Arrecadação da Cfem no Estado tem queda de 21,3%

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Arrecadação da Cfem no Estado tem queda de 21,3%
Com foco em minério de ferro de maior valor agregado, a Vale prevê teor médio de ferro de 62,3% neste ano, 62,9% em 2023, 63,5% em 2026 e 64% em 2030 em diante | Crédito: Divulgação/Vale

A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) no Estado chegou a R$ 228,3 milhões no primeiro mês deste ano, representando um recuo de 21,3% em relação ao recolhimento dos royalties da mineração em janeiro do exercício passado (R$ 290,1 milhões). Os dados são da Agência Nacional de Mineração (ANM).

No País o valor chegou a R$ 551,7 milhões em janeiro deste ano sobre os R$ 682,8 milhões apurados um ano antes, queda de 19,2% no mesmo período. O recolhimento da Cfem em Minas Gerais respondeu por 41,38% do montante arrecadado com a contribuição em todo o País no começo de 2022. Com o resultado, o Estado já começou o ano na segunda posição de arrecadação da Cfem brasileira, já que o Pará somou R$ 248,9 milhões, representando 45,11% do total nacional.

De qualquer forma, o valor recolhido por Minas Gerais está menor em relação a 2021, mesmo diante da elevação do dólar no último ano. Enquanto em janeiro do ano passado o pico do câmbio foi de R$ 5,50, no último mês chegou a R$ 5,93. Mas vale dizer que as exportações de minério de ferro sofreram forte queda no primeiro mês de 2022 – tanto em volume quanto em faturamento, segundo dados da balança comercial.

O valor comercializado pelas vendas do insumo siderúrgico foi de US$ 585 milhões contra US$ 1,1 bilhão do ano passado. Isso representa uma baixa de quase 50%. Em volume, a diferença foi de 26%: 7,8 milhões de toneladas sobre 10,6 milhões de toneladas, respectivamente.

Nos municípios mineiros, a situação não foi diferente. A cidade que mais contribuiu para a arrecadação dos royalties da mineração no primeiro mês deste ano foi Conceição do Mato Dentro (Médio Espinhaço). Ao todo foram R$ 39,6 milhões no mês passado. Em igual período de 2021, o valor chegou a R$ 54 milhões. Houve queda superior a 27%.

Mariana, na região Central, também se destacou a partir da arrecadação de R$ 23,141 milhões, assim como Itabira – Central – (R$ 23,113 milhões), mas ambas as cidades registraram aumento na arrecadação sobre o exercício anterior.

Em Congonhas (Campo das Vertentes), a queda foi de mais de 60%. As receitas saíram de R$ 32,1 milhões no primeiro mês de 2021 para R$ 12,6 milhões neste exercício.

E, no caso de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), os valores passaram de R$ 26,9 milhões para R$ 13,5 milhões – baixa de 49,8% no período.

Penalização ocorre em contrapartida ao descumprimento por parte da mineradora de prazo para descomissionamento de barragens | Crédito: Adriano Machado/Reuters

Vale terá de pagar multa de R$ 236,7 milhões

Rio de Janeiro – A Vale assinaria, na sexta-feira (25), um termo de compromisso com autoridades, no qual se compromete a pagar R$ 236,7 milhões em contrapartida à sociedade mineira após ter descumprido prazo legal que venceu na sexta-feira para a eliminação de suas barragens mais perigosas em Minas Gerais.

Segundo minuta de acordo vista pela Reuters, o montante será destinado para fins de custeio de projetos voltados à preservação ambiental e ao aprimoramento da atuação pública relacionada à segurança de barragens de rejeitos de mineração.

O documento prevê ainda que a empresa se comprometerá com uma série de obrigações para a descaracterização de todas as suas barragens alteadas pelo método a montante no Estado, de maior risco por suas paredes serem construídas sobre uma base de resíduos, em vez de em material externo ou em terra firme.

O sistema foi utilizado nas barragens que se romperam em Mariana, em 2015, e em Brumadinho, em 2019, ambas em Minas Gerais.

A lei estadual mineira, publicada um mês após o colapso em Brumadinho, que ocorreu em 25 de janeiro de 2019, deu até a última sexta-feira para que todas as mineradoras eliminassem suas barragens a montante. Mas o prazo foi considerado inviável pela indústria.

Procurada, a Vale confirmou a assinatura do termo e o valor acordado. Também reiterou seu compromisso com a eliminação das barragens “no menor prazo possível, tendo como prioridade absoluta a segurança das pessoas e cuidados com o meio ambiente”.

Disse ainda que o acordo traz “mais segurança jurídica e técnica para o processo de descaracterização das 23 barragens a montante da empresa em Minas Gerais, uma vez que o prazo definido na Lei Estadual 23.291/2019… foi tecnicamente inviável”.

Novas camadas de segurança Procurado, o promotor de Justiça Carlos Eduardo Ferreira Pinto disse à Reuters que o termo de compromisso não prorroga prazo ou concede anistia, sendo uma adequação técnica e jurídica para efetivação da Lei Mar de Lama Nunca Mais.

