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CDL/BH afirma que situação já passou o limite do suportável e pede reabertura

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Crédito: Adão de Souza/PBH

Às vésperas de uma reunião entre o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 e o prefeito Alexandre Kalil para definir os próximos passos das medidas de combate à pandemia, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) divulgou uma nota pleiteando a abertura do comércio na capital mineira.

De acordo com a entidade, “a situação já passou o limite do suportável”.

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Na avaliação da CDL/BH é possível que o governo estadual e a Prefeitura determinem a reabertura dos setores de comércio e serviços, que estão com as portas fechadas desde 6 de março, uma vez que os últimos boletins epidemiológicos mostram um recuo na pandemia em Belo Horizonte.

Essa redução nos índices de transmissão e a queda na ocupação de leitos na rede hospitalar da capital mineira devem pautar a reunião entre o Comitê e a PBH agendada para esta quarta-feira (14). Fontes ligadas ao executivo municipal apontam que a reabertura  poderá ser anunciada.  

“Já se passaram mais de cem dias em 2021 e mais da metade deles o comércio ficou proibido de funcionar. Os justos não podem continuar pagando pelos pecadores. É inadmissível que um pequeno estabelecimento, na imensa maioria das vezes estando com menos de dez pessoas, contando funcionários e clientes, seja impedido de funcionar, enquanto vemos todos os dias centenas de ônibus coletivos trafegando lotados no transporte público da cidade”, aponta a entidade.

A entidade elencou ainda uma lista de 10 fatores que permitem a reivindicação da abertura do comércio. Além do recuo nos índices da pandemia, a entidade aponta os efeitos do fechamento nos negócios, que podem encerrar as atividades definitivamente, a necessidade de aumentar o ritmo da vacinação, entre outros.

Leia abaixo a lista da CDL/BH na íntegra:

1 – A Taxa de Transmissão (RT), que é um dos indicadores utilizados pela Prefeitura para definir a abertura ou não do comércio, nas últimas três semanas teve reduzidas quedas e já chegou ao nível verde. Esse indicador já atingiu o índice de 1,27 e no boletim desta segunda-feira, 12, desceu para 0,89.

2 – Além da Taxa de Transmissão, os outros dois indicadores utilizados como critérios para a flexibilização também estão acompanhando este ritmo de queda. Atualmente, ao contrário de duas semanas atrás, apenas um indicador está no vermelho, que é o número de leitos de UTI para tratamento exclusivo da doença. A permanecer o ritmo da queda, podemos crer que já no final de semana ele atingirá o nível amarelo.

3 – Desde a determinação do último fechamento do comércio, em 6 de março passado, o índice de isolamento social não aumentou – sempre girou em torno de 45%, o que comprova de forma muito evidente que o comércio não é o responsável por aglomerações. Aliás, até a própria prefeitura já admitiu essa realidade. No primeiro fechamento do comércio, imposto pela prefeitura este ano, este fato ficou bastante evidenciado. 

4 – Também houve um fato muito positivo desde o último fechamento. Em 5 de março, tínhamos em nossa capital 575 leitos de UTI para tratamento exclusivo da Covid-19 nas Redes SUS e Suplementar. Hoje, temos 1.147, ou seja, uma ampliação de 99,5%.

5 – O mesmo aconteceu em relação aos leitos de enfermaria. No mesmo período houve uma ampliação de 1.426 para 2.207 leitos nessa categoria, significando um aumento de 781 unidades, quase 55%. Há de se ressaltar aqui que ao longo destes últimos treze meses essa tem sido a principal reivindicação da CDL/BH. Ainda no início da pandemia já alertávamos para a iminente necessidade de ampliação do número de leitos. Sempre defendemos a tese de que é mais barato abrir leitos do que recuperar a economia.

6 – Ainda não estamos no ritmo desejado de vacinação. Pelo contrário, estamos longe ainda. Felizmente, neste último sábado a Prefeitura teve o bom senso de continuar com a campanha. Mas, como a própria Prefeitura divulgou, Belo Horizonte está em um patamar um pouco acima da média de Minas Gerais e do país. E nos últimos 30 dias, realmente em todas as instâncias, chegou-se a um consenso de que a vacinação é o caminho mais curto para a retomada da normalidade na vida das pessoas e dos empreendimentos.

7 – Desde o primeiro momento, o comércio de Belo Horizonte sempre foi muito colaborativo e engajado na preservação da saúde das pessoas. Da nossa parte, o lema da CDL/BH nestes últimos treze meses foi preservar vidas, ajudar empresas e garantir empregos. Dentro dessa linha de atuação, promovemos diversas iniciativas para garantir, em primeiro lugar, a saúde das pessoas.

8 – Desde que começou a pandemia, a CDL/BH promoveu várias campanhas de conscientização junto aos lojistas para que pudessem garantir o máximo de segurança para a saúde dos trabalhadores e clientes. Sempre quando fomos autorizados a funcionar, o fizemos de forma segura e responsável. Até lançamos o selo Loja Segura, para incentivar o empreendedor a adotar os protocolos necessários e mostrar ao consumidor que ele está efetuando sua compra em um ambiente seguro. É necessário ressaltar que as campanhas educativas foram realizadas desde o início da pandemia, antes até do primeiro fechamento do comércio, em março de 2020. A primeira campanha de prevenção contra o coronavirus na cidade foi promovida pela CDL/BH.

9 – Nos últimos 13 meses já tivemos sete datas comemorativas. Destas, cinco passamos de portas fechadas e outras duas funcionando com restrições. Daqui a um mês teremos o Dia das Mães, a segunda data com maior movimento no comércio. O fato de estar de portas abertas ou não será a fronteira entre a sobrevivência e o fechamento definitivo de muitas empresas. Segundo dados da Junta Comercial de Minas Gerais, no setor de comércio e serviços, houve o fechamento de 21.321 empresas em Belo Horizonte em 2020. Este número pode ser muito maior, tendo em vista que em grande parte dos casos as empresas não registram imediatamente o encerramento de suas atividades.

10 – Por último, mais uma vez apelamos aqui para um pensamento cristão: “Os justos não podem pagar pelos pecadores”. O comércio já deu e continuará dando a sua cota de contribuição e sacrifício para que vidas sejam salvas. Reiteramos aqui a nossa absoluta disposição em colaborar para qualquer iniciativa que tenha como objetivo conter o avanço da doença. Porém, não podemos mais permanecer pagando uma conta que na realidade é provocada pelo transporte público lotado, pelas festas clandestinas e pelas aglomerações irresponsáveis.

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