Confiança do consumidor em BH avança em maio impulsionada pelo Dia das Mães

Indicador registrou elevação de 0,97% em maio, desempenho acima de abril, conforme a Fundação Ipead
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Confiança do consumidor em BH avança em maio impulsionada pelo Dia das Mães
Foto: Reprodução Adobe Stock

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead) revelou em seu relatório mensal que o Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICC-BH) teve alta de 0,97% em maio, superando o resultado de abril. O indicador atingiu 43,05 pontos, em uma escala que varia de zero a 100. O índice acumula alta de 4,12% em 2026.

Entre as principais intenções de compra do morador da Capital no período, se destaca os segmentos de vestuário e calçados, além de turismo e veículos, representando, respectivamente, 21,86%, 12,15% e 8,91% das escolhas dos entrevistados.

Segundo o gerente de pesquisa da Fundação Ipead, Eduardo Antunes, a subida da confiança não surpreendeu e teve um fator importante para deixar o consumidor mais animado para ir às compras: o Dia das Mães.

“A alta de 0,97% (para 43,05 pontos) não chega a ser uma grande surpresa, mas tem um forte componente sazonal. O grande destaque foi o salto de 22,44% na pretensão de compra”, observa.

Ele observa que mesmo com maio tendo o impulso da segunda melhor data do ano para o comércio, o índice de confiança no geral ainda inspira uma leitura mais ampla, pois, apesar das melhoras, há mais desconfiança no cenário econômico do que euforia ou esperança de médio e longo prazos.

“O ICC-BH ainda está claramente pessimista. Apesar das melhoras consecutivas em 2026 (já atingindo 4,12% positivo no ano), o índice segue bastante abaixo da linha que separa o pessimismo do otimismo. Isso já perdura desde janeiro de 2013, última vez que pudemos considerar a população de Belo Horizonte como otimista”, ressalta Antunes.

Contexto precisa melhorar

Eduardo Antunes disse acreditar que a possibilidade de uma alta mais acentuada na confiança do consumidor só deve ocorrer se houver melhora consistente na economia real, com geração de emprego, queda da inflação e maior renda disponível.

Enquanto isso, o mais provável é que o índice continue oscilando na casa dos 40 pontos, com altas pontuais em meses sazonais. O período da Copa do Mundo, assim como o Dia das Mães, pode causar algum tipo de efeito positivo, pois as pessoas que aderem ao evento costumam ficar mais animadas, e isso pode gerar um reflexo positivo no indicador.

Tensões e Expectativas

“Uma plenitude de confiança do consumidor em ir às compras em BH, e no País, pode depender de um contexto menos tenso, com menos conflitos pelo mundo, menores impactos em itens do dia a dia, como combustíveis, diretamente afetados pela Guerra do Irã, e menos incertezas na economia brasileira”, avalia Antunes.

A expectativa é que o segundo semestre de 2026 seja mais positivo, já que o orçamento familiar não conta com o impacto das obrigações como as de início de ano, relativas aos impostos e despesas fixas.

Sobre o autor

Anderson Gonçalves

Jornalista desde 2002, especialista em Projetos Editoriais e campanhas políticas. Desde 2025 é repórter de economia e negócios no Diário do Comércio.

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