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Confiança do consumidor de BH sobe pela 4ª vez seguida

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Este ano, 38,57% dos consumidores da Capital pretendem presentear no Dia dos Pais | Crédito: Charles Silva Duarte / arquivo dc

As expectativas mais positivas em relação à economia aliadas ao avanço da vacinação contra a Covid-19 estão contribuindo para a redução do pessimismo do consumidor de Belo Horizonte e também para um possível melhor desempenho das vendas para o Dia dos Pais. Em julho, o Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICC) aumentou 3,25% sobre junho, alcançando 36,52 pontos.

O menor pessimismo reflete na intenção de compras para o Dia dos Pais. Segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), 38,57% dos consumidores pretendem presentear no Dia dos Pais, ante a pretensão de 33,81% vista em igual data comemorativa do ano anterior. 

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De acordo com o gerente de Pesquisa do Ipead, Eduardo Antunes, mesmo que o ICC ainda esteja abaixo dos 50 pontos, fronteira entre a situação de pessimismo e otimismo, o avanço é considerado importante. Esta foi a quarta alta consecutiva registrada em 2021. Com o resultado, o ICC da Capital acumula aumento de 2,61% no ano e de 3,72% nos últimos 12 meses. 

Dentre os componentes do ICC que estão acima de 50 pontos, mostrando otimismo, estão a situação financeira da família em relação ao ano passado, com 50,06 pontos, e a situação financeira da família, com 58,81 pontos. Os demais ficaram abaixo dos 50 pontos, mostrando pessimismo em relação à situação econômica do País, 25,54 pontos, inflação, com pontuação de 23,75, e emprego, 21,61 pontos.

A expectativa é que ocorram novos avanços no ICC ao longo dos próximos meses. “A pontuação geral do ICC ainda está abaixo dos 50 pontos, mas vem avançando, o que é muito importante. Desde abril estamos registrando altas consecutivas. Esperamos que esta alta se mantenha nos próximos meses. Fatores como o avanço no processo de vacinação contra a Covid-19 e a queda nos índices de mortes e de ocupação de leitos deixam a população mais otimista e isso reflete na melhoria do ICC”, explicou. 

Conforme Antunes, por outro lado, a situação de desemprego e aumento da inflação ainda são gargalos enfrentados pela população, contribuindo para a manutenção do pessimismo. 

Ainda segundo o Ipead, o Índice de Expectativa Econômica (IEE), em julho, apresentou alta de apenas 0,18% frente a junho. No ano, a elevação acumulada é de 1,09%. Já nos últimos 12 meses, foi verificada queda de 2,74%. 

O Índice de Expectativa Financeira (IEF) cresceu 5,02% em julho na comparação com junho. A alta fez com que a elevação acumulada nos primeiros sete meses do ano ficasse em 3,53% e nos últimos 12 meses, em 7,68%. Todos os componentes, na comparação com o sexto mês do ano, apresentaram avanço, sendo o maior visto na situação financeira das famílias, com alta de 6,12%, seguido pela pretensão de compras, com variação positiva de 5,49%.

Dia dos Pais

Com a população da Capital menos pessimista, o consumo no Dia dos Pais deve crescer frente a 2020. Entre os fatores que têm impulsionado a pretensão de compras está a maior abertura do comércio, que no ano anterior enfrentava restrições mais severas.

Conforme o levantamento do Ipead, o valor médio dos presentes a serem adquiridos apresentou alta expressiva de 27,99% em 2021 quando comparado com o ano passado, resultado que segundo o Ipead está bem alinhado com as expectativas do comércio.

O valor médio dos presentes subiu de R$ 79,58 para R$ 101,85 neste ano, sendo este o maior valor da série histórica. A pesquisa mostrou que 52% dos consumidores que pretendem presentear vão  gastar valor igual ou superior ao que gastaram no ano passado.

Outro destaque é a faixa de valor para presentes de R$ 101 a R$ 150 que foi a mais citada, representando 38,27% dos consumidores que pretendem presentear em 2021.

“As expectativas em relação ao consumo para o Dia dos Pais são positivas. Além da maior flexibilização do comércio frente a mesma data comemorativa de 2020, houve avanço no processo de vacinação e os consumidores estão voltando às compras”, explicou o  gerente de Pesquisa do Ipead, Eduardo Antunes.

Em relação à tendência de aumento do valor médio do presente, Antunes explica que a alta dos produtos e a inflação também interferem no valor. 

“No ano passado, grande parte do comércio estava fechado e o consumo retraído. Desde o final do segundo semestre de 2020, houve uma retomada da demanda e os preços de vários produtos foram reajustados. Mesmo assim, a expectativa do setor é de vendas bem melhores que as do ano passado”. 

Índice de serviços é o maior em 7 anos

São Paulo – A confiança do setor de serviços do Brasil chegou em julho ao maior nível em mais de sete anos, com melhora tanto pelas expectativas quanto pela avaliação sobre a situação atual.

Os dados divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostraram que o Índice de Confiança de Serviços (ICS) saltou 4,2 pontos em julho, para 98,0 pontos, maior nível desde março de 2014 (98,3 pontos).

“A confiança de serviços avançou pelo quarto mês consecutivo, superando o nível pré-pandemia e retornando ao patamar mais alto desde 2014”, disse em nota Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre.

Segundo a FGV, o Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, avançou 1,7 ponto e foi a 90,4, mesmo patamar de fevereiro de 2020, portanto a nível pré-pandemia.

Já o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, teve alta de 6,5 pontos, a 105,6 pontos, maior nível desde novembro de 2012. Além disso, voltou a ficar acima dos 100 pontos, o que, segundo Tobler, sugere um certo otimismo com o curto e médio prazo.

O volume de serviços brasileiro avançou 1,2% em maio sobre abril, dando sinais de aquecimento com alta recorde para o mês de maio e ficando 0,2% acima do patamar pré-pandemia, segundo dados do IBGE. (Reuters)

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