PBH fecha contrato de R$ 307,6 milhões para compra de 96 ônibus elétricos

Veículos terão autonomia superior a 250 quilômetros, capacidade para até 70 passageiros e serão destinados ao transporte coletivo da Capital
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
PBH fecha contrato de R$ 307,6 milhões para compra de 96 ônibus elétricos
Foto: Reprodução Site da Caio Induscar

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) está investindo R$ 307,68 milhões na aquisição de 96 ônibus elétricos da fabricante paulista Caio Induscar. O contrato é resultado da licitação homologada em junho deste ano, que inicialmente previa a compra de 100 veículos de propulsão elétrica por R$ 320,5 milhões.

O acordo foi firmado por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMUR) na última quarta-feira (16) e divulgado na edição desta terça-feira (22) do Diário Oficial do Município (DOM). O contrato terá vigência de 20 meses, contados a partir da emissão da ordem de fornecimento.

A aquisição será financiada com recursos do governo federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em abril, quando a licitação foi lançada, a previsão era de um investimento de R$ 317 milhões na aquisição dos ônibus elétricos e de 27 carregadores.

Os novos veículos são do tipo BRT Misto, com configuração de cinco portas e propulsão 100% elétrica. A tecnologia permite reduzir a emissão de poluentes e o nível de ruído. Com autonomia superior a 250 quilômetros, os novos coletivos terão capacidade para até 70 passageiros, maior acessibilidade e recursos que proporcionam mais conforto e segurança a usuários e motoristas.

Os veículos serão destinados à operação nas linhas do sistema municipal de transporte coletivo por ônibus da Capital. De acordo com a PBH, a iniciativa integra a política do Poder Executivo municipal voltada ao desenvolvimento de uma mobilidade mais sustentável e eficiente.

A Prefeitura também firmou, em maio, um acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estruturar um novo modelo de transporte público por ônibus em Belo Horizonte. O projeto prevê a reestruturação do contrato de concessão do sistema, que vence em 2028, com foco em maior eficiência e na implementação de iniciativas de descarbonização e de governança metropolitana.

Esta será a primeira iniciativa contratada pelo banco estatal após a divulgação dos primeiros resultados do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (EMNU), que identificou a necessidade de R$ 35,6 bilhões em investimentos para a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A estruturação poderá resultar em uma concessão comum ou em uma parceria público-privada (PPP).

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas