Mapa da Logística: Minas se consolida como segundo maior destino do e-commerce no País

Relatório da Loggi aponta posição estratégica do Estado e maior participação de pequenas e médias empresas
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Mapa da Logística: Minas se consolida como segundo maior destino do e-commerce no País
Foto: Reprodução/ Adobe Stock

Nos primeiros seis meses deste ano, Minas Gerais foi o segundo maior destino de envios do e-commerce brasileiro, atrás apenas de São Paulo. A informação é da 5ª edição do Mapa da Logística, relatório de dados e tendências levantado pela plataforma Loggi. Os dados absolutos não são divulgados por questões estratégicas.

Entre os envios feitos, um grande destaque apontado pelo documento é a participação das pequenas e médias empresas (PMEs) nesse mercado. Segundo a Loggi, as PMEs ganharam relevância na movimentação do e-commerce em Minas e responderam por 9% dos envios originados no Estado. O índice foi superior ao observado entre grandes marcas, que chegou a 5%.

Nesse contexto, as datas comemorativas, como Dia do Consumidor e Dia dos Namorados, registraram os maiores volumes de pacotes, considerando todos os perfis de negócios. Entre os grandes negócios, houve crescimento de 9% no Dia do Consumidor e de 4% no Dia dos Namorados. Já a semana do Dia das Mães manteve estabilidade em relação ao período de comparação.

Leia mais: Comércio derruba saldo e Minas Gerais tem pior resultado de empregos do ano em julho

Minas reúne condições favoráveis

De acordo com a diretora-executiva de Receitas e Clientes da empresa, Juliana Fracchia, o Estado tem uma posição estratégica para a venda virtual brasileira porque combina uma grande base de consumidores com uma localização que permite conectar diferentes mercados.

“O protagonismo do Estado como destino e origem dos envios mostra como a logística precisa acompanhar a expansão do comércio eletrônico e estar preparada para atender uma demanda cada vez mais distribuída pelo País”, diz Juliana Fracchia.

Pontos de recebimento ganham destaque

O relatório também apontou mudanças estruturais na operação logística do e-commerce no Brasil. Conforme a Loggi, embora a coleta ainda represente 61% das operações de PMEs em 2026, o uso de pontos de recebimento já responde por 39% dos envios. Esse modelo ocorre, por exemplo, quando um cliente escolhe retirar o produto adquirido virtualmente em um ponto perto de casa, ao invés de esperar que ele seja entregue no domicílio.

Esse modelo, aliás, teve um crescimento de 53% no primeiro semestre deste ano. “A tendência indica a adoção de modelos mais flexíveis, escaláveis e eficientes por parte dos empreendedores”, declara a Loggi.

Sobre o autor

Anderson Rocha

Repórter multimídia do Diário do Comércio desde 2025. Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação Digital pela PUC Minas. Vencedor dos prêmios CNJ, Mercantil, Sebrae, CDL/BH e CBN de Jornalismo.

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas