Número de clientes atendidos pelo banco no ano até setembro superou a marca de 10 mil | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

De janeiro a setembro deste ano, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) registrou um desembolso recorde. Foram, ao todo, R$ 2,1 bilhões, o que representa um avanço de 162% na comparação com igual período do ano passado. Desse valor, 72% são oriundos de recursos próprios, 27% de repasses de outras instituições e o outro 1% de recursos de fundos.

“É um número robusto, histórico, mas não temos o que comemorar, já que é um ano de desafios. Entretanto, estamos cumprindo o nosso dever, conforme orientado pelo governador Romeu Zema em alinhamento com outras várias áreas do governo”, ressalta o presidente do BDMG, Sergio Gusmão.

O crescimento mais intenso dos desembolsos foi o das micro e pequenas empresas, que receberam R$ 681,8 milhões. O número é quatro vezes maior do que o registrado de janeiro a setembro de 2019 e é, ainda, um recorde na história do BDMG. Gusmão ressalta que esse é um segmento mais vulnerável, mas que também são os maiores empregadores, evidenciando a relevância da área.

Outro ponto de destaque em relação aos números do BDMG está relacionado aos clientes. Nos nove primeiros meses deste ano, foram atendidos 10.014 clientes, entre empresas e prefeituras, o que representa um incremento de 167% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

“Estamos atendendo de maneira pulverizada, em um volume grande de municípios. Estamos chegando com capilaridade na ponta, em um momento em que mais precisam do nosso apoio”, relata o presidente do BDMG.

Esses clientes atendidos estão em 644 cidades, sendo que 85% delas têm um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) menor do que a da média do País.

“Desde o início da pandemia, ainda no mês de março, rapidamente adaptamos nosso planejamento para 2020, com uma estratégia de redução de taxas, desburocratização, abertura para renegociação de dívidas, para dar suporte ao empreendedor mineiro e ampliar o colchão de liquidez”, destaca Gusmão.

O presidente do BDMG frisa que, além dos programas emergenciais estaduais, também houve alguns federais, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Além disso, diz, foi intensificado o relacionamento e as captações com instituições internacionais, para trazer mais recursos neste momento sensível.

Nesse cenário, tendo como base a metodologia Insumo-Produto (Fundação João Pinheiro), a estimativa é de que as ações do BDMG, de janeiro a setembro, tenham estimulado 19,7 mil empregos, além de terem acrescentando R$ 1,37 bilhão à produção do Estado, com uma geração de R$ 55 milhões de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Sustentabilidade – De todo o desembolso realizado pelo BDMG, aproximadamente 51% foram destinados em associação a no mínimo um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Dessa forma, R$ 64 milhões foram para projetos de energia renovável, sobretudo fotovoltaica. O número representa um crescimento de 83% em relação aos nove primeiros meses do ano passado.

Ainda tendo em vista os ODS, foram realizados desembolsos de R$ 30 milhões por meio da linha de crédito Empreendedoras de Minas, cujo foco são as micro e pequenas empresas que têm mulheres à frente. O número representa um incremento de 23% em comparação a igual período do ano passado, alcançando 752 empresas.

Saúde – Gusmão lembra também que o BDMG trabalhou em um programa emergencial para o setor da saúde. “Nós temos a satisfação de ter desembolsado praticamente R$ 170 milhões para esse segmento. Esse programa permitiu que Minas se preparasse para a criação e manutenção de leitos hospitalares. Apoiamos a produção de kits de diagnóstico, de luvas descartáveis, de respiradores, materiais essenciais para o combate à Covid-19”, salienta.