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Carbono zero e mais proximidade com comunidades são desafios para a mineração

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No início do principal evento da mineração brasileira, a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM), representantes do setor nos Estados Unidos, Brasil, Chile, África do Sul e Canadá falaram sobre o futuro da mineração e a importância da implementação da energia limpa nos processos.

A prática do carbono zero (quando a empresa não emite gases do efeito estufa em seu processo de produção) é vista pela mineração mundial como um passo necessário para o futuro. Outro ponto ressaltado por mais de um participante do painel “Mineração do Futuro e o Futuro da Mineração: A Visão das Associações ao Redor do Mundo” foi a necessidade de melhorar a comunicação com as comunidades sobre a participação da mineração no dia a dia dos cidadãos. 

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O painel foi mediado pelo representante do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM, sigla em inglês), Aidan Davy. Para iniciar o debate, Aidan perguntou a cada um dos participantes como seria a mineração do futuro. O primeiro a responder, Flávio Penido, Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), reafirmou a missão do setor mineral brasileiro de comunicar às comunidades sobre os processos.

“É necessário fazer uma colocação para a sociedade brasileira de que podemos assegurar uma operação sustentável e segura, principalmente nos pontos operacionais”, disse. 

Flávio Penido também citou durante sua fala a parceria do IBRAM com a Associação de Mineração do Canadá (MAC, sigla em inglês), no âmbito do projeto Towards Sustainable Mining/Rumo à Mineração Sustentável (TSM). É um programa de sustentabilidade reconhecido mundialmente, que dá suporte às empresas de mineração no monitoramento do impacto ambiental e riscos sociais.

“Estamos implantando o TSM Brasil com adesão de empresas do setor mineral, ainda mais que este programa está relacionado às boas práticas de ESG”, afirmou Flávio Penido.

Sobre o programa, o CEO da Associação de Mineração do Canadá, Pierre Graton, revelou o interesse e objetivo de ampliar esse projeto mundialmente. “Estamos comprometidos com a iniciativa de mineração sustentável que lidera e guia a operação para ter uma melhora nos nossos padrões. Temos as ferramentas para transformar os processos, e o mundo conta com a gente”, afirmou. 

Em uma análise mais regional, o Diretor da Sociedade Nacional de Mineração (SONAMI) do Chile, Diego Hernández Cabrera, lembrou que aquele país vive um momento político complexo que terá como desfecho uma nova Constituição. Segundo ele, é necessário aproveitar essa oportunidade para ampliar a mineração no Chile.

“Essa nova Constituição pode mudar alguns dos fundamentos que irão melhorar a nossa capacidade de minerar”, indicou. Além disso, Cabrera contou sobre o plano de atingir a emissão zero de carbono até 2050 no setor da mineração. “A boa notícia é que estamos começando a fazê-lo. É um plano que já está em ação”, comemorou.

Para a Vice-Presidente de Políticas Internacionais da Associação Nacional de Mineração (NMA, sigla em inglês) dos Estados Unidos, Veronika Shime, o desafio é engajar a sociedade e a mineração em prol de uma produção sustentável.

“O setor mineral tem essas tecnologias para implementação de zero emissão de carbono e a nossa ideia primária é engajar países com recursos de forma responsável”, explica. Ela ressalta ainda a importância de países se relacionarem e promoverem trocas entre instituições financeiras que possam apoiar mineradoras e projetos que sejam sustentáveis e dentro dos padrões ESG.

Segundo o CEO do Conselho de Mineração da África do Sul, Roger Baxter, o país, embora ainda tenha como principal fonte de geração energética o carvão, possui recursos em abundância para a geração de energia solar e eólica.

“Temos um plano integrado para descontinuar a geração de energia com base em carvão, na próxima década. Os planos sugerem que até 2030 deveremos ver um aumento da capacidade produtiva da África do Sul de energia nuclear e de energias renováveis”, destacou. 

Em 2021, a EXPOSIBRAM acontece de forma integralmente virtual entre os dias 5 e 7 de outubro. Interessados em assistir os debates, participar de minicursos técnicos e conferir remotamente os expositores podem se inscrever de forma gratuita no site.   

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