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Uberaba, no Triângulo Mineiro, continua atraindo a atenção de investidores chineses. A empresa Shennong Drones vai investir cerca de R$10 milhões para instalação de fábrica na cidade e outras indústrias do gigante asiático seguem em negociação para se instalarem na região. Os aportes são resultados de visitas de comitiva da prefeitura àquele país, no ano passado.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, José Renato Gomes, outras cidades, inclusive de outros estados, estavam no páreo para o investimento. No entanto, mais uma vez, o atendimento diferenciado do Executivo municipal foi fundamental na concretização do negócio.

“O investidor chinês é bem cauteloso. Eles vieram, em um primeiro momento, conhecer o ambiente, fizeram as primeiras negociações, viram o potencial do mercado e depois abriram um escritório. Agora partiram para a fase determinante de trazer a produção para a cidade”, comentou.

A Shennong Drones já opera em Uberaba com escritório localizado no hub de inovação Celeiro, na Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu), instituição de ensino presente no Parque Tecnológico. O objetivo, com a consolidação de unidade fabril, é que os equipamentos contem com 90% das peças produzidas no Brasil, já que atualmente todos os componentes são importados da China. A indústria deve gerar cerca de 215 empregos no primeiro ano, entre diretos e indiretos.

Os equipamentos da Shennong atendem áreas para segurança, atuação militar, monitoramento e manutenções, entre outros. No agronegócio, os drones fazem análises de lavouras, demarcação de plantios, acompanhamento e desenvolvimento de safra e pastagem, pulverização, monitoramento de desmatamento, vigilância, telemetria, identificação de animais perdidos e gravação de imagens, entre outras funcionalidades. E é justamente neste segmento que está a grande aposta da empresa para Minas Gerais.

“Eles focam agora o potencial do agronegócio do Triângulo e de outras regiões do Estado, e a vocação para o setor de Uberaba também fez diferença na decisão de construir a planta fabril na cidade. Mas existe a possibilidade de expansão para os demais segmentos, a partir dos primeiros resultados colhidos com a nova operação”, disse.

Agora, a prefeitura trabalha para encontrar a área que vai abrigar as instalações. Segundo o secretário, deverá ser um terreno de 35 mil a 40 mil metros quadrados. A intenção, segundo ele, é deixar tudo pronto para que, assim que retomar os trabalhos, em fevereiro, a Câmara Municipal possa aprovar a doação e, em seguida, a empresa iniciar as obras de construção.

“Eles têm urgência no projeto e vamos fazer todos os esforços para que seja concluído até o fim do ano que vem. Para isso, a exemplo de outros investimentos, o programa ‘fast track’, que na prática é a desburocratização dos processos municipais para agilizar o que o empresário necessita, será fundamental”, comentou.