Inovação em escala invisível: 15 anos de impacto do CTNano/UFMG na indústria brasileira
Como uma grande inovação da ciência moderna, a nanotecnologia promove avanços significativos em setores como tecidos, medicina, eletrônica, meio ambiente, alimentação e cosméticos. Invisíveis a olho nu, os nanomateriais revolucionam a tecnologia ao manipular a matéria em escala nanométrica (atômica e molecular) para alcançar resultados gigantescos.
No Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec), essa transformação é vivenciada diariamente no Centro de Tecnologia em Nanomateriais e Grafeno da UFMG (CTNano/UFMG), que também atua como Unidade Embrapii. Com infraestrutura superior a 3 mil m², o local abriga mais de dez laboratórios especializados que dão suporte a pesquisas aplicadas e às demandas do mercado, incluindo soluções em escala-piloto.
Ao completar 15 anos de atividades, a instituição disponibiliza laboratórios voltados a nanotubos de carbono, grafeno, cerâmicos, polímeros, saúde e meio ambiente, transformando teoria em inovação aplicada e competitividade industrial. Celebrando o marco, o coordenador do Centro, Rodrigo Gribel Lacerda, salienta: “Esses 15 anos são um marco de uma trajetória na ciência, inovação e no impacto para a sociedade e para a indústria brasileira. Desde sua fundação, o Centro se consolidou como referência nacional em nanotubos de carbono e grafeno, unindo excelência acadêmica a soluções reais”.
Entre as principais frentes do CTNano/UFMG, destacam-se a produção em larga escala de óxido de grafeno e grafeno reduzido, além da criação de nanossensores de gases e da plataforma de diagnóstico rápido BioSearch.
O portfólio tecnológico também engloba o desenvolvimento de nanocompósitos poliméricos para a mineração com alta durabilidade, membranas de osmose reversa recobertas com grafeno, materiais cimentícios avançados com diversas patentes e revestimentos anticorrosivos para metais.
No campo energético e sustentável, o Centro desenvolve soluções para a recuperação de petróleo em poços maduros e impulsiona a economia circular, como o uso de garrafas PET para gerar nanomateriais aplicados na recuperação de solos desertificados. A vice-coordenadora, Glaura Goulart Silva, complementa: “Tornamo-nos um ambiente de colaboração e inovação aberta, formando profissionais, conectando universidade e indústria e ampliando a presença do Brasil na nanotecnologia”.
Pioneiro na síntese de nanotubos de carbono, o Centro expandiu seu portfólio para uma dezena de nanomateriais em escala piloto. Com mais de 150 colaboradores, centenas de artigos e 40 patentes, viabiliza parcerias de P&D com corporações como Petrobras, Vale, Gerdau, Suzano e Intercement, com apoio de agências como Fapemig e BNDES. O ecossistema do CTNano/UFMG também impulsionou quatro startups spin-offs: Nanoview, IPol, EcoCarbono e Neotec.
Ouça a rádio de Minas