O BDMG vai reduzir os juros para capital de giro das micro e pequenas empresas para até 0,83% | Crédito: Divulgação

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) anunciou uma série de medidas para ajudar pequenas e médias empresas que forem afetadas pela epidemia do Covid-19 no Estado. Entre as ações, possibilidade de renegociação de dívidas, criação de novas linhas de crédito, redução de taxas de juros, ampliação de prazos e desburocratização na contratação de financiamentos.

Com isso, a estimativa da instituição financeira é de desembolsar aproximadamente R$ 1,1 bilhão para micro e pequenas empresas (MPEs) mineiras no decorrer de 2020. O montante engloba os valores já liberados para empresas das áreas de saúde e turismo e as novas linhas criadas para diversos setores de todo o Estado.

O anúncio foi feito pelo governador Romeu Zema (Novo), em pronunciamento transmitido virtualmente, ao lado do presidente do banco, Sergio Gusmão. Zema destacou que Minas Gerais é um estado privilegiado, pois poucas unidades federativas têm um banco de fomento que permita uma margem de manobra para atender o empresariado, principalmente os micro e pequenos em momentos adversos.

“As medidas que temos adotado são extremamente relevantes, porque são empresas muito impactadas pela redução das atividades econômicas, pelo fechamento do comércio nas cidades, e as que mais geram os empregos diretos em todo o País”, ressaltou.

Por outro lado, o governador disse que as medidas precisam ir além. “Estas ações estão alinhadas com o que estamos criando e adotando em Minas Gerais como forma de amenizar os impactos da crise do coronavírus na economia. Mas ainda é pouco. Vamos precisar de mais recursos para oferecermos às empresas mineiras”, disse.

O presidente da instituição financeira, por sua vez, detalhou as novas ações que agirão com foco reparatório na economia do Estado e que já estão disponíveis aos empresários.

“Estamos tornando ainda mais acessível e ágil a disponibilização de recursos neste momento de desafios. O BDMG, como banco de desenvolvimento, tem atuado na frente anticíclica deste cenário com um conjunto de ações efetivas para minimizar os impactos econômicos e sociais desta pandemia”, garantiu.

De maneira detalhada, o banco informou que as MPEs adimplentes poderão renegociar suas dívidas com o BDMG, solicitando o adiamento do pagamento das parcelas por até 90 dias e mantendo a taxa de juros do contrato original.

Os juros para as micro e pequenas empresas de qualquer setor de atuação obterem capital de giro cairão para a partir de 0,83% ao mês, com 6 meses de carência e pagamento em até 48 meses. Como referência, a taxa inicial classicamente praticada pelo BDMG era 0,98% ao mês e a carência de 3 meses.

Além disso, a fim de proporcionar ganhos de agilidade, as micro e pequenas empresas do setor da saúde estão dispensadas de apresentar comprovação patrimonial com certidões de cartório, IPTU e documento de automóvel para requisição de crédito, mantendo o cadastro eletrônico na Receita Federal (e-CAC).

Limite – E, por fim, a instituição ampliou em R$ 100 milhões o limite de crédito disponível via Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), do BNDES. “Isso significa mais recursos para oferecer a empreendimentos de todos os portes (com limite de faturamento anual de R$ 300 milhões) e de todos os setores no Estado”, resumiu Gusmão.

As duas primeiras ações do BDMG foram anunciadas ainda no mês passado. A primeira delas, referente à abertura de três linhas de crédito com condições especiais para auxiliar empresas do setor de saúde, que somam mais de 35 mil estabelecimentos em Minas Gerais. São recursos para capital de giro e investimentos para compra de matéria-prima, reforço de estoque, preparação de leitos, contratação de mão de obra temporária, entre outros.

A outra foi a respeito de condições de financiamento facilitadas para as MPE da cadeia do turismo, que reúne mais de 60 mil estabelecimentos no Estado, entre bares, restaurantes, pousadas, empresas de transporte, de infraestrutura de eventos, de produções artísticas, etc.