Economia

BDMG atinge R$ 10 bilhões em crédito impulsionado por agronegócio

Expansão da carteira de crédito do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais mostra impacto significativo na economia mineira
BDMG atinge R$ 10 bilhões em crédito impulsionado por agronegócio
Foto: Reprodução Adobe Stock

A ampliação dos financiamentos ao agronegócio tem sido o principal vetor de crescimento da carteira de crédito do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), que atingiu a marca inédita de R$ 10 bilhões, oito meses antes da meta prevista. Desde 2022, quando um planejamento estratégico de crescimento foi elaborado, o volume total avançou 75%, impulsionado sobretudo pelo fortalecimento do crédito rural, segmento que hoje responde por mais da metade dos desembolsos da instituição.

O salto é resultado de uma estratégia iniciada no segundo semestre de 2022, quando o banco decidiu ampliar sua atuação para gerar mais impacto no setor produtivo mineiro. “Nós fizemos uma escolha: crescer com o objetivo muito claro de gerar mais impacto para o setor produtivo de Minas Gerais, seja nos micro e pequenos empreendedores, nas médias e grandes empresas ou nas prefeituras”, afirma o diretor-presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto.

Segundo ele, o aumento da carteira de crédito, que representa o volume total de operações ativas do banco, está diretamente ligado à capacidade de fomentar a economia. “Na medida em que a carteira cresce, o impacto também aumenta, gerando mais emprego, mais renda e fechando um ciclo virtuoso de desenvolvimento”, explica.

Dentro dessa estratégia, o agronegócio ganhou protagonismo. O crédito ao setor cresceu 150% desde 2022, resultado de uma combinação de fatores, como a criação de novas linhas, a ampliação do público atendido e o fortalecimento institucional da área. “Passamos a atuar de forma muito relevante no agronegócio. Se é importante para Minas Gerais, tem que ser relevante para o banco”, diz Viégas Neto.

O presidente destaca ainda que o BDMG estruturou uma área específica para o segmento e ampliou sua atuação junto a produtores rurais, incluindo médios e grandes, além de diversificar as fontes de recursos. “A gente começou a operar linhas que não operávamos, aumentamos a captação com recursos do Plano Safra e passamos a atuar diretamente com produtores, não apenas via cooperativas. Essa soma de fatores permitiu um avanço de cerca de 150% no agro”, detalha.

Crédito para médias e grandes empresas e no mercado de capitais

Além do campo, o banco expandiu a oferta de crédito para médias e grandes empresas e passou a atuar também no mercado de capitais, como forma de ampliar a receita e o acesso das empresas mineiras a financiamento com prazos mais longos e custos mais competitivos.

Os desembolsos acompanham essa evolução. Em 2022, foram liberados R$ 2,4 bilhões em financiamentos. Em 2025, o volume chegou a R$ 4,4 bilhões, alta de 83%, refletindo a maior demanda por crédito, especialmente no setor agropecuário.

Para Viégas Neto, o marco de R$ 10 bilhões não representa um ponto final, mas um novo patamar para o banco. “Essa não é uma linha de chegada, é uma demonstração de que podemos ser cada vez mais relevantes como instrumento econômico do Estado”, afirma.

Os efeitos do crescimento vão além dos números. De acordo com o banco, a expansão do crédito contribuiu para a geração e manutenção de quase 300 mil empregos e para um faturamento de R$ 22,5 bilhões nas empresas mineiras. “Mais do que o número, o que importa é o impacto. São mais recursos para a indústria, mais emprego para os mineiros e mais desenvolvimento para o Estado”, conclui o presidente.

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