Mapa da Logística: Minas se consolida como segundo maior destino do e-commerce no País
Nos primeiros seis meses deste ano, Minas Gerais foi o segundo maior destino de envios do e-commerce brasileiro, atrás apenas de São Paulo. A informação é da 5ª edição do Mapa da Logística, relatório de dados e tendências levantado pela plataforma Loggi. Os dados absolutos não são divulgados por questões estratégicas.
Entre os envios feitos, um grande destaque apontado pelo documento é a participação das pequenas e médias empresas (PMEs) nesse mercado. Segundo a Loggi, as PMEs ganharam relevância na movimentação do e-commerce em Minas e responderam por 9% dos envios originados no Estado. O índice foi superior ao observado entre grandes marcas, que chegou a 5%.
Nesse contexto, as datas comemorativas, como Dia do Consumidor e Dia dos Namorados, registraram os maiores volumes de pacotes, considerando todos os perfis de negócios. Entre os grandes negócios, houve crescimento de 9% no Dia do Consumidor e de 4% no Dia dos Namorados. Já a semana do Dia das Mães manteve estabilidade em relação ao período de comparação.
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Minas reúne condições favoráveis
De acordo com a diretora-executiva de Receitas e Clientes da empresa, Juliana Fracchia, o Estado tem uma posição estratégica para a venda virtual brasileira porque combina uma grande base de consumidores com uma localização que permite conectar diferentes mercados.
“O protagonismo do Estado como destino e origem dos envios mostra como a logística precisa acompanhar a expansão do comércio eletrônico e estar preparada para atender uma demanda cada vez mais distribuída pelo País”, diz Juliana Fracchia.
Pontos de recebimento ganham destaque
O relatório também apontou mudanças estruturais na operação logística do e-commerce no Brasil. Conforme a Loggi, embora a coleta ainda represente 61% das operações de PMEs em 2026, o uso de pontos de recebimento já responde por 39% dos envios. Esse modelo ocorre, por exemplo, quando um cliente escolhe retirar o produto adquirido virtualmente em um ponto perto de casa, ao invés de esperar que ele seja entregue no domicílio.
Esse modelo, aliás, teve um crescimento de 53% no primeiro semestre deste ano. “A tendência indica a adoção de modelos mais flexíveis, escaláveis e eficientes por parte dos empreendedores”, declara a Loggi.
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