“Foram previstas diversas novas camadas de segurança, acompanhamento técnico e publicidade das descaracterizações, todas com objetivo de prevenção de novos desastres, como os de Mariana e Brumadinho”.

Outras diversas companhias também descumpriram o prazo e estão assinando termos de compromisso com autoridades federais e mineiras. O descumprimento da lei previa, por exemplo, a suspensão das licenças das empresas.

Dentre as diversas obrigações que constam na minuta, está ainda previsto que a Vale deverá contratar equipe técnica especializada e independente para prestar amplo auxílio na análise do projeto e no acompanhamento do processo de descaracterização das barragens.

A empresa também se compromete em concluir a descaracterização das estruturas no menor prazo tecnicamente possível sob o viés da segurança da estrutura e das pessoas potencialmente impactadas.

A empresa deverá seguir “rigorosamente” o projeto técnico e seu cronograma físico detalhado aprovados pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), que poderão emitir determinações ou recomendações adicionais àquelas constantes do projeto apresentado.

Em nota, a Vale reiterou ainda que, desde 2019, sete estruturas a montante – quatro em Minas Gerais e três no Pará – foram eliminadas, das 30 mapeadas pela empresa, praticamente 25% do Programa de Descaracterização da empresa.

Para este ano, está prevista a conclusão das obras e reintegração ao meio ambiente de mais cinco estruturas. Com isso, a Vale prevê encerrar 2022 com 40% das suas estruturas deste tipo eliminadas. Isso significa que 12 de 30 barragens mapeadas já estarão descaracterizadas.

Assinaram o termo o governo de Minas Gerais, órgãos reguladores e Ministérios Públicos Estadual e Federal. (Reuters)

Guerra pode elevar preços de níquel

Rio de Janeiro – A Vale avalia que a guerra envolvendo Ucrânia e Rússia pode impulsionar os preços de níquel e pelotas de minério de ferro, afirmaram executivos na sexta-feira (25), ponderando que a extensão dos efeitos vai depender da duração das tensões que culminaram com a invasão russa.

O mercado global de pelotas é de cerca de 120 milhões de toneladas, sendo a Ucrânia responsável por 15% enquanto a Rússia por 10%, pontuou o vice-presidente executivo de Ferrosos da Vale, Marcello Spinelli.

“Tem impacto. A grande questão é o tempo que vai demorar essa tensão. O impacto primário, eu diria que muito mais voltado às plantas do Leste europeu, que têm relação muito mais direta. E as plantas mais do lado ocidental têm alternativa”, disse o executivo, ao participar de conferência com analistas.

“Já recebemos ligações de nossos clientes europeus, inclusive também do Leste europeu. Eu diria que…, no primeiro momento, o impacto vai ser provavelmente uma redução de produção e preços de prêmios de pelotas devem agir”.

O executivo pontuou, no entanto, que a empresa já está com prêmios fechados para o trimestre e, dependendo da extensão do problema, provavelmente deverá registrar impacto no trimestre seguinte.

Já no caso do níquel, o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, disse que antes do acirramento das tensões na Ucrânia os preços já estavam em alta por questões de oferta e demanda e que houve uma aceleração.

“Tem impacto ainda especulativo porque ainda não tem nenhuma sanção, mas antes da tensão geopolítica os preços do níquel já estavam sendo impactos por supply/demand”, disse. (Reuters)


O que é Segurança Energética?

São medidas adotadas para evitar a falta do abastecimento de energia, provocada por fatores como a escassez hídrica e até mesmo dificuldades inerentes aos tipos de fornecimento. Associada a essas medidas está a segurança na disponibilidade de energia adequada, de qualidade e a preços acessíveis.

O que é o desafio energético?

Conforme o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, em seu portal on-line, em citação a Thomas B. Johansson, “os desafios energéticos incluem fornecer serviços energéticos para o bem-estar de uma população mundial crescente, facilitar o acesso a formas de energia modernas e que permitam à população pobre sair dessa condição, criar um nível razoável de segurança energética (energia a preços acessíveis e sem interrupções graves) e mitigar as mudanças climáticas e seus efeitos”.

Quais os próximos eventos sobre Segurança Energética?

“O desafio da Segurança Energética” é um evento on-line gratuito que ocorrerá no dia 16 de março de 2022, com transmissão via plataforma Youtube. Na ocasião, profissionais qualificados e renomados do setor discutirão sobre os caminhos a serem percorridos para garantir o fornecimento de energia elétrica seguro.

A Sociedade Mineira de Engenheiros (SME) é a instituição realizadora do evento, que tem correalização do jornal Diário do Comércio — veículo de imprensa de Minas Gerais quase centenário e especializado em economia, gestão e negócios.

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Segue abaixo a programação do evento on-line “O desafio da Segurança Energética”.

Evento sobre energia elétrica
Arte: Diário do Comércio
Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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