Atlas Critical Minerals estima 24 milhões de toneladas de minério de grafite em Malacacheta, o maior da América do Sul

Descoberta em Malacacheta, Minas Gerais, revela 24,2 milhões de toneladas e alta qualidade de carbono grafítico, impulsionando a mineração
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Atlas Critical Minerals estima 24 milhões de toneladas de minério de grafite em Malacacheta, o maior da América do Sul
A Atlas Critical Minerals é uma empresa voltada à exploração de minerais estratégicos no Brasil | Foto: Reprodução Atlas Critical Minerals

A norte-americana Atlas Critical Minerals identificou 24,2 milhões de toneladas de minério de grafite, com aproximadamente 1,36 milhão de toneladas de carbono grafítico contido, em seu projeto de grafite em Malacacheta, no Vale do Mucuri. De acordo com a companhia, esse é o maior recurso de grafite reportado na América do Sul.

O levantamento faz parte da primeira estimativa de recursos minerais de seu projeto de grafite no município mineiro, anunciada nesta terça-feira (29). O cálculo preparado pela SGS Canada, classifica 17,2 milhões de toneladas como recursos indicados, com teor médio de 5,73% de carbono grafítico. Já os outros 7 milhões de toneladas foram classificados como recursos inferidos, com teor médio de 5,4%.

O estudo integra o relatório técnico do projeto apresentado pela empresa à Securities and Exchange Commission, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos.

Em um comunicado, o presidente do conselho e diretor presidente da Atlas Critical Minerals, Marc Fogassa, ressalta que este recurso inicial é um marco decisivo para a companhia e para o fornecimento de grafite nas Américas. A campanha de sondagem que embasou a estimativa reuniu 21 furos executados neste ano, com extensão total de 2.393,9 metros.

De acordo com a companhia, todas essas perfurações identificaram intervalos significativos de grafite. Entre os resultados estão 43,1 metros com teor de 6,2% de carbono grafítico e 17,3 metros com teor de 10,62%. Além disso, em 11 dos 21 furos, a mineralização foi encontrada nos primeiros dez metros de perfuração.

O recurso foi delimitado ao longo de aproximadamente 2,5 quilômetros (Km) de um corredor mineralizado de 11 Km. O trecho analisado fica em uma área de cerca de 997 hectares. Esse projeto reúne três áreas contíguas que somam aproximadamente 2.822 hectares.

A empresa pretende estender as sondagens aos 8,5 quilômetros restantes do corredor e investigar a continuidade do depósito em profundidade. “Perfuramos apenas cerca de 2,5 Km de um corredor de 11 Km, em somente uma de nossas três áreas contíguas”, afirma Fogassa.

Para a SGS, as características identificadas até agora permitem avaliar uma futura operação a céu aberto. Já a Atlas afirma, com base em uma comparação própria de informações técnicas públicas, que o projeto Malacacheta apresenta o maior recurso de grafite reportado na América do Sul segundo padrões internacionais de divulgação mineral, considerado o volume de carbono grafítico contido.

A companhia também aponta que o teor de 5,73% dos recursos indicados é cerca de 25% superior ao teor de 4,6% divulgado para os recursos medidos e indicados de Graphite Creek, no Alasca, com o mesmo teor de corte de 2%. “Nosso relatório inicial de grafite já aponta para um ativo de qualidade”, diz o diretor presidente da empresa.

O executivo ressalta que as amostras do projeto foram processadas e qualificadas por um laboratório nos Estados Unidos para uso em baterias de veículos elétricos e reatores nucleares. A próxima etapa inclui novas perfurações e testes metalúrgicos. Uma avaliação econômica preliminar está prevista para o segundo trimestre de 2027.

Sobre a Atlas Critical Minerals

A Atlas Critical Minerals atua na exploração e no desenvolvimento de projetos de minerais críticos, incluindo grafite, terras raras e urânio. As ações da companhia são negociadas na Nasdaq, em Nova Iorque, sob o código ATCX, com valor de mercado de cerca de US$ 15 milhões. Ela tem ligação societária com a Atlas Lithium, voltada ao lítio e também listada na Nasdaq, sob o código ATLX. Ambas têm Marc Fogassa como presidente.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.


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