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Bares e restaurantes têm crédito restrito

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A Abrasel-MG quer a criação de fundo específico pelo Estado para ajudar a limpar o nome de bares e restaurantes | Crédito: Tânia Rêgo/ABr

Uma grande parte das empresas do segmento de bares e restaurantes de Minas Gerais está negativada, não podendo ser beneficiada pelo plano Recomeça Minas, que aguarda sanção do governador Romeu Zema.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG) mostra que 43,4% dos CNPJs estão com restrição nos órgãos de proteção ao crédito, e que a esmagadora maioria deve impostos.

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Diante do cenário, o setor propõe a criação de um fundo específico pelo Estado para ajudar limpar o nome de empresários do segmento, que ficou fechado por mais de 300 dias em função da pandemia de Covid-19.

“Para realmente recomeçar e ter acesso a essas linhas de crédito melhores e com mais facilidade, como propõe o Recomeça Minas, o empresário precisa pagar dívidas e limpar o nome. Esse fundo serviria exatamente para ajudar essa parcela elevada de empresas negativadas”, explicou o presidente da Abrasel-MG, Matheus Daniel.

A pesquisa foi apresentada ontem em uma reunião do representante do setor com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). A entidade também está se articulando junto à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e ao governo do Estado.

O levantamento da Abrasel-MG foi realizado anteontem e ontem e ouviu 420 empresários de bares e restaurantes. A pesquisa mostrou que 43,4% das empresas estão com restrições nos órgãos de proteção ao crédito. Dessas, 11,7% devem até R$ 5.000; 19,6% entre R$ 6.000 e R$ 10 mil; 23,5% entre R$ 11 mil e R$ 25 mil; 22,3% entre R$ 26 mil e R$ 50 mil; 12,3% entre R$ 51 mil e R$ 100 mil; e 11,7% devem acima de R$ 100 mil. Em relação aos impostos, o levantamento apontou que 69,9% devem impostos federais, 51,7% devem impostos municipais e 42,2%, estaduais.

Ainda de acordo com a pesquisa, 98,6% dos entrevistados informaram ter sido necessário colocar dinheiro próprio ou oriundo de empréstimo no negócio durante a pandemia. “Ficamos fechados, mas as contas não pararam de chegar, e os salários dos funcionários tinham que ser pagos”, observou Matheus Daniel. Do total de entrevistados, 32,8% informaram ter aportado nas empresas até R$ 50 mil desde o início da pandemia; 25,8% colocaram até R$ 100 mil; 18,4%, de R$ 101 mil a R$ 200 mil; e 15,9%, de 201 mil a 500 mil.

O levantamento mostrou ainda que 43,4% recorreram a empréstimos bancários e conseguiram; 17,7% informaram que recorreram, mas não conseguiram, pois os recursos das instituições financeiras para essa finalidade já tinham acabado; 29,6% recorreram, mas não conseguiram devido a restrições no CNPJ; e apenas 9,2% não precisaram de empréstimos. Além disso, 66,3% dos entrevistados informaram ter sido necessário pegar recursos na mão de particulares.

Flexibilização -Também ontem, a Abrasel-MG enviou um ofício à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) sugerindo um plano de flexibilização do horário de funcionamento do setor na Capital, conforme melhora nos indicadores da Covid-19. Atualmente, bares e restaurantes só podem funcionar para almoço, com fechamento previsto às 16h, sem a comercialização de bebidas alcoólicas.

“Os indicadores mostram leitos de UTI abaixo dos 80% e de enfermarias abaixo dos 70%, com um índice de transmissão RT abaixo de 1. Dá para ampliar o horário de funcionamento para as 22h, com tolerância até 23h com salão vazio e a liberação da venda de bebidas alcoólicas”, defende Matheus Daniel. Em nota, a PBH informou que o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 se reunirá amanhã para avaliar o cenário da pandemia e definir os rumos da flexibilização.

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