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China mantém posição de maior mercado externo de Minas Gerais

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Crédito: Fabio Scremin - APPA

Apesar dos efeitos da pandemia de coronavírus no comércio internacional, a China se manteve como o principal parceiro comercial de Minas Gerais no primeiro trimestre deste ano. O país asiático respondeu por 27,1% das exportações mineiras no acumulado entre janeiro e março.

Em seguida, vêm Estados Unidos (9,1%), Países Baixos – Holanda (5%), Canadá (4,9%), Japão (4,7%) e Alemanha (4,5%).
Os dados foram divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN) e da Gerência de Inteligência Competitiva.

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Os números do levantamento da entidade mostram também como a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) contribuiu para impactar a balança comercial quando a situação ainda não estava controlada no país asiático.

A balança comercial em Minas Gerais apresentou superávit de R$ 3,191 bilhões de janeiro a março deste ano. Enquanto as exportações somaram R$ 5,207 bilhões, as importações registraram R$ 2,015 bilhões. No Brasil, o superávit foi de R$ 5,562 bilhões, com 49,521 bilhões em exportações e R$ 43,958 bilhões em importações.

Porém, apesar de as exportações terem superado as importações no primeiro trimestre deste ano no Estado, houve queda de 17,1% no saldo de 2020 em comparação ao mesmo período de 2019.

“O mercado asiático foi muito impactado pelo novo coronavírus nos meses de fevereiro e março, sobretudo a China”, avalia o consultor de negócios internacionais da Fiemg, Alexandre Brito.

Agora, com a situação mais controlada em território chinês, a tendência é que o País volte a consumir mais de Minas Gerais, de acordo com Alexandre Brito. Porém, isso não deve elevar tanto os nossos números, pois é prevista uma queda em relação às exportações para os Estados Unidos e alguns países europeus onde a pandemia se agravou mais em março e em abril.

“A tendência é de recuperação em relação à Ásia. No entanto, América e Europa foram mais afetadas em abril, maio. Assim, o Estado também deverá ter um segundo trimestre mais fraco em comparação ao segundo trimestre de 2019. Não é previsto um déficit. Minas Gerais dificilmente registra déficit na balança”, destaca ele.

Alexandre Brito chama a atenção também em relação a outro fator que ajuda a explicar a queda de 17,1% no saldo da balança de Minas Gerais na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e igual período de 2019: a instabilidade do câmbio. “Com a instabilidade do câmbio, às vezes os negócios demoram um pouco mais, há mais negociações”, ressalta.

No entanto, lembra ele, o dólar mais alto é um fator positivo para as exportações, tornando os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional, além de melhorar a remuneração.

Mais dados – O levantamento da Fiemg mostra também que, entre as exportações que mais cresceram no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019, estão outros equipamentos de transporte, que registraram uma expansão de 124,7% e abrangem produtos como máquinas e tratores. Outros destaques positivos foram têxteis (40,8%) e veículos automotores (33,8%).

Já do lado das quedas mais significativas ficaram outros produtos minerais não metálicos (-50%), papel e produtos de papel (-40,3%) e coque e produtos petrolíferos refinados (-25,4%).

As importações, por sua vez, tiveram altas mais significativas em extração de petróleo bruto e gás natural (100%) e outros equipamentos de transporte (70,6%). As maiores reduções foram registradas em coque e produtos petrolíferos refinados (-78,8%) e extração de minerais metálicos (-50,7%).

Em relação à agroindústria, os números da Fiemg mostram que o café não torrado é o produto mais exportado por Minas Gerais (68%), seguido por carne bovina (11%), açúcar (10%), farelos de soja (4%), outros produtos (4%) e carnes de aves (3%).

As maiores variações em valores do setor na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e igual período de 2019 foram em carne suína (180%) e açúcar (60%).

Os destaques em bens intermediários são minérios metálicos (44%), ferro e aço (25%), ouro (11%), outros (11%), máquinas e equipamentos de geração de energia (3%), celulose (3%) e químicos inorgânicos (3%).

