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Economia

Consumo de energia elétrica registra alta de 9,4% em MG

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A retomada econômica eleva a demanda de energia no Estado | Crédito: REUTERS/Paulo Whitaker
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O consumo de energia elétrica, em Minas Gerais, cresceu ao longo dos primeiros seis meses de 2021 e a tendência é de manutenção da recuperação no segundo semestre. De janeiro a junho, frente a igual período do ano passado, foi registrada alta de 9,4% na demanda no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Na comparação com o primeiro semestre de 2019, antes da pandemia, também foi observado avanço no consumo mineiro, porém, em nível menos expressivo, de 2,8%. Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

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A maior demanda por eletricidade, principalmente frente aos primeiros seis meses de 2020, é resultado da retomada econômica, após a fase mais crítica da pandemia de Covid-19. Além disso, com o dólar valorizado, importantes setores industriais no Estado estão com alta demanda e produzindo mais, o que também consome maior energia. Dentre os setores, destacam-se no Estado a indústria extrativa e a mineração.

O presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altieri, explica que em Minas Gerais e no Brasil o avanço no consumo de energia elétrica nos últimos meses representa uma recuperação da forte retração causada pela pandemia de Covid-19 em 2020, quando muitos setores da economia paralisaram as atividades.

“Desde o final do ano passado, e de maneira mais acentuada no primeiro semestre deste ano, nós observamos uma curva de aprendizagem dos principais setores produtivos do País, que estão muito mais capacitados para operar mesmo diante dos desafios do isolamento social. Em Minas Gerais, especificamente, também precisamos considerar a flexibilização das medidas restritivas em algumas regiões, que estão aos poucos permitindo a reabertura da economia local”, explicou. 

Ainda segundo Altieri, no Estado o maior consumo de energia é influência de setores como a indústria extrativa e a metalurgia. “Historicamente, estes setores sempre consumiram mais eletricidade no Estado e, na primeira metade deste ano, tiveram um cenário mais favorável em relação ao câmbio e às exportações, por exemplo”.

Para a gerente de Economia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Daniela Britto, a retomada econômica e a demanda aquecida têm estimulado a produção industrial e elevado a demanda pela energia elétrica. 

“Assistimos desde o último semestre de 2020 e o primeiro de 2021 uma recuperação da indústria. Levando em consideração as eletrointensivas, temos as indústrias de máquinas e equipamentos, siderurgia, metalurgia, papel e celulose e o setor automotivo – mesmo com a paralisação. Todos são setores que estão sendo beneficiados pela desvalorização do câmbio, pela alta das commodities e pelo aumento das exportações. O aumento da produção gera maior consumo de energia elétrica”, explicou Daniela. 

Mercados 

Conforme os dados da CCEE, no Ambiente de Contratação Livre (ACL), no qual os grandes consumidores, com carga a partir de 500 kW, como indústria e shoppings, adquirem energia, a alta foi ainda maior. Em Minas Gerais, o crescimento no consumo foi de 16,1%.

“O mercado livre de energia é o ambiente onde estão os consumidores de alta tensão, como indústria e shoppings. O crescimento tem sido maior por dois motivos: há um movimento gradual e contínuo de migração de consumidores do mercado regulado para o mercado livre, no qual é possível negociar contratos bilateralmente e, consequentemente, ter vantagens econômicas, e o segundo é que, no momento, estamos observando essa curva de aprendizagem de setores produtivos da economia frente à pandemia”, disse Rui Altieri.

No Ambiente de Contratação Regulada (ACR), ou mercado regulado, em que estão consumidores de menor porte, como pequenas empresas, comércio e consumidores residenciais, a alta no Estado foi de 3,3%.

Crise hídrica se torna desafio em meio a alta demanda

O aumento do consumo de energia elétrica acontece em um período de crise hídrica e de avanço dos custos, já que a restrição hídrica torna necessária a ativação das termelétricas, o que eleva os gastos e, consequentemente, os preços para os consumidores. O período é desafiador, mas, com ações e uso consciente tanto da água como da energia, não deve haver falta de energia. 

“O período é desafiador, mas, como o próprio Ministério de Minas e Energia afirmou, o Brasil está muito mais preparado hoje para este cenário. Eu acredito que, com muito trabalho e comprometimento dos órgãos do setor, nós vamos atravessar esse momento. As previsões mais recentes do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) apontam que o abastecimento está garantido”, explicou o presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altieri.

Ele ainda reforçou que, embora na comparação com 2020, que foi um ano totalmente atípico, o consumo de energia tem crescido significativamente, uma comparação com 2019, ou seja, com o período pré-pandemia, seria mais justa para analisar a situação estrutural do setor.

“Nesse cenário, o percentual de aumento não é tão expressivo e seguimos em linha com anos anteriores. A demanda por energia elétrica em Minas Gerais no primeiro semestre, por exemplo, cresceu 9,36% na comparação com o mesmo período do ano passado e 2,8% em relação à primeira metade de 2019”.

Para Altieri, o consumo deve continuar crescendo de forma equilibrada à medida em que a economia avança. “Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a vida voltando à normalidade, é provável que tenhamos um ano de recuperação do consumo de energia elétrica aos patamares pré-pandemia”.

Abastecimento

A assessora-executiva de energia da Fiemg, Tânia Mara Santos, explica que várias ações estão em curso para que o abastecimento energético seja garantido.

“O uso consciente da energia e da água junto às várias ações, como leilões para compras emergenciais e termelétricas à biomassa, irão contribuir para o enfrentamento da crise”. 

O presidente da Câmara da Indústria da Energia da Fiemg, Márcio Danilo Costa, também ressalta que o uso consciente dos recursos será essencial para superar a crise atual. 

“Precisamos trabalhar no uso consciente da energia e da água e nós vamos ter que entrar firmes mostrando para a indústria as possibilidades. Estou certo de que vamos superar esta fase”, disse. 

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