Minas Gerais amplia riqueza em minerais críticos com descoberta de grafite de alta qualidade
As terras-raras de Minas Gerais, como minerais críticos, seguem surpreendendo de forma positiva o mercado com novas descobertas que podem mudar setores inteiros da economia mineira e nacional.
O resultado divulgado pela Atlas Critical Minerals sobre a sondagem de sua mina de grafite natural, em Araçuaí e cidades do entorno, no Vale do Jequitinhonha, se revelou uma descoberta acima das expectativas.
De acordo com a Atlas, com ações negociadas na Nasdaq sob o ticker ATCX, todas as 20 perfurações de sondagem realizadas até agora interceptaram grafite de alta qualidade em praticamente toda a área da mina, cerca de 11 km, com o mineral sendo encontrado próximo à superfície.
O novo dado se soma a amostragens de superfície com até 19,4% de carbono grafitizado e a testes de purificação que já levaram o concentrado a pureza 5N, grau nuclear, colocando o depósito entre os mais altos teores já reportados para grafite natural em flocos e na faixa de máxima qualidade global para o minério.
Significado e potencial
A descoberta de grafite natural em abundância no Vale do Jequitinhonha pode gerar um novo cenário para a mineração brasileira, já que o mineral tem aplicações que impactam o dia a dia de milhões de pessoas.
Baterias para automóveis, pastilhas de freio, lubrificantes secos e até mesmo no agronegócio, pois pode funcionar para separar sementes e lubrificar equipamentos agrícolas, mostram a versatilidade do mineral que, no momento, aparenta ter volume elevado para extração e comercialização.

O fundador, chairman e CEO da Atlas Critical Minerals, o brasileiro Marc Fogassa, disse que os resultados de sondagem em Minas Gerais confirmam o potencial do projeto. “São resultados iniciais extraordinários, que validam o trabalho de exploração que fizemos até aqui”, afirma o executivo.
E prossegue: “Todos os primeiros 20 furos interceptaram grafite, incluindo um intervalo de quase 34 metros com teor próximo de 8% de carbono grafítico, boa parte disso perto da superfície, o que é favorável para um desenvolvimento em lavra a céu aberto”.
Quanto pode render
O projeto de grafite da Atlas em Minas Gerais pode se tornar uma das grandes fontes de novas receitas para um novo processo de industrialização no Estado e no País, pois se uniria a outros esforços para colocar o Brasil como referência na cadeia global de minerais críticos.
Assim, o anúncio dos resultados da sondagem da Atlas ao mercado de capitais demonstra que a empresa e o setor de minerais críticos e estratégicos buscam reforçar para investidores que o Brasil tem condições de disputar uma fatia maior de um mercado de grafite que pode chegar a US$ 36,4 bilhões até 2030.
Esse mercado será impulsionado por veículos elétricos e sistemas de energia, já que o Brasil também está em processo acelerado de implementar uma política de transição energética, diversificando suas matrizes de geração de energia elétrica.
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