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Dia de Cooperar estimula iniciativas de cunho social

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O Sistema Ocemg comemora o Dia C - o Dia de Cooperar, que foi criado há 12 anos, em 3 de julho | Crédito: Genilton Elias

No calendário, a data comemorativa está marcada para 3 de julho, mas, segundo os envolvidos, o Dia C – o Dia de Cooperar – é todo dia. A ideia, surgida dentro do Sistema Ocemg, formado pelo Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg), completa 12 anos e já se espalhou pelo Brasil, tornando-se uma data nacional.

O objetivo é cuidar das pessoas, das regiões onde existem cooperativas, preservar o meio ambiente, realizar ações das quais todos possam se beneficiar por meio do compartilhamento de experiências de voluntariado e solidariedade. O Dia C está alinhado ao sétimo princípio cooperativista “Interesse pela Comunidade”, em prol de transformações sociais, e tem como tema “Atitudes simples movem o mundo”.

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De acordo com o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, o objetivo é incentivar iniciativas de responsabilidade social nas comunidades em que as cooperativas estão inseridas por meio de ações voluntárias. Dessa forma o segmento contribui para o alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) preconizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), agenda composta por metas que devem ser atingidas até o ano de 2030.

“O Dia C é o movimento de responsabilidade social do cooperativismo brasileiro. Isso começou aqui em Minas. Pensamos que há dias para tudo. Na Segunda Guerra Mundial,  teve o Dia D. Então deveríamos ter o dia de cooperar. Reunimos nossos gerentes para desenvolver o projeto e foi um sucesso. Depois a OCB (Organização das Cooperativas do Brasil) solicitou nossa tecnologia para desenvolver o projeto em todo o País. Há dois anos, o Papa Francisco me disse que o cooperativismo é a face humana da economia. Foi algo muito emocionante”, relembra Scucato.

Trabalho em conjunto

As cooperativas trabalham as ações do Dia C nas regiões em que estão instaladas e muitas vezes fazem isso em conjunto, reunindo, por exemplo, uma cooperativa de crédito e outra agrícola no mesmo projeto.

“São milhões de assistidos e a grande vantagem é trazer a interação. Os ramos trabalham juntos para desenvolver projetos. Tudo isso estimula o voluntariado no Brasil. Não é caridade, é devolver aquilo que tão prodigamente nós recebemos. Ações sociais geram valor econômico. Quem participa fica feliz, isso diminui o estresse, principalmente nesse momento em que estamos preocupados com a saúde mental das pessoas”, completa o presidente da Ocemg.

Foco nas pessoas sustenta crescimento do cooperativismo

Atuante há mais de meio século, a Ocemg reúne e organiza no Estado um sistema que existe, pelo menos, desde a criação da primeira cooperativa de consumo de que se tem registro no Brasil, em Ouro Preto (região Central), no ano de 1889, denominada Sociedade Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto.

Desde então, segundo o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, o cooperativismo cresce por ter as pessoas no centro, e essa é uma característica que deve resistir à desmaterialização das relações.

“Somos um setor diferenciado e que promove cotidianamente o desenvolvimento. Estamos no segundo ano de pandemia, uma crise sanitária sem precedentes, e, mesmo assim, demonstramos com firmeza nossa capacidade de organização e de geração de resultados para milhares de pessoas. Seguimos avançando e contribuindo na manutenção de serviços e produtos essenciais para o País, além de empregos e riqueza”, afirma Scucato.

Presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato destaca papel de entidade | Crédito: Divulgação

Dados da edição 2021 do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro, lançado no início de junho, mostram que as 773 cooperativas registradas no Estado ampliaram o número de empregos do setor em 4,3%, passando para 47,5 mil em 2020, na comparação com 2019. Também cresceram em número de cooperados, totalizando hoje 2,1 milhões de membros – aumento de 9%. A participação no Produto Interno Bruto (PIB) foi de 11%, registrando a marca de R$ 73,4 bilhões em movimentação econômica, um aumento de 20,7% em relação ao ano anterior. Os principais ramos cooperativistas em Minas cresceram em todos os indicadores avaliados no anuário.

Durante o evento on-line de lançamento do Anuário, a jornalista e economista Rita Mundim proferiu a palestra “Cenários e Tendências do Cooperativismo Mineiro”. Segundo ela, o sucesso do modelo cooperativista está ligado não só ao DNA do próprio modelo, mas também à velocidade que o Sistema Ocemg deu à sua transformação digital.

“O ser humano, finalmente, foi reconhecido como o ativo mais importante dentro das empresas e por isso o século 21 é o século do cooperativismo porque ele tem as pessoas no centro. Produtos e serviços têm que ser entregues com responsabilidade ambiental, social e governança. Essa entrega é sempre para atender pessoas. Ao longo da crise, a Ocemg se transformou na rede do cooperativismo mineiro 24 horas a postos”, pontuou Rita Mundim.

Papel fundamental em recuperação

Logo depois, o economista Ricardo Amorim ampliou o cenário da discussão com a palestra “Perspectivas para a Economia Brasileira e Mundial”. Para ele, o cooperativismo mineiro tem papel relevante na recuperação da economia brasileira pós-Covid.

“O cooperativismo sempre cresceu em momentos de crise. Temos agora fatores particulares com as transformações tecnológicas aceleradas durante a pandemia, que trouxeram transformações sociais importantes. Teremos um Brasil que vai crescer mais no segundo semestre, com mais inovação e participação maior das cooperativas. Isso acontece porque temos necessidade de crédito – setor em que se destacam – e porque elas são eficientes, como as empresas têm que ser, e tem lado social aguçado, como os bons governos devem ter”, avaliou Amorim.

A capilaridade, a relação direta com a população local e a capacidade de adaptação foram pilares muito importantes para os bons resultados durante a crise.

“Nossas atividades não pararam, continuamos abastecendo as mesas, cuidando do transporte e das pessoas. A equipe da Ocemg foi muito ágil. Fomos pioneiros com o EAD (educação a distância)  e os webinars. No cooperativismo o importante é a pessoa, a qualidade de vida de cada um. Não é o cifrão. Queremos que as cooperativas tenham resultados positivos, que nos dão os recursos para nos fazer diferentes. Aplicando parte do recurso auferido com uma boa gestão da cooperativa, aplicando no social. O caminho é corrigir o social através do efetivo exercício econômico”, pontua o presidente da Ocemg.

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