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Crédito do BDMG na segunda fase do Pronampe chega a R$ 203 milhões

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Desembolsos do BDMG já somam R$ 1,65 bilhão entre janeiro e agosto, incremento de 27% | CREDITO: CHARLES SILVA DUARTE/Arquivo DC

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), na segunda fase do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), vai disponibilizar R$ 203 milhões em crédito. O recurso é considerado essencial para que as empresas retomem as atividades com maior fôlego e contribuam para a recuperação da economia. Na primeira fase do programa, o BDMG desembolsou R$ 215 milhões, que beneficiaram em torno de 4,1 mil empresas.

A demanda por crédito junto ao BDMG vem sendo alavancada pela pandemia da Covid-19. De janeiro a agosto, o BDMG desembolsou um valor total de R$ 1,65 bilhão, volume que já supera em 27% todo o montante de crédito liberado pela instituição nos 12 meses de 2019, que foi de R$ 1,3 bilhão.

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Em relação ao Pronampe, o governo federal, por meio do Fundo de Garantia de Operações (FGO), assegurará 85% dos recursos que o BDMG irá disponibilizar em crédito para os empresários. Nessa segundo fase, o volume total de recursos assegurados no País será de R$ 14,1 bilhões.

De acordo com o presidente do BDMG, Sérgio Gusmão, a estimativa é positiva e a tendência é desembolsar o total disponibilizado, R$ 203 milhões, e buscar mais recursos, caso seja possível.

“O recurso para as micro e pequenas empresas vem em um boa hora. Estamos no coração da crise provocada pela pandemia da Covid-19. Nós desembolsamos 100% do recursos que nos foram alocados na primeira onda. Teremos uma alocação bastante robusta para essa segunda fase, que pretendemos desembolsar 100% e, se possível, conseguir um lote adicional de recursos. Nosso objetivo é trazer a liquidez que os micro e pequeno empresários mineiros mais precisam nesse momento, de maneira ágil e digital. É o BDMG atuando como agente anticíclico na maior crise enfrentada pela nossa geração”, disse.

A princípio, na primeira onda do Pronampe, foram alocados ao BDMG R$ 115 milhões. Porém, com a demanda aquecida e a operacionalização ágil do banco de desenvolvimento, o valor foi sendo alterado até encerrar a primeira fase em R$ 215 milhões.

Bem-sucedido – Para o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, o Pronampe tem sido o programa mais bem-sucedido para a concessão de crédito às micro e pequenas empresas.

“Começamos a segunda etapa liberando para o BDMG, R$ 203 milhões. Caso as contratações atinjam a totalidade e, se ainda tiver recursos disponíveis, poderemos ampliar esse limite. É um recurso fundamental para os micro e pequenos empresários, que representam mais de 60% dos empregos em Minas Gerais. O crédito vem para que as empresas continuem funcionando e os empregos sejam mantidos”.

Ainda segundo Costa, nesse momento, o recurso irá garantir um fôlego às empresas, para que elas recomponham estoques, paguem contas em aberto, reiniciem a produção e garantam o pagamento dos funcionários, viabilizando a retomada mais rápida da economia.

Fiemg comemora ampliação da medida

Os empresários que contratarem recursos do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) pagarão juros de 1,25% ao ano mais Selic. Ao todo, são oito meses de carência e 36 meses para quitar o empréstimo. Podem acessar os recursos empresas cujo faturamento anual fique, no máximo, até R$ 4,8 milhões.

Os recursos podem ser aplicados em capital de giro ou em investimentos. O limite de solicitação é de 30% da receita bruta da empresa, tendo como base o faturamento em 2019. O valor máximo estabelecido por empresa é de R$ 100 milhões. Pelo BDMG, não há necessidade de abrir conta bancária e a contratação pode ser feita on-line, pelo site do banco, ou através de agentes financeiros parceiros.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, o lançamento de mais uma etapa do Pronampe é muito positiva para os empresários de Minas Gerais e para a recuperação da economia.

“Estamos felizes com o lançamento da segunda fase do Pronampe. O governo federal vem acertando nas medidas de recuperação econômica e a retomada vem acontecendo de maneira incisiva. O Brasil conseguiu preservar empregos durante a pandemia, nós perdemos apenas 1,5 milhão de postos de trabalho, em função das medidas provisórias que pouparam de 10 milhões a 12 milhões de empregos no Brasil. São estes empregos poupados que serão o esteio da retomada”.

Ainda segundo Roscoe, o acesso ao crédito é essencial para que as empresas continuem funcionando e sendo também mais um pilar para a recuperação econômica.

“O crédito demorou um pouco a chegar aos empresários, porque é difícil conceder empréstimos em meio a uma crise, em meio a uma ruptura econômica. Mas, foram feitos ajustes e encontrado o equilíbrio para criar os programas como o Pronampe, que atende as micro e pequenas empresas, que sem o crédito não tem como tocar os negócios. O setor produtivo agradece e vai pagar com empregos, tributos e com geração de renda para o Brasil”, disse.

Banco opera linha para capital de giro emergencial

Com o objetivo de atender o maior volume de empresas, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) passou a operar a linha de crédito Giro Mais Emergencial. A opção de crédito atende empresas que faturam de R$ 4,8 milhões a R$ 30 milhões ao ano e que não se encaixam no Pronampe.

A linha pode apresentar juros até 38% menores que os praticados anteriormente. Dependendo Do contrato, os juros partem de 0,49% ao mês mais Selic. A Taxa de Abertura e Acompanhamento de Crédito (TAAC) caiu de 2% para 1%. O prazo de pagamento é de até 60 meses e a carência de seis meses.

“Esta é uma linha especial com taxas de juros reduzidas e entendemos que ela também é muito importante para atender o segmento de pequenas empresas. O BDMG procura desenhar programas e linhas que atendam cada um dos segmentos. Queremos trazer a liquidez e irrigar a economia mineira de maneira a manter os empregos e a atividade econômica para termos uma recuperação vigorosa e entrar no caminho do desenvolvimento”, explicou o presidente do BDMG, Sérgio Gusmão.

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