Dólar cai ante o real em dia de novo leilão extra de swaps

Queda interrompe sequência de cinco sessões de altas da moeda americana. Apesar do leilão, o dólar voltou a ganhar força posteriormente.
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Dólar cai ante o real em dia de novo leilão extra de swaps
Foto: Reprodução/ Adobe Stock

São Paulo – O dólar à vista interrompeu nesta segunda-feira uma sequência de cinco sessões de altas, fechando em baixa ante o real, ainda que acima dos R$ 5,60, em um dia de novo leilão extra do Banco Central de swap cambial e liquidez reduzida em função do feriado nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana à vista fechou em baixa de 0,34%, cotada a R$ 5,6172. No ano, a divisa acumula alta de 15,78%.

Às 17h04, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,21%, a R$ 5,6355 na venda.

O feriado do Labor Day (Dia do Trabalho) nos EUA manteve o mercado norte-americano fechado, o que reduziu a liquidez nos negócios com moedas em todo o mundo.

Já na primeira hora da sessão o Banco Central promoveu leilão extra de swap cambial tradicional, em um total de 14.700 contratos (US$ 735 milhões), em operação que havia sido anunciada na noite de sexta-feira.

O leilão de swap tem efeito equivalente à venda de dólar no mercado futuro — o mais líquido no Brasil e, no limite, o que define as cotações no segmento à vista. O BC vendeu o total ofertado, o que deu certo alívio para as cotações naquele momento.

Esta foi a terceira operação extra, com injeção de recursos novos no sistema, realizada desde sexta-feira pelo BC, e a quarta intervenção desde o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar do leilão, o dólar voltou a ganhar força posteriormente ante o real, enquanto a moeda norte-americana tinha sinais mistos ante as demais divisas no exterior.

Às 11h22 o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$ 5,6609 (+0,44%), mas depois disso a divisa retornou o território negativo. Às 14h34, marcou a mínima de R$ 5,6044 (-0,57%).

“Estamos sem mercados em Nova York. Sem essa principal referência, a oscilação local (do dólar) fica mais sujeita a movimentos pontuais”, comentou o diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo, citando ainda um movimento de realização de lucros por parte de alguns agentes quando a moeda se distanciou dos R$ 5,60.

Apesar do alívio no dia, a moeda norte-americana seguiu acima dos R$ 5,60, com o mercado à espera de novas pistas sobre o futuro dos juros no Brasil e nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira, a curva a termo brasileira seguiu precificando chances majoritárias de o Banco Central elevar a taxa básica Selic em 25 pontos-base este mês — algo que pode aumentar o diferencial de juros brasileiro e atrair mais investimentos, com impactos no câmbio. Atualmente a Selic está em 10,50% ao ano.

Pela manhã, além do swap extra, o BC vendeu todos os 12.000 contratos de swap cambial tradicional em leilão para fins de rolagem do vencimento de 1º de outubro de 2024.

Conteúdo distribuído pela Reuters.

Fabricio de Castro
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