As maiores variações em valores do segmento no primeiro trimestre deste ano em relação ao primeiro trimestre do ano passado foram em máquinas e equipamentos de geração de energia (100%) e metais não ferrosos (30%).

Por fim, em relação aos manufaturados, ferro-gusa e ferro-ligas estão em primeiro lugar (49%). Depois vêm celulose (10%), motores de pistão (10%), tubos e perfis de ferro ou aço (10%), químicos inorgânicos (8%), produtos semiacabados de ferro ou aço (6%), barras de ferro e aço (4%) e veículos automóveis (3%).

Já as maiores variações da área em valores neste primeiro trimestre na comparação com igual período de 2019 foram em motores de pistão (111%) e veículos automóveis de passageiros (7%).

Mercado de câmbio é afetado pelo Covid-19

O levantamento do comércio exterior elaborado pela Fiemg destaca os impactos no mercado de câmbio devido não somente à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), mas também à tendência de saída de dólares já verificada também em 2019. Como resultado, salienta o material, a taxa de câmbio passou de R$ 4,03/US$ em primeiro de janeiro para R$ 5,19/US$ no fim de março.

“O Índice de Taxa de Câmbio Real, já descontada a inflação acumulada, e tendo como base o mês de junho de 1994 (Plano Real) chegou a 131,07. No mercado de câmbio comercial as operações resultaram em saldo líquido de US$ 14,3 bilhões acumulados entre janeiro e março, sendo que no último mês o saldo superou US$ 8,3 bilhões”, aponta o estudo.

O resultado positivo, frisa a Fiemg, também foi influenciado pelo crescimento das operações de compra por Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), que passou de US$ 1,9 bilhão, no mês de fevereiro, para US$ 6 bilhões em março.

“O ACC é uma espécie de desconto de duplicata relativo ao comércio exterior. Este movimento foi um reflexo imediato do Covid-19, que motivou a uma intensa busca de antecipação cambial, ainda que a um custo bem mais elevado. No entanto, a entrada líquida de dólares no câmbio comercial foi totalmente compensada pelas saídas líquidas no câmbio financeiro”, ressalta o material.

Importação de medicamentos é desonerada

Brasília – Um total de 118 produtos usados no combate ao novo coronavírus teve o Imposto de Importação zerado. Desse total, cerca de 80 correspondem a medicamentos usados no tratamento de pacientes hospitalizados. A decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) foi publicada ontem no Diário Oficial da União.

Com a medida, sobe para 509 o número de produtos que tiveram a tarifa de importação zerada desde o início da pandemia de Covid-19. Em nota, o Ministério da Economia informou que a ampliação da lista de itens importados atende à demanda do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde e a parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um dos itens com imposto reduzido a zero é a prednisona, indicada para o tratamento de doenças endócrinas, osteomusculares, alérgicas e oftálmicas. Medicamentos antivirais e antirretrovirais também estão na lista.

A redução do Imposto de Importação soma-se a uma série de medidas do Ministério da Economia para facilitar a compra de produtos usados no enfrentamento da pandemia. Além de diminuir o Imposto de Importação, o governo reduziu a zero o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de centenas de produtos essenciais no combate à doença.

Para evitar gargalos nos portos e aeroportos e acelerar a entrega das cargas, a Receita Federal simplificou o despacho aduaneiro de importação. O governo também suspendeu tarifas antidumping sobre tubos de coleta de sangue e seringas descartáveis e eliminou licenciamento de importação de mercadorias essenciais no combate à doença.

Outra medida tomada nos últimos meses foi a autorização temporária para a importação de equipamentos de unidades de terapia intensiva usados. Desde que sejam indispensáveis ao tratamento, os equipamentos podem entrar no país sem exigências como a comprovação de inexistência de produtos nacionais semelhantes.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro comentou a medida no Twitter. “O Governo Federal zera impostos sobre medicamentos em teste para Covid-19. A isenção da alíquota do Imposto de Importação versa sobre mais de 100 medicamentos, como antirretrovirais e antivirais, a fim de facilitar leques de estudos no combate ao vírus”, postou. (ABr)

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