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Desemprego no Brasil cai ligeiramente a 14,6%, com 14,8 milhões sem trabalho

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Pessoas avaliam oportunidades de emprego em cartaz no centro de São Paulo
Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

São Paulo – A taxa de desemprego no Brasil recuou ligeiramente no trimestre encerrado em maio, mas ainda é a segunda mais alta da série histórica, com 14,8 milhões de desempregados conforme a economia ainda busca engatar uma recuperação dos danos causados pela pandemia de Covid-19.

A taxa de desemprego chegou a 14,6% nos três meses até maio, depois de ter registrado o recorde de 14,7% nos dois trimestres imediatamente anteriores, fechados em março e abril. Entre março e maio de 2020 a taxa tinha sido de 12,9%

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Mas o dado informado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30) ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de taxa de 14,5%.

No período, o Brasil registrava ainda 14,795 milhões de desempregados, de acordo os dados apurados pela Pnad Contínua, o que representa alta de 2,6% sobre o trimestre imediatamente anterior, de dezembro a fevereiro, e avanço de 16,4% ante o ano anterior.

Mas o total de pessoas ocupadas também aumentou, chegando a 86,708 milhões entre março e maio, ganho de 809 mil em relação ao trimestre anterior e de 772 mil sobre o mesmo período de 2020.

A expansão da ocupação, segundo a analista da pesquisa, Adriana Berenguy, reflete o avanço de 3,0% dos trabalhadores por conta própria, única categoria profissional que cresceu no período.

“Esses trabalhadores estão sendo absorvidos por atividades dos segmentos de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que cresceu 3,9%”, explicou ela.

O mercado de trabalho, em geral o último a se recuperar de crises, ainda reflete os fortes impactos causados pela pandemia de coronavírus, em meio às restrições para conter o avanço da doença.

No setor privado, o total de empregados com carteira assinada no trimestre até maio teve alta de 0,3% sobre o trimestre imediatamente anterior, enquanto o contingente dos que não tinham carteira subiu 0,1%.

Por outro lado, a taxa de informalidade subiu a 40%, de 36,9% no trimestre anterior, correspondendo a 34,7 milhões de pessoas nesta situação. Há um ano, a taxa era de 37,6%, com 32,3 milhões de informais, aqueles sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração.

“Contudo, se olharmos o trimestre pré-pandemia (dezembro a fevereiro de 2020), os informais somavam 38,1 milhões de pessoas a uma taxa de informalidade de 40,6%. Ou seja, por mais que os informais venham aumentando sua participação na população ocupada nos últimos trimestres, o contingente ainda está num nível inferior ao que era antes da pandemia”, disse Berenguy.

O nível de ocupação, de 48,9%, continua abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio do ano passado, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

O IBGE destacou ainda que o contingente de pessoas subutilizadas, aquelas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial, foi de 32,9 milhões no trimestre até maio.

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