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Total de pessoas desocupadas em Minas Gerais atingiu 1,3 milhão no quarto trimestre do ano passado, de acordo com o IBGE | Crédito: Nacho Doce / Reuters

Após aumentos no período mais intenso da pandemia da Covid-19, a taxa de desocupação em Minas Gerais segue em estabilidade estatística. Em outubro, 1,27 milhão de pessoas estavam desocupadas no Estado, o que significa 12,2% – no mês anterior, a taxa era de 12,6%. O dado pertence à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Covid-19), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números do estudo também mostram que de maio a outubro, a desocupação em Minas Gerais esteve abaixo da média nacional em todos os meses. No décimo mês do ano, por exemplo, o Brasil registrou uma taxa de 14,1%.

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Apesar das 1,27 milhão de pessoas que estavam desocupadas em outubro, o analista do IBGE, Alexandre Veloso, explica que já se vê uma recuperação dos postos de trabalho. Somente de setembro a outubro, destaca, 150 mil pessoas passaram de desocupadas para ocupadas.

No entanto, diz ele, o número de desocupados ainda não baixa porque mais pessoas estão procurando emprego agora – e para ser considerado desocupado é necessário que o indivíduo esteja em busca de uma vaga de trabalho.

“Está havendo a recuperação dos postos de trabalho, a retomada da economia”, salienta. “Entretanto, há mais pessoas procurando emprego agora, seja porque antes estavam cumprindo o isolamento social, seja porque acreditavam que não iam encontrá-lo anteriormente”, diz.

Além disso, o analista do IBGE também afirma que tradicionalmente, pelos estudos da entidade, os meses de outubro, novembro e dezembro já são marcados por uma busca maior das pessoas por uma ocupação no mercado de trabalho.

Mesmo com a taxa de desocupados ainda muito elevada historicamente, conforme afirma Veloso, os dados vêm apontando para uma tendência de estabilidade e é provável que os números não cresçam tanto mais. Entretanto, diz ele, é importante aguardar os próximos meses para ver, de fato, o que vai ocorrer.

Auxílios governamentais – Os dados divulgados pelo IBGE também mostram a situação dos auxílios governamentais no Estado.

No mês de outubro, 39,5% dos domicílios receberam algum tipo de auxílio, o que significa 2,86 milhões de residências.

“Entre os auxílios estão o Auxílio Emergencial, a complementação do governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda e outros auxílios disponibilizados pelo governo estadual e por prefeituras”, explica o IBGE.

Os dados também mostram que houve queda no número de residências que receberam o auxílio quando se compara o resultado de outubro com o de setembro (40,8%). Já quando se trata do Brasil como um todo, 42,2% dos domicílios receberam o auxílio no décimo mês do ano.

Isolamento social – A pesquisa da entidade revela ainda que continua caindo o número de pessoas que declaram estar rigorosamente em isolamento social. Se em setembro, esses indivíduos representavam 15,3% (3,25 milhões), o número baixou para 12% em outubro (2,55 milhões).

Desocupados somam 13,76 mi no Brasil

Rio – A população desocupada atingiu 13,76 milhões em outubro, o que significa alta de 2,1% em relação ao mês anterior e um recorde da série da Pnad Covid-19 mensal, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados ontem. O resultado representa também crescimento de 35,9% desde o início da pesquisa em maio. A taxa de desemprego subiu de 14% para 14,1%, o que também é a maior da série.

A força de trabalho cresceu 1,5% na comparação com setembro e alcançou 97,9 milhões em outubro. Frente a maio a elevação ficou em 3,6%. O número de pessoas fora da força de trabalho teve redução de 1,9% e somou 72,7 milhões de pessoas em outubro. Com relação ao mês de início da pesquisa a queda ficou em 3,5%.

O Amapá foi o estado onde houve a maior proporção (9,2%) de pessoas ocupadas afastadas do trabalho por causa do distanciamento social. De acordo com a pesquisa, 24 unidades da federação tiveram recuo no percentual de pessoas ocupadas afastadas do trabalho pelo mesmo motivo, em relação a setembro. Nas outras unidades da federação foi registrada estabilidade.

Entre os 4,7 milhões de trabalhadores afastados do trabalho que tinham na semana de referência, 900 mil ou 19,2% estavam sem a remuneração do trabalho. Em setembro o percentual era de 19,8%, e, segundo o IBGE, vem caindo “consistentemente ao longo da pandemia”. A região Sul teve o menor percentual (16,3%) e a Norte, o maior (26,8%).

A diferença entre o número de horas habitualmente e efetivamente trabalhadas está diminuindo: o número médio de horas habituais foi de 40 horas por semana, contra 35,7 horas efetivas.

Remoto – Em outubro, 94,4% da população ocupada não estavam afastados do trabalho que tinham, contra 93,5% em setembro. Entre os não afastados, os que trabalhavam de forma remota representavam 9,6% ou 7,6 milhões de pessoas da população ocupada que não estava afastada. Em setembro, eles eram 10,4% ou 8,1 milhões de pessoas.

Segundo o IBGE, “esta foi a diminuição mais acentuada no quantitativo de pessoas trabalhando remotamente. Em apenas um mês, o indicador teve redução de 477 mil pessoas, similar à queda acumulada de maio a setembro (636 mil pessoas)”. A região que tinha o menor percentual de pessoas ocupadas trabalhando remotamente (4,1%) foi a Norte e o Sudeste, o maior (12,4%).

Informalidade – O número de trabalhadores informais em outubro chegou a 29 milhões de pessoas ou 34,5% do total de ocupados. O resultado também significa alta de 2,4% na quantidade de informais em relação a setembro e um aumento de 0,3 ponto percentual na taxa de informalidade.

Auxílio – O Norte (58,4%) e o Nordeste (56,9%), mais uma vez, foram as regiões com os maiores percentuais de domicílios que receberam auxílio emergencial. Os cinco estados com os maiores percentuais foram Amapá (68,6%); Pará (62,2%); Maranhão (61,4%), Alagoas (60,3%) e Acre (59,6%).

Testes – A pesquisa apontou também que até outubro, 25,7 milhões de pessoas ou 12,1% da população tinham feito algum teste para saber se estavam infectadas pelo novo coronavírus. Até setembro esse número estava em 21,9 milhões de pessoas ou 10,4% da população. Entre as pessoas que fizeram os testes, 22,4% ou 5,7 milhões tiveram resultado positivo em outubro, contra 22,1% ou 4,8 milhões em setembro.

Conforme o IBGE, praticamente não houve diferença no percentual de homens (11,8%) e de mulheres (12,4%) que fizeram algum teste. O maior percentual por grupos de idade foi entre as pessoas de 30 a 59 anos de idade (16,5%). Em nível de escolaridade, o maior percentual foi anotado entre as pessoas sem instrução ao fundamental incompleto, 6,6% e, entre aqueles com superior completo ou pós-graduação, 25,0%. (ABr)

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