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Comércio em MG teme novos fechamentos por Delta

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Fluxo de clientes ainda não atende expectativa de setor | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

A pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) aponta que 81,8% dos empresários do varejo tiveram ou ainda têm prejuízos econômicos por causa dos impactos causados pela pandemia da Covid-19 no País.  

A grande preocupação do setor, de acordo com a pesquisa “Impactos do novo coronavírus na atividade econômica”, elaborada pela Fecomércio-MG, é com a chegada da variante Delta. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirma 12 casos de contaminação no Estado pela nova variante.

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A pesquisa destaca ainda que, para 58,5% dos empresários, o temor está em novos fechamentos do comércio em Minas Gerais. Por outro lado, 64,1% dos comerciantes asseguram ter condições de manter os negócios em funcionamento.

O economista-chefe da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, pontua que a cautela dos empresários reflete os desafios enfrentados durante um ano e meio em que tiveram os empreendimentos fechados devido aos picos da pandemia da Covid-19. “Apesar da retomada das atividades econômicas, muitos negócios estão lutando para recuperar os prejuízos causados pela crise sanitária, e uma possível nova onda causada por uma nova variante reforça essa preocupação”.

 O levantamento aponta que 37,2% dos empresários apresentaram problemas de liquidez e falta de recursos para pagamento de gastos essenciais – água, energia elétrica e a folha de pagamento de funcionários -, sendo que 43,7% solicitaram empréstimos ou crédito junto às instituições financeiras para honrar seus compromissos. “Os gastos acabam comprometendo a sustentabilidade das empresas, principalmente quando olhamos o varejo, diversos custos fixos que estão presentes independentes se o empresário realizar vendas ou não. É preciso ficar atento às condições dos empréstimos, o custo do crédito e fazer um planejamento assertivo”, detalha.    

Mesmo diante da reabertura do comércio, 51,8% consideram que o fluxo de clientes não retornou ao nível pré-pandemia. Além disso, 61,8% entendem que o fluxo não retornou ao esperado. Para driblar a crise, mais da metade dos empresários (53,5%) precisaram conter os gastos para manter as atividades. Entre as medidas adotadas estão a redução dos pedidos de estoque (43,75%), a negociação de contratos (17,1%) e o corte no quadro de funcionários (3,3%).

Para o economista-chefe da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, a baixa no movimento dos clientes nas ruas está relacionada ao desemprego e à perda da renda das famílias. “É claro que a questão da perda de renda das famílias causa um impacto no consumo das pessoas. Além disso, a questão do desemprego é uma questão fundamental para o consumo das famílias. Há mais de dois anos as famílias estão à margem do emprego e renda no País e tudo isso acaba afetando a decisão de consumo. Por outro lado, esperamos que a geração de empregos temporários no fim do ano aqueça a economia e estimule o consumo no varejo”, avalia.

Apesar desse cenário, a maioria dos empresários não precisou demitir (67,6%). No entanto, 41,3% adotaram alguma medida do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm). Entre os destaques estão a redução proporcional de carga horária e salário dos empregados (66,5%), a antecipação das férias (52,4%) e a suspensão do contrato de trabalho (38,4%).

O economista-chefe explica que o avanço na vacinação pode contribuir para a recuperação da economia. “Desde que acompanhada pela melhora dos indicadores macroeconômicos, a imunização contra a Covid-19 e a manutenção dos protocolos sanitários pode contribuir para um cenário mais promissor no segundo semestre, marcado por datas comemorativas relevantes para o comércio varejista”, opina.

Entre os setores que registraram maior expansão está o de vestuário | Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Vendas no comércio cresceram 1,2%

As vendas no comércio nacional cresceram 1,2% em julho deste ano na comparação com o mês anterior. O setor de tecidos, vestuário, calçados e acessórios foi o que registrou maior expansão (10,5%), em função do tempo mais frio e do inverno prolongado neste ano no Centro-Sul do País. O segmento de veículos, motos e peças foi o único que teve queda no mês (-1,8%). As informações são do Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian.

“Com o avanço da vacinação e a flexibilização das restrições impostas aos comércios, as pessoas voltaram a circular e fazer compras pessoalmente. Há ainda um aumento da confiança dos consumidores, que estão gastando mais e ajudando os empreendedores a terem um alívio no fluxo de caixa depois deste período tão desafiador”, analisou o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

Quando comparado a julho de 2020, o índice registrou aumento de 10,6%. “Mas é necessário levar em consideração o tombo registrado em julho do ano anterior (-17,5%) ocasionado, principalmente, pelo período de pico da pandemia no país. Dessa forma, como o aumento não é capaz de compensar a queda, se torna apenas uma recuperação parcial”, explicou Rabi. (ABr)

Confiança do consumidor recua 0,4 ponto em agosto

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 0,4 ponto de julho para agosto deste ano. Esta foi a primeira queda, depois de quatro altas consecutivas do indicador, que atingiu 81,8 pontos, em uma escala de zero a 200, patamar considerado baixo em termos históricos pela FGV.

O recuo foi puxado Índice da Situação Atual, que mede a confiança do consumidor brasileiro no presente e que cedeu 1,1 ponto, atingindo 69,8 pontos. A satisfação com a situação atual das finanças familiares caiu 2,8 pontos.

O Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, ficou praticamente estável, ao variar 0,1 ponto. Este subíndice ficou em 90,9 pontos em agosto.

“Há maior dificuldade entre os consumidores de menor poder aquisitivo, que enfrentam uma combinação de desemprego e inflação elevados e de crescimento do endividamento nos últimos meses. A confiança dos consumidores de maior poder aquisitivo, que tem oscilado em níveis mais elevados, também recuou em agosto, possivelmente em função do aumento da incerteza em relação à pandemia com o avanço da variante Delta no País”, disse a pesquisadora da FGV Viviane Seda Bittencourt. (ABr)

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