aumento de 4,4 pontos em junho (44,2 pontos) frente a maio (39,8 pontos). No entanto, retraiu 6,5 pontos quando a comparação é feita com o mês de junho do ano passado (50,7 pontos).

Retomada do comércio – Apesar de os números ainda estarem baixos, Daniela Muniz explica que os avanços vistos nos índices têm a ver com o início da flexibilização das medidas de isolamento social no Estado.

“A percepção do setor melhorou um pouco, pois já vê a possibilidade de a demanda aumentar. No início da pandemia, houve um choque muito grande na demanda”, salienta ela.

Com a flexibilização, diz, a tendência é que os números voltem a crescer. No entanto, analisa ela, o cenário ainda é bastante incerto.

“A retomada da atividade econômica será aos poucos. Algumas cidades, por exemplo, recuaram nas etapas de flexibilização. Há muita incerteza em relação ao ritmo da retomada da economia a partir do segundo semestre”, salienta.

Para Daniela Muniz, apesar de alguns programas de apoio às empresas e às famílias mitigarem parte dos efeitos da crise, enquanto não houver uma vacina contra o novo coronavírus (Covid-19), a incerteza vai permanecer.

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