Economia

Fasa adquire plantas da Patense em Itaúna e Patos de Minas

Além das plantas em Minas Gerais, foi adquirida uma unidade no interior de São Paulo
Fasa adquire plantas da Patense em Itaúna e Patos de Minas
Foto: Divulgação Patense

A gaúcha Fasa, que atua no segmento de reciclagem de resíduos de origem animal, adquiriu três plantas que pertenciam à mineira Patense, do mesmo ramo industrial. A empresa anunciou neste mês que comprou as unidades de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, de Itaúna, no Centro-Oeste mineiro, e de Adamantina, em São Paulo.

De acordo com informações extraoficiais, os complexos em Minas Gerais e no interior paulista são especializados no processamento de subprodutos do abate bovino, usados na fabricação de ingredientes para ração animal, gorduras e colágeno.

Os ativos integram a Unidade Produtiva Isolada (UPI) Bovinos, criada no âmbito da recuperação judicial (RJ) da Patense e submetida, em janeiro deste ano, a leilão. O certame foi arrematado por R$ 560 milhões pela norte-americana Darling Ingredients, proprietária da Fasa, que não teve concorrentes.

Em nota divulgada nas redes sociais, a Fasa afirma que deu “mais um passo estratégico em sua trajetória de crescimento e consolidação no Brasil”. E destaca que a aquisição “amplia sua capacidade produtiva e reforça ainda mais sua presença no mercado nacional”.

A reportagem tentou contato com a Fasa, mas sem sucesso. A Patense também foi procurada, mas não respondeu até a publicação da matéria.

Recuperação judicial da empresa mineira

Fundada em 1970, a Patense atua no processamento de produtos de origem animal para diversos fins, incluindo a fabricação de ração animal e óleo para a indústria de higiene e limpeza. A Patense recicla resíduos de bovinos, suínos, aves e pescados. Farinhas de vísceras de aves, de peixes, de penas hidrolisadas, de sangue, além de graxa branca suína, sebo bovino e óleo de peixe são alguns dos produtos.

Em 2024, a empresa mineira entrou em recuperação judicial, com dívidas de mais de R$ 1,3 bilhão. No pedido de RJ foi alegado, por exemplo, gastos inesperados para consolidar aquisições e despesas crescentes com juros como principais fatores de drenagem do caixa e atrasos no pagamento de débitos.

Relatório mensal de acompanhamento de atividades da Patense, assinado pelo administrador judicial Daniel Thiago, datado em 30 de abril, aponta a alienação da UPI Bovinos como pilar central do soerguimento do grupo.

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