Economia

EcoRodovias assume concessão das BRs-116 e 251 entre Minas e Bahia com previsão de R$ 7,3 bilhões em investimentos

Contrato prevê duplicações, faixas adicionais e implantação do sistema de pedágio eletrônico a partir de dezembro
EcoRodovias assume concessão das BRs-116 e 251 entre Minas e Bahia com previsão de R$ 7,3 bilhões em investimentos
BR-116, na Rota das Gerais. | Foto: Divulgação/ ANTT

A EcoRodovias assinou o contrato de concessão das BRs-116 e 251 entre Minas Gerais e Bahia e assumirá a administração de 734,9 quilômetros das rodovias pelos próximos 30 anos. A formalização da concessão foi publicada nesta segunda-feira (8) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no Diário Oficial da União.

Segundo o edital, o contrato prevê R$ 7,3 bilhões em investimentos em obras de ampliação da capacidade viária e outros R$ 5,8 bilhões destinados à operação e manutenção do sistema rodoviário ao longo do período da concessão. Cerca de 70% dos investimentos deverão ser realizados nos primeiros dez anos.

Entre as principais intervenções previstas estão:

  • 187 quilômetros de duplicações;
  • 160 quilômetros de faixas adicionais;
  • 101 novas interseções;
  • 21 passarelas;
  • 11 quilômetros de vias marginais.

Além dessas intervenções, também está a construção do contorno de 17 quilômetros em Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha. A obra é considerada uma das principais intervenções do contrato e tem como objetivo retirar o tráfego de longa distância do perímetro urbano do município. A expectativa é reduzir congestionamentos e conflitos entre o trânsito local e o fluxo rodoviário.

A concessão também prevê a implantação de dois pontos de parada e descanso para caminhoneiros, três passagens de fauna e estruturas de atendimento ao usuário, incluindo ambulâncias, guinchos e veículos de inspeção de tráfego.

Operação começa em novembro

A nova concessionária, denominada Ecovias das Gerais, deverá iniciar a operação plena em novembro. Até lá, os atendimentos a acidentes e emergências continuarão sendo realizados pelos órgãos públicos atualmente responsáveis pelos trechos.

Antes do início da operação, a empresa informou que executará um plano emergencial de cem dias com serviços de recuperação da sinalização horizontal e vertical, manutenção de pavimento, tapa-buracos, limpeza da faixa de domínio, roçada e melhorias nos sistemas de drenagem.

Segundo a diretora-superintendente da Ecovias das Gerais, Amanda Cruvinel Marçal, a concessionária já iniciou a contratação de fornecedores e a estruturação das equipes que atuarão na operação das rodovias.

Pedágio eletrônico começa em dezembro

Outro aspecto explicado pela concessionária é o fato de que a cobrança de pedágio não será iniciada imediatamente. O contrato estabelece a implantação do sistema eletrônico de cobrança por fluxo livre (free flow) a partir de 1º de dezembro de 2026.

O contrato prevê a instalação de nove pórticos de cobrança ao longo das rodovias. O modelo dispensa praças físicas de pedágio e realiza a cobrança por meio da identificação eletrônica dos veículos.

Além disso, o documento estabelece um desconto de 5% para usuários que efetuarem o pagamento com tag eletrônica e descontos progressivos para veículos leves que passarem repetidamente pelo mesmo pórtico dentro de um mesmo mês. Motocicletas serão isentas da tarifa.

Corredor logístico

Os trechos concedidos abrangem a BR-251 entre Montes Claros, no Norte de Minas, e o entroncamento com a BR-116, próximo à divisa com a Bahia, além da BR-116 entre Governador Valadares, no Rio Doce, e a divisa baiana.

O corredor é utilizado principalmente pelo transporte de cargas de longa distância e conecta Minas Gerais e São Paulo ao Nordeste do País. De acordo com a concessionária, aproximadamente 90% do fluxo da rodovia é composto por veículos pesados.

Principais números da concessão

  • 734,9 quilômetros de rodovias concedidas
  • Prazo de concessão de 30 anos
  • R$ 7,3 bilhões em investimentos em obras
  • R$ 5,8 bilhões para operação e manutenção
  • 70% dos investimentos concentrados nos primeiros dez anos
  • 187 quilômetros de duplicações
  • 160 quilômetros de faixas adicionais
  • 101 novas interseções
  • 21 passarelas
  • 11 quilômetros de vias marginais
  • Contorno de 17 quilômetros em Teófilo Otoni
  • Dois pontos de parada e descanso para caminhoneiros
  • Três passagens de fauna
  • Nove pórticos de pedágio eletrônico
  • Início da operação da concessionária previsto para novembro
  • Cobrança por free flow a partir de 1º de dezembro de 2026
  • Desconto de 5% para usuários com tag eletrônica
  • Isenção de tarifa para motocicletas
  • Cerca de 90% do tráfego composto por veículos pesados.